INFORME FOLHA
Frases do ano
Após encerrada a última sessão do ano na Câmara de Vereadores de Londrina, no início da noite de ontem, a assessoria da própria Casa passou um vídeo mostrando alguns momentos engraçados protagonizados pelos próprios parlamentares durante 2011. Destacou-se a famosa frase do vereador Roberto Fú (PDT) - ''Só falta eu ver elefante voando nessa cidade'' -, repetida de forma incansável pelo pedetista durante o ano. Outra frase conhecida é do vereador Ivo de Bassi (PTB), no momento que defendia uma matéria de sua autoria: ''Assim Londrina ficará conhecida no mundo interno e externo''.
Hierarquia na GM
Foi aprovado ontem em segunda votação, na Câmara de Vereadores de Londrina, o projeto de lei 400/2011, do Executivo, que formaliza o cargo de Corregedor e cria as funções de Inspetor e Supervisor na Guarda Municipal (GM). A maior polêmica na matéria está no seguinte trecho: ''As funções serão preenchidas, através de função de confiança, por designação e dispensa do titular da secretaria''. Um grupo de guardas municipais se posicionou publicamente contra a indicação, cobrando realização de concurso interno. Na semana passada, depois da primeira votação, o vereador Eloir Valença (PHS) discutiu com o secretário de Defesa Social, Joaquim Antonio de Melo, que foi acusado de perseguir os agentes contrários ao projeto.
Tiros 1
A agente da Guarda Municipal que esteve na Câmara na quinta-feira, acusando o comando de perseguição, foi ontem até a 10 Subdivisão Policial registrar boletim de ocorrência em razão de dois tiros que atingiram o carro dela, que estava no quintal da residência, na zona sul da cidade, durante a madrugada. ''Acredito que isso tem relação com as denúncias que eu fiz'', relatou a agente, que prefere se identificar apenas pelo primeiro nome, Angélica. Ela, que responde a procedimento interno na GM, disse que existe um manifesto com a assinatura de cerca de 100 agentes, contrários ao projeto de lei, aprovado ontem. Segundo o secretário Joaquim Antonio de Melo, ''muitos que assinaram esse manifesto, pediram depois para que o nome fosse retirado, pois a ideia inicial deles era pedir agilidade na liberação de arma de fogo''.
Tiros 2
O curioso é que o pai de Angélica, que a acompanhou até a delegacia, foi autuado por posse de arma de fogo e pagou fiança de R$ 300 para ser liberado. Segundo o delegado Edgar Soriani, ''o pai dela reconheceu que guardava a arma (calibre 38) em casa, mas o registro já estava vencido''. Os policiais recolheram o revólver que será encaminhado para a balística. Soriani afirmou que o laudo deve apontar de onde partiram os tiros e de qual arma foram disparados. Os peritos devem concluir o trabalho em 20 dias.
Sem entrevista
O prefeito de Londrina Barbosa Neto (PDT) deixou os jornalistas esperando por quase uma hora ontem, depois de convocar a imprensa para acompanhar a demolição do imóvel na Rua Araguaia, no Centro. Ao chegar, não conversou com ninguém, subiu em um dos tratores, posou para imagens e em seguida foi embora correndo, sem dar uma palavra. Bruno Morikawa, secretário de Obras, que no início da demolição se negou a falar com a imprensa justificando que o prefeito daria os detalhes, teve que voltar atrás e tentou remediar o estrago.
Denúncia na AL
O deputado federal Dr. Rosinha (PT) denunciou ontem supostos gastos ilegais com publicidade que a Assembleia Legislativa (AL) do Paraná teria feito em 2009, durante gestão do deputado Nelson Justus (DEM) na presidência, e que teria envolvimento com o jornalista Luiz Fábio Campana. Dr. Rosinha divulgou uma minuta de contrato da época, entre a AL e a empresa Editora Cabeza de Vaca Ltda, de propriedade de Campana. De acordo com Rosinha, promovida na modalidade carta-convite, a licitação permitiu o contrato entre a empresa de Campana e a AL por um valor total de R$ 75 mil, entre abril e dezembro de 2009, para ''divulgar materiais de interesse'' da Casa. A contratação da empresa de Campana seria ilegal, segundo Rosinha, porque o jornalista faria parte do quadro de servidores efetivos do Legislativo paranaense. Pelo Portal da Transparência da AL, Campana aparece lotado na Diretoria de Pessoal.
Resposta
A FOLHA procurou Campana para comentar o caso, mas ele não foi encontrado na Travessa dos Editores, empresa de propriedade do jornalista, e o celular pessoal dele estava desligado no final da tarde de ontem. O ex-presidente da AL Nelson Justus também não foi encontrado.
Perguntinha
Será que os vereadores também não poderiam ter deixado a discussão sobre o aumento dos próprios salários para o ano que vem?





