Residual do 13º salário
A Prefeitura de Londrina deposita hoje na conta dos servidores o pagamento do mês de dezembro e o residual do 13º salário, sem o abono ou o 14º salário, que foram pedidos pelo Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv). Segundo o secretário de Planejamento, Edson Antonio de Souza, o total da folha bruta, sem os descontos, é de mais de R$ 46 milhões, para os ativos e inativos. Ele afirmou que as reposições dadas pela administração (que somam 13,5% para ativos e 37% para aposentados) elevaram a folha e consumiram todos os recursos disponíveis, ''pois, quando enviamos para a Câmara as propostas de reajuste, prevíamos esse residual a ser pago agora'', explicou Souza.
Sem abono
O 13º salário foi pago integralmente pelo município no mês de março e as reposições foram concedidas, de maneira escalonada, a partir de outubro. De acordo com o secretário, ''o prefeito recebeu diversos pedidos de abono e, mesmo que tivéssemos condições de pagar, precisaríamos de autorização dos vereadores''.
Cálculo do Dieese
O presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja, afirmou ter cálculos feitos pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese), apontando que de 2000 a 2008 a categoria deixou de receber 32 salários. ''Precisamos receber isso de alguma forma.'' Quanto ao residual que está sendo pago agora pela prefeitura, Urbaneja reconheceu que ''é bom, mas o valor é muito pequeno, cerca de 10%''.
Crítica ao Consema
Questionado sobre as constantes reclamações de moradores da zona sul de Londrina sobre o mau cheiro, que é comum na região, o secretário municipal do Ambiente José Novaes Faraco disparou contra o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Consema). ''Preciso comprar equipamentos para medir a qualidade do ar e, então, apresentar provas às empresas (que ficam na zona sul) sobre uma suposta irregularidade, mas o conselho não libera a verba.'' Segundo ele, o recurso é oriundo de multas pagas ao Fundo Municipal do Ambiente, gerido pelo Consema.
Resposta
Procurado pela FOLHA, o presidente do Consema, Fernando Barros, negou as acusações de Faraco. ''O secretário está confundindo as coisas, porque ele nos pediu verba para laboratório de água e não para medir a qualidade do ar e, mesmo assim, estamos aguardando informações complementares.''
Mais prazo para empréstimo do BID
A Comissão de Financiamentos Externos, órgão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, aprovou na última terça-feira a prorrogação do prazo por mais 12 meses para a Prefeitura de Londrina concluir os estudos do Programa de Desenvolvimento Urbano Sustentável e contratar o financiamento de US$ 42,9 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Até abril de 2012 uma missão do BID deve analisar e aprovar - ou não - a proposta de Londrina.
Depois da bronca...
O secretário de Defesa Social em Londrina, Joaquim Antônio de Melo, procurou o prefeito Barbosa Neto (PDT) para explicar porque ele não tinha avisado oficialmente o pedetista sobre o não recebimento de verbas federais para recuperar estragos causados pelas chuvas no mês de outubro. Barbosa teria ficado sabendo do fato pela imprensa e deu uma bronca pública no secretário por conta disso. ''Agora já está tudo superado'', disse o prefeito.
- O município chegou a decretar estado de emergência de 60 dias para poder receber R$ 21,4 milhões do Ministério da Integração Nacional para reconstrução de 18 pontes derrubadas pelas chuvas.
Não aceito 'não' como resposta
Sobre a negativa do governo federal, Barbosa alegou que não aceita ''um não'' como resposta, e que vai continuar insistindo. ''Não há problema burocrático e nenhum entrave jurídico para que nós possamos receber essas pontes. Existem comunidades que ainda estão ilhadas. Nós precisamos que essas ligações sejam feitas o quanto antes. Nós recolhemos os impostos, mandamos para Brasília, para Curitiba, e no momento de maior dificuldade da cidade, o mínimo é o repasse de verbas.''
Veto à emenda do Bosque
A diretora do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Regina Nabhan, confirmou que o Executivo deve vetar a emenda aprovada pela Câmara de Vereadores ao novo Código Ambiental que institui o Bosque Marechal Cândido Rondon, no Centro, como área de preservação ambiental permanente. A prefeitura pretende fazer a revitalização do Bosque e abrir a rua Piauí, mas a emenda atrapalharia o projeto. ''Devemos pedir o veto porque na foto aérea tirada em 1949 do Bosque, considerada patrimônio histórico, a Rua Piauí está aberta. O Bosque era dividido em duas quadras e só depois disso que ele foi fechado'', explicou. Segundo ela, se a Câmara derrubar o veto do Executivo em nova votação na Casa, a administração deve entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade.
Perguntinha
Será que o prefeito de Londrina vai conseguir encerrar a polêmica do Bosque até o final do seu mandato?

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