PDT e Osmar Dias
Presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) não quis dizer se o PDT faria questão de continuar no Ministério do Trabalho, mas já desdenhou a área da Agricultura, cotada para ser entregue ao partido. ''Não sabemos nada de mexer com terra'', declarou. Em função das eleições de 2010, quando Osmar Dias (PDT) disputou o governo do Paraná com o apoio do PT, chegou a ser ventilada a possibilidade de o paranaense assumir o Ministério da Agricultura após a derrota nas urnas. Mas, meses depois do resultado do pleito, Osmar Dias foi chamado para o cargo no Banco do Brasil de vice-presidente de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas.
Redução de 19% no gasto com custeio
O governador do Paraná Beto Richa (PSDB) concedeu ontem uma entrevista coletiva após reunião com o secretariado, quando cada titular fez um balanço das principais realizações de sua pasta. Aos jornalistas, Beto destacou a economia conseguida pelas secretarias, que diminuíram em média 19% das despesas. ''Eles superaram a meta, que era diminuir neste ano 15% dos gastos de custeio'', disse o governador. Essa economia representaria R$ 70 milhões a mais nos cofres do Estado. ''Isso não quer dizer que eles (secretários) ficarão tranquilos e poderão cruzar os braços. Em 2012, com as finanças organizadas, poderemos investir mais'', afirmou ele.
Políticos brasileiros no livro das 'bobagens'
Declarações de três políticos brasileiros integram o ''livro das maiores bobagens da história'' escrito por dois americanos. Aparecem na coletânea, lançada em outubro, os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e João Figueiredo (1979-1985) e o ex-deputado João Alves. As frases estão em grupos diferentes no livro dos irmãos Ross e Kathryn Petras. FHC figura na parte sobre ''coisas mais inacreditavelmente ditas por pessoas ricas'' com um comentário de agosto de 1998, feito a moradores de uma favela no Rio. ''Não vamos prometer o que não dá para fazer. Não é para transformar todo mundo em rico. Nem sei se vale a pena, porque a vida de rico, em geral, é muito chata'', disse o tucano, em meio à campanha para se reeleger.
'Se alguém for contra, eu prendo e arrebento'
Na lista das ''mais idiotas repetições ideológicas'' está Figueiredo com a frase: ''Vou fazer deste país uma democracia, e, se alguém for contra, eu prendo e arrebento''. Essa declaração, porém, não foi dita pelo último presidente do regime militar (Figueiredo morreu em 1999). A primeira parte (''vou fazer deste país uma democracia'') data de janeiro de 1979, mas a segunda (''se alguém for contra, eu prendo e arrebento'') é de outubro de 1978, na primeira entrevista após ser declarado presidente e anunciar a abertura política.
'Ganhei tudo na loteria'
Em ''a defesa mais espantosamente plausível e horrivelmente razoável'', estão o depoimento do então deputado João Alves (1919-2004) à CPI do Orçamento, em 1993. Questionado sobre o enriquecimento, disse: ''Fácil. Ganhei tudo na loteria. Ganhei 125 vezes nos últimos dois anos''. Descobriu-se que ele lavava dinheiro na loteria. As informações são da Folhapress.
Ficou para fevereiro
A votação final do relatório do deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) sobre a reforma política, na comissão especial da Câmara Federal que analisa a matéria, foi adiada para fevereiro do ano que vem. As informações são da Agência Brasil. De acordo com Henrique Fontana, durante esse período, que vai até a votação da reforma política, a ideia é continuar as negociações em torno dos vários pontos da proposta apresentados pelo relator. Ele disse que a intenção é iniciar a votação na segunda quinzena de fevereiro.
Financiamento público
Fontana informou que em alguns pontos não houve consenso - caso do item sobre financiamento público exclusivo de campanha, que é a base central da reforma política. Criada no primeiro semestre deste ano, a comissão vem tentando fechar um texto que atenda a maioria dos parlamentares para que ele possa ser votado e levado à discussão e votação no plenário da Câmara. Desde o início deste semestre, a comissão tenta votar o parecer de Fontana, mas por falta de acordo as negociações buscam maior entrosamento em torno dos temas tratados pelo relator.
Perguntinha
Será que, no caso da reforma política, adiar a votação à espera de um consenso é adiar ''eternamente''?

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