INFORME FOLHA
Após 5 anos...
O governador do Paraná Beto Richa (PSDB) retoma amanhã as atividades administrativas no Palácio Iguaçu, no Centro Cívico de Curitiba, que foi reformado para voltar a sediar o Poder Executivo. Com a conclusão das obras, serão instalados no prédio os gabinetes do governador e do vice, a Casa Civil, a Casa Militar e parte da Secretaria de Comunicação Social. O prédio tem capacidade para abrigar 450 servidores e ficou fechado por cinco anos.
Acabamento
As obras de recuperação do Palácio Iguaçu foram realizadas em duas etapas, a primeira no governo passado, com aporte de R$ 23 milhões, para reformas e revitalização dos salões e peças artísticas. Na segunda etapa, promovida pela atual gestão, foram investidos mais R$ 9 milhões em obras de acabamento. Em 2011, foram executados serviços de alvenaria, instalação da rede elétrica e hidráulica, além da instalação de divisórias e lustres. Na parte externa do edifício foram recuperados os acessos viários, o estacionamento e a jardinagem.
- ''No final de 2010 o prédio havia sido inaugurado, mas não estava pronto e não tinha condições de receber as secretarias de governo. As obras que fizemos foram de suporte e acabamento'', explicou o engenheiro Zenon da Silva Neto, da Secretaria de Infraestrutura e Logística.
História
Projetado pelo engenheiro e arquiteto paranaense David Azambuja, o Palácio Iguaçu foi construído durante a gestão de Bento Munhoz da Rocha Neto (1951/1955) e inaugurado pelo então presidente João Café Filho, no dia 19 de dezembro de 1954, durante as comemorações do primeiro centenário da emancipação política do Paraná.
De olho nas obras públicas
O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) do Paraná e o Tribunal de Contas (TC) do Estado vão manter a parceria para a fiscalização de obras públicas. Uma reunião na tarde de ontem selou o compromisso. O Crea foi representado pelo novo presidente da entidade, Joel Kruger. A intenção da fiscalização é saber se o poder público utiliza corretamente o dinheiro destinado às obras municipais, estaduais ou federais no Paraná.
Nova mobilização em Campo Magro
Um grupo de aproximadamente 20 pessoas está acampado desde o último sábado na frente da Câmara de Vereadores de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba. Eles tentam impedir que uma sessão extraordinária seja feita pelos vereadores. Os manifestantes alegam que a sessão serviria para mudar a decisão que culminou na cassação do prefeito, José Antonio Pase (PMN), em setembro do ano passado. Mesmo com a decisão tomada naquela ocasião pelos vereadores, Pase continua no cargo, por meio de uma liminar obtida na Justiça. Eles acreditam que hoje seja julgado novamente o processo referente a Pase no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná.
- ''O prefeito não se defende das acusações, ele apenas busca brechas na lei para permanecer no cargo. Alguns vereadores 'mudaram de ideia' e por isso a retirada das acusações e uma nova votação dos vereadores aqui pode interferir no julgamento do TJ e é isso que estamos tentando impedir'', diz um dos manifestantes, César Silvério.
Sem sessão
Ontem não ocorreu a sessão extraordinária na Câmara de Campo Magro anunciada pelo grupo de manifestantes. O presidente da Casa, Odair Cordeiro (PSD), não se pronunciou sobre a possibilidade de se fazer a sessão extraordinária ou sobre o acampamento na frente do Legislativo. Os manifestantes prometem ficar lá até o fim do dia de hoje, quando o recurso do prefeito deve ser julgado no TJ.
Dilma no FSM
A presidenta Dilma Rousseff deve participar, na próxima quinta-feira, de uma sessão especial do Fórum Social Temático (FST), em Porto Alegre (RS). No evento Diálogos entre Sociedade Civil e Governos, Dilma deve tratar de temas como a crise econômica, políticas públicas de combate à pobreza e diretrizes brasileiras para a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, marcada para junho no Rio de Janeiro. O FST se insere no processo do Fórum Social Mundial (FSM), criado na capital gaúcha em 2001, para pensar ''um outro mundo possível''.
Tradição
A ida de Dilma ao megaevento em Porto Alegre será a primeira como chefe de Estado e dá continuidade ao histórico de participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve presente em todas as edições no Brasil e em algumas no exterior. Em 2011, Dilma foi representada pelo ministro da Secretaria-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, no FSM em Dacar, no Senegal.
Já Davos...
Dilma não irá ao Fórum Econômico Mundial, em Davos, antagônico histórico do FSM. A presidenta deverá ser representada na Suíça pelos ministros das Relações Exteriores, Antônio Patriota, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel.
Perguntinha
Se até os especialistas têm dúvida sobre a legalidade do ''reajuste automático'' nos subsídios dos vereadores de Londrina, por que o Legislativo local aprovou a medida tão rapidamente?
Equipe da Folha com Agências
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