Observatório do trabalho em Londrina
Entre as propostas da nova Secretaria Municipal de Trabalho, Emprego e Renda (Smter), que devem ser apresentadas ao prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), na próxima segunda-feira, está a criação do observatório do trabalho. Segundo a secretária, Neiva de Cássia Vieira, ''o objetivo é ter uma estrutura capaz de mapear as necessidades de cada região da cidade e também as atividades geradoras de renda e, então, propor ações políticas específicas''. Ela descartou a criação de cargos para o observatório, que deve ser gerenciado ''com a mesma estrutura de 15 servidores (de carreira) que foram remanejados para a secretaria''. Neiva afirmou que o único cargo comissionado na pasta é o que ela está ocupando.

Sine continua
Mesmo com a criação da Smter, o Sistema Nacional do Emprego (Sine) vai manter as suas atividades de encaminhamento para vagas abertas no mercado de trabalho formal, habilitação para o seguro-desemprego e cadastramento para os programas federais como, por exemplo, o Projovem. A secretária da pasta, Neiva de Cássia Vieira, explicou que o Sine, antes ligado ao Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), agora passa a ser uma gerência da Secretaria do Trabalho. ''Na verdade, pretendemos ampliar os serviços prestados pelo Sistema Nacional do Emprego.''
- Por enquanto, a Secretaria Municipal do Trabalho, Emprego e Renda está instalada no mesmo prédio do Sine, na rua Prefeito Hugo Cabral, centro.

Orçamento 'modesto'
Na avaliação de Neiva Vieira, a Smter tem um orçamento ''modesto''. A pasta nasceu com R$ 1.566.000,00 para o ano e, deste total, vão ser destinados para o Sine cerca de R$ 749 mil. ''Por isso a nossa intenção é investir na captação de recursos.'' De acordo com ela, a secretaria estará voltada ''para o mundo do trabalho, para tudo o que gera renda e assim poderemos pleitear verbas de outras áreas, como, por exemplo, Turismo ou Esporte, elaborando projetos para pessoas que estão na informalidade ou em situação vulnerável''.

Saída adiada
Atendendo pedido do prefeito de Londrina Barbosa Neto, o secretário de Defesa Social, Joaquim Antonio de Melo, segue no cargo até o próximo dia 15 de janeiro. Inicialmente, ele deixaria a administração no fim do ano para se dedicar à pré-candidatura ao Legislativo londrinense, mas ''o prefeito solicitou que eu ficasse mais um tempo, até que ele definisse o substituto''. Melo, no entanto, descartou prorrogar novamente o prazo para a saída.
- O ex-chefe de gabinete da Defesa Social Jurandir Gonçalves André, que também é delegado aposentado, já havia deixado a função no ano passado para se dedicar a uma eventual candidatura.

Michel Temer no hospital
O vice-presidente da República, Michel Temer, 71, se recupera bem após operação para a retirada da vesícula. A informação foi prestada ontem à tarde pelo hospital Alemão Oswaldo Cruz. Temer, que descobriu ter pedras na vesícula no mês passado, chegou ao local na segunda-feira à noite. Ele desembarcou na capital paulista após período de descanso em Itacaré, na Bahia. Ele deve ficar de repouso por três ou quatro dias. O médico responsável pelo procedimento é Albino Sorbello, doutor em cirurgia do aparelho digestivo e gastroenterologia.

Afastamento de 31 vereadores
As promotoras de Justiça Rita Tourinho, Heliete Viana e Cristina Seixas, do Ministério Público (MP) da Bahia, ingressaram com ação civil pública pedindo, liminarmente, o afastamento de 31 dos 41 vereadores de Salvador. Eles são acusados pelo MP de improbidade administrativa, por aprovarem, por meio de emendas, artigos de um projeto de lei suspenso por ordem judicial.

Manobra ilegal?
De acordo com o MP, os vereadores usaram uma ''manobra ilegal'' para inserir, na votação do projeto de lei 446/2011, que tratava de alterações na Lei de Ordenamento e Uso e Ocupação do Solo (Louos) de Salvador, no último dia 29, dez emendas originárias do projeto de lei 428/2011, chamado de Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) da Copa, suspenso liminarmente desde o dia 23, por decisão da 5 Vara de Fazenda Pública. O PDDU da Copa trata, entre outros, da polêmica elevação do gabarito para construções na orla de Salvador para até 54 metros e da criação de novas áreas hoteleiras na cidade.
- Segundo o presidente da Câmara, Pedro Godinho (PMDB), porém, não houve ilegalidade, porque a Casa não havia sido oficialmente notificada sobre a decisão judicial até o dia da votação da Louos.

Perguntinha
Quando o Congresso Nacional vai conseguir limpar a pauta para começar um ano com discussões realmente novas?

Equipe da Folha | [email protected]

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