INFORME FOLHA
Família Belinati na AL
Mais uma filha do ex-deputado estadual e ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati (PP) está lotada na Assembleia Legislativa (AL) do Estado. Além de Simone Salles Belinati, que aparece lotada na Administração da Casa como servidora estável, Cintya Salles Belinati foi nomeada para um cargo comissionado no gabinete do bloco formado pelos partidos PP, PV, PTB e PSL. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do último dia 23.
Francischini contra Dilma
O deputado federal do Paraná Fernando Francischini (PSDB) protocolou ontem uma ação popular na Justiça Federal paranaense contra a presidente Dilma Rousseff (PT), contra o ministro Carlos Lupi (Trabalho) e contra a União.
O tucano argumenta que Dilma se omitiu no dever de exonerar Lupi. Ele diz que o ministro, por sua vez, cometeu atos de improbidade administrativa. Francischini pede que Lupi devolva aos cofres da União o salário que recebeu ao acumular dois cargos públicos distintos, na Câmara, em Brasília, e na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, conforme revelou a Folha de S.Paulo. ''O caso do ministro Lupi é uma vergonha. Quero que ele devolva todo salário que recebeu da Câmara dos Deputados sem trabalhar'', disse Francischini.
Professor gaúcho contra Lupi
Um professor de Direito do Rio Grande do Sul afirma que enviou um pedido de impeachment do ministro Carlos Lupi (Trabalho) ao Congresso Nacional. Sérgio Borja, 62, de Porto Alegre, diz que fez uma petição à direção da Câmara tendo como base a declaração da Comissão de Ética da Presidência da República, que sugeriu a exoneração do ministro. Borja diz que incluiu como testemunhas no pedido os integrantes da própria Comissão de Ética. Ele juntou ainda uma certidão de sua ficha na Justiça Eleitoral e enviou tudo pelo correio para Brasília na quinta-feira. ''Qualquer cidadão pode fazer, não precisa nem ter inscrição como advogado'', disse.
Troco
Depois da polêmica gerada pela não transmissão do discurso da presidente Dilma Rousseff (PT) na TV É-Paraná, durante cerimônia de anúncio de recursos para o metrô de Curitiba, em outubro, agora é a vez de os tucanos dizerem que o discurso do governador Beto Richa (PSDB) não foi transmitido pela TV Brasil, a televisão pública do governo federal, durante evento de repasse de verbas do Ministério da Justiça para o sistema prisional do Paraná, que ocorreu em Brasília. De acordo com o deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR), os cinco minutos de discursos de Beto não foram registrados pela TV. Francischini pediu auditoria na programação da TV ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Uma solicitação similar foi feita pelo PT de Curitiba no caso do suposto corte da fala de Dilma em Curitiba.
Articulação eleitoral?
O prefeito de Londrina Barbosa Neto (PDT) e Antonio Belinati (PP) estiveram juntos há poucos dias em uma chácara na zona sul da cidade. O encontro entre os ex-aliados foi acompanhado por poucas pessoas. ''Uma conversa informal, de cortesia'', despistou o pedetista, ontem. Belinati apoiou o pedetista no ''terceiro turno'' do processo eleitoral de Londrina, logo depois de a Justiça Eleitoral ter cassado a candidatura do pepista. Depois de eleito, Barbosa Neto se afastou do aliado e não concedeu cargos na administração ao Partido Progressista (PP).
A saliva e a política
Barbosa Neto negou que a aproximação tenha caráter pré-eleitoral. ''Obviamente falamos de política e outros assuntos, como a gente conversa com vários ex-políticos e até políticos com mandato. Acho que isso é muito natural. Os mineiros já ensinavam que a saliva é a mola propulsora da política e quanto mais a gente puder conversar, vai ser importante a todos'', concluiu.
Viaduto da PUC
O plenário do Congresso Nacional aprovou o projeto de lei 26/2011, que destina mais de R$ 70 milhões em créditos suplementares ao Ministério dos Transportes. Do total, R$ 10 milhões fica reservado para o início das obras do viaduto da BR-369 em Londrina, conhecido como viaduto da PUC. Segundo o deputado federal André Vargas (PT-PR), relator do projeto de lei, não é a primeira vez que recursos para esta obra entram no orçamento do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit). ''Esta obra já foi licitada, mas a empresa vencedora não pode assinar o contrato por problemas na documentação'', esclarece. Segundo ele, uma nova licitação deve ser feita. O projeto de lei agora vai para sanção do Executivo.
Perguntinha
Se o objetivo dos deputados estaduais é ''economizar'', o que justifica o gasto de quase R$ 1 milhão para divulgar que os parlamentares conseguiram ''economizar''?





