Especulação
O nome do jornalista Deonilson Roldo, atual chefe de gabinete do governo estadual, está circulando nos bastidores como possível substituto de Durval Amaral, que pode deixar o cargo de chefe da Casa Civil nos próximos meses. Amaral tem a intenção de disputar uma cadeira de conselheiro do Tribunal de Contas (TC) do Estado, na vaga que deve ser aberta com a aposentadoria compulsória de Heinz Herwig, que completa 70 anos em maio. O próprio Herwig seria uma opção para a Casa Civil. Agora, se Roldo assumir o cargo, paira a dúvida sobre quem deve ocupar a chefia de gabinete de Beto Richa (PSDB).
Troca
O novo líder da oposição na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná é o deputado Elton Welter (PT). Ele assume a liderança no lugar do deputado Ênio Verri (PT), que deixa o cargo para dedicar-se à pré-candidatura na Prefeitura de Maringá. A escolha de Welter foi consenso entre os deputados da bancada.
Atestado falso para ir ao jogo
O vereador de Curitiba Julião Sobota (PSC) - o Julião da Caveira, da torcida organizada do Atlético Paranaense - postou um comentário duvidoso ontem em sua página pessoal do Facebook. Ele pedia aos seus seguidores um atestado médico para faltar a uma sessão plenária da Câmara de Vereadores para assistir ao jogo do Atlético contra o Corinthians Paranaense, que acontece hoje, às 17 horas. Trecho da mensagem publicada dizia: ''Aí galera da caveira, da uma força pro gordão. Alguém tem 1 atestado médico pra me emprestar??? Quarta tem jogo do Furacão e se eu faltar no trampo, de novo, os cornetas de plantão vão me xaropear''.
- Na semana passada, Sobota não compareceu à primeira sessão do ano para ir a outro jogo do Atlético. A Comissão de Ética do Partido Social Cristão (PSC) convocou o vereador para uma reunião, prevista para hoje de manhã. O caso também poderá ser levado ao Conselho de Ética da Câmara de Curitiba.
Deu bolo
O ex-deputado estadual Carlos Simões - preso semanas atrás por repetidas vezes não ter sido encontrado nos endereços que apresentou no processo a que responde sobre os Gafanhotos da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná - prometeu uma coletiva de imprensa aos jornalistas que cobrem a AL, ontem à tarde. Teve gente que apareceu por lá exclusivamente para a entrevista e, sem explicações, Simões simplesmente não apareceu. No final da tarde, ele concedeu entrevista ao vivo para um programa da Band TV e, assim como na entrevista anterior que ele tinha concedido no último domingo para a RPC TV, Simões falou sobre o caso Gafanhotos e garantiu que a nomeação ''fantasma'' do seu gabinete não havia partido dele.
Contratação de escritório
A Promotoria de Justiça de Proteção de Patrimônio Público de Piraí do Sul (Centro-Oriental) apresentou uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o prefeito da cidade, Antonio El Achkar. O Ministério Público (MP) sustenta que o município agiu ilegalmente ao contratar sem licitação o escritório de advocacia Sociedade de Advogados José Carlos Dias Neto e Associados. ''O procedimento destinado a justificar a inexigibilidade de licitação é completamente nulo, tratando-se de uma simulação, pois realizado todo em um único dia, inclusive com a assinatura do contrato e a publicação em Diário Oficial na mesma data'', sustenta o promotor de Justiça Antônio Juliano de Souza Albanez.
- O Ministério Público requer a devolução do valor que teria sido gasto indevidamente aos cofres públicos. O contrato questionado teria custado quase R$ 70 mil.
Piso nacional para jornalistas
A Câmara dos Deputados analisa projeto que estabelece um piso salarial para os jornalistas de R$ 3.270 e jornada semanal de trabalho de 30 horas para a categoria. De autoria do deputado André Moura (PSC-SE), a proposta prevê reajuste anual pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Hoje não há um piso nacional e a remuneração varia entre os Estados. A proposta não tem prazo para ser votada e está sendo analisada na Comissão do Trabalho da Câmara. Depois, seguirá para a Comissão de Ciência e Tecnologia e, então, para a Comissão de Constituição e Justiça, onde pode ser apreciada em caráter terminativo. Se não houver maioria dos votos, o projeto será votado em plenário e, depois, irá ao Senado.
- Se aprovada, a proposta poderá ''quebrar'' muitos jornais e emissoras de rádio do interior do País. Aliás, muitos órgãos de imprensa sequer pagam o piso salarial dos jornalistas, hoje negociado entre patrões e empregados.
Perguntinha
Minoria na Assembleia Legislativa do Paraná, a oposição terá que apelar à história de que ''o mundo dá voltas'' para conseguir aprovar as mudanças que deseja no regimento interno da Casa?

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