INFORME FOLHA
Contas da TV Educativa 1
Por 5 votos a 1, o Tribunal de Contas (TC) do Paraná aceitou reformar decisão que havia julgado irregular a prestação de contas de 2005 da Rádio e Televisão Educativa do Paraná, sob responsabilidade do então gestor, Marcos Batista. Com a decisão, a prestação de contas passa a ser considerada regular com ressalvas. No voto vencedor, o relator, conselheiro Heinz Herwig, concluiu que não houve dano aos cofres públicos durante a gestão da autarquia estadual de rádio e TV naquele exercício.
Contas da TV Educativa 2
Entre os pontos transformados em ressalvas está o polêmico pagamento de pessoal por meio de ''cachês'', o que poderia configurar burla ao concurso público. Mas, segundo o TC, o gestor argumentou que a contratação temporária de profissionais era feita porque a autarquia não possuía autonomia para a criação de cargos. Argumentou também que o número de profissionais pagos por meio de cachê foi reduzido de 190 para 47 durante seu exercício, resultado da contratação de aprovados em concurso realizado pelo governo estadual.
Romário critica lentidão
Deputado federal em primeiro mandato, o ex-jogador Romário criticou o ritmo de trabalho dos colegas. ''Tem três semanas que venho a Brasília para trabalhar e nada acontece. E olha que estamos em ano de eleição'', reclamou, por meio de sua conta no Twitter. ''Espero que na minha próxima vinda a Brasília tenha alguma p... pra fazer. Ou será que o ano só vai começar depois do Carnaval?'', continuou ele.
Políticos culpados
Romário culpou os políticos pela demora em votações de matérias importantes. ''A PEC 300 (que fixa piso salarial nacional para policiais civis e militares e bombeiros) também não foi votada. Tem greves acontecendo, pessoas morrendo e lojas sendo saqueadas. Nós políticos somos culpados mesmo!'', escreveu. Conhecido por faltar a treinos quando era jogador, Romário tem sido um deputado atuante. Ele passou a semana inteira em Brasília. ''Tem coisas que só acontecem na política. E hoje, mais do que nunca, tenho certeza disso.''
Pressão popular
Ao contrário do que aconteceu na Câmara de Londrina, os vereadores de Belo Horizonte cederam à pressão popular e, apesar de discursos contrários, mantiveram o veto do Executivo municipal ao projeto que aumentava em 61,8% os salários dos parlamentares. Mesmo com voto secreto, 21 vereadores foram favoráveis à posição do Executivo, que alegou inconstitucionalidade do projeto. Dez parlamentares votaram pela derrubada do veto.
'Na Coxinha da Madrasta'
Bastante tumultuada, a sessão teve que ser suspensa em alguns momentos por causa de protestos dos manifestantes que lotaram as galerias e entoavam a marchinha vencedora de concurso carnavalesco na capital, ''Na Coxinha da Madrasta''. A música faz referência aos gastos de R$ 62 mil da verba indenizatória por parte do presidente da Câmara, vereador Léo Burguês (PSDB), com lanches no estabelecimento de sua madrasta.
Oportunismo?
Durante a sessão, o vereador Leonardo Mattos (PV) fez a mais ferrenha defesa da derrubada do veto e acusou o prefeito de ''desrespeitar'' a ''soberania'' da Câmara. ''O prefeito veta tudo. Não tem a menor consideração com o poder Legislativo'', disse. E afirmou que Lacerda foi ''oportunista'' ao vetar o projeto, após diversos protestos nas ruas da capital e nas redes sociais na internet.
Voltando atrás
Mattos disparou também contra os colegas ao lembrar que a maioria da Casa foi favorável ao reajuste. ''Todos os vereadores assinaram o documento em que se comprometiam com o projeto'', declarou. O aumento foi aprovado na última sessão ordinária de 2011 e faria os salários saltarem de R$ 9 mil para mais de R$ 15 mil. Na ocasião, o texto foi aprovado com 22 votos favoráveis e apenas três contrários.
Prefeito contra Facebook
O prefeito de Porto Feliz (118 km de São Paulo), Cláudio Maffei (PT), entrou com queixa-crime por calúnia e difamação contra um morador da cidade que publicou comentários no Facebook com críticas à sua gestão. No final do ano passado, o engenheiro mecânico Rodrigo Cresti, 24, participou de uma discussão na rede social sobre a restauração de um museu da cidade. Cresti, indicado para presidir a juventude do PSDB local, disse que o prefeito se preocupava mais com suposta casa de R$ 2 milhões que teria em Sorocaba (SP) do que com problemas municipais.
Liberdade de expressão
O prefeito afirmou que pretende levar o processo adiante. ''Apoio a liberdade de expressão, mas não é porque é rede social que você não tem que ter responsabilidade.'' Maffei afirmou que desconhecia o morador e sua filiação partidária antes do episódio. ''Nenhum partido teve nada a ver. Sempre usei redes sociais, respondo críticas, mas essa era uma mentira sobre o meu caráter.'' Ele negou ser dono de casa de R$ 2 milhões.
Perguntinha
''Representantes do povo'', os vereadores não deveriam mesmo levar sempre a sério a tal ''pressão popular''?





