Veto das sacolinhas
Durante entrevista ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, o governador Beto Richa (PSDB) defendeu posicionamento que o levou a vetar projeto aprovado no fim do ano passado pelos deputados sobre a proibição do uso de sacos e sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais e órgãos públicos do Estado. ''Não tinha como aprovar essa lei, porque de imediato iríamos fechar todas as fábricas de sacolas ou produtos plásticos no Paraná e milhares de pessoas ficariam desempregadas. Precisamos fazer um estudo gradual para paulatinamente irmos reduzindo esse material plástico e termos um material ambientalmente correto'', afirmou.
Assuntos pendentes
Mais do que questionar o aumento da verba de ressarcimento, autorizada mês passado pela presidência da AL, o deputado estadual Tadeu Veneri (PT), da bancada de oposição, ressalta que há outros assuntos que também merecem atenção: a reeleição da mesa diretora da Casa e a reforma no regimento interno. ''Enquanto tivermos a possibilidade de dispensa de todos os prazos regimentais previstos, como a formação de comissão geral (manobra utilizada para apressar votações), teremos um grande problema aqui na AL'', disse.
Em pauta
Pelos menos três projetos protocolados este ano no Legislativo londrinense vão mexer diretamente com os moradores da cidade. Um deles proíbe a ação de ''flanelinhas'' no município; outro, contrariando recente resolução do Conselho Nacional do Trânsito (Contran), obriga o município a fixar placas avisando em locais de fiscalização com radar fixo ou móvel; o terceiro prevê todos os políticos a matricularem seus filhos em escolas públicas. As três propostas ainda precisam de pareceres das comissões técnicas.
- Sobre o primeiro projeto, o autor, Joel Garcia, argumenta que a intenção é ''impedir que motoristas tornem-se reféns da ação injustificada e desordenada de guardadores clandestinos'' e afirma que ''em muitos casos os flanelinhas cobram para que o cidadão não tenha o veículo danificado''.
Aviso de radar
Já o vereador José Roque Neto (PR), o Padre Roque, quer que o município avise aos motoristas sobre a presença de radares 100 metros antes da fiscalização. Ele justifica o projeto afirmando que ''não podemos lesar o contribuinte e também porque não podemos admitir uma ''indústria de multas'', mais sim um sistema eficaz de fiscalização e de orientação aos condutores de veículos''.
Escola pública para todos
O vereador Tito Valle (PMDB) ressuscitou, em seu projeto, proposta já discutida em âmbito federal: obrigar os políticos a matricular seus filhos em escolas públicas. No caso de Londrina, a regra valeria a partir de 2014 para o prefeito, vereadores e secretários municipais cujos filhos deveriam cursar a educação básica em escolas públicas. Para o autor do projeto, o fato de a maioria esmagadora dos filhos de políticos estudarem em escolas particulares ''é uma forma de corrupção discreta da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios''.
Infidelidade partidária
O primeiro suplente do PTN na Câmara de Londrina, Jorge de Almeida, busca na Justiça Eleitoral a cadeira hoje ocupada pelo vereador Ivo de Bassi, que em setembro do ano passado abandonou a sigla para filiar-se ao PTB. O argumento é que o mandato pertence ao partido e não ao vereador. Ivo se elegeu em 2008 pela coligação PTN/PTC. ''Não havia qualquer motivo para que o vereador deixasse o partido. Então queremos reaver o mandato, que é do partido'', disse o presidente do PTN, Valdecir Ribeiro Mendes.
UEL no concurso da Guarda Municipal
A Prefeitura de Londrina pode fechar com a Universidade Estadual de Londrina (UEL) para organizar o concurso da Guarda Municipal. ''Estamos aguardando o orçamento, mas posso confirmar que temos o interesse de contratar a UEL pela capacidade técnica e seriedade da instituição'', revelou Fábio Reali, o secretário municipal de Gestão Pública. Apesar de ter divulgado no Jornal Oficial um aviso de licitação na modalidade pregão eletrônico para realização do concurso, Reali afirmou que ''isso não impede a dispensa de licitação''.
- O secretário explicou que serão contratados mais 300 novos integrantes para a Guarda Municipal.
Histórico negativo
A dispensa de licitação para o concurso da Guarda Municipal não traz boas lembranças para a cidade de Londrina. A seleção que contratou os primeiros integrantes da corporação foi realizada pelo Instituto de Promoção de Capacitação e Desenvolvimento (Iprocade). Conforme a FOLHA mostrou em dezembro, o Tribunal de Contas (TC) do Paraná multou o prefeito Barbosa Neto (PDT) pela contratação direta. No acórdão, o conselheiro Nestor Baptista afirmou que o município infringiu a legislação na medida em que não considerou a ausência de documentos que comprovassem a ''inquestionável reputação ético-profissional'' do Iprocade e que por se tratar de instituição recém-criada ''não há como falar em inquebrantável notoriedade pública''.
CEI da Educação
O vereador de Londrina Rony Alves (PTB) começou na tarde de ontem a reunir assinaturas para protocolar na Mesa Executiva da Câmara de Vereadores o pedido de abertura de Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Educação. O vereador pretende que a investigação seja aberta para apurar possíveis irregularidades na Secretaria de Educação, envolvendo a compra de livros didáticos considerados racistas, a compra de uniformes escolares e a contratação de empresa que fornece a merenda para as escolas. Segundo Alves, são necessárias sete assinaturas para que o requerimento seja protocolado na Mesa, mas ele já teria o apoio de 12 parlamentares.
Perguntinha
Será que a CEI da Educação consegue algum resultado?

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