Pedágio na PR-445
O prefeito de Londrina Barbosa Neto (PDT), crítico do pedágio e defensor da duplicação da PR-445, que liga Londrina a Curitiba, evitou polemizar com o governo estadual sobre a proposta de criar uma Parceria Público-Privada (PPP) para duplicar a rodovia. Tal proposta poderia levar à criação de mais pedágios, embora o Estado ainda não tenha detalhado o projeto. ''Sou contra o pedágio, mas não sou governador. Essa é uma decisão do governo do estado'', respondeu ele, durante a entrevista coletiva semanal, realizada ontem.
- O prefeito lembrou que havia negociações avançadas com o governo anterior de Roberto Requião e Orlando Pessuti para a duplicação da PR-445. ''Já havia orçamento e só faltava a ordem de serviço. Agora, vejo essa decisão'', lamentou. Ele também criticou o privilégio da Capital no recebimento de recursos federais. ''Fala-se em R$ 4 bilhões para o metrô em Curitiba, que é mais um benefício concentrado para a Região Metropolitana de Curitiba.''

Horário do comércio
O prefeito também se esquivou ao ser questionado sobre o novo horário do comércio aos sábados em Londrina, aprovado na quinta-feira à noite em sessão extraordinária na Câmara, como uma das emendas ao Código de Posturas. ''Vou avaliar isso com as secretarias envolvidas, com os técnicos.'' Pela proposta, o comércio poderia funcionar no segundo sábado do mês das 9 às 18 horas. Hoje, a permissão é apenas para o primeiro sábado. Nos demais, o fechamento das lojas é às 13 horas.

Politizando
Também na coletiva de ontem, o prefeito disse que o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) não tinha que ''se meter'' nas questões relacionadas às obras no Zerinho, no Bosque, para as quais foi necessário derrubar árvores. Não houve autorização do IAP. ''Eles (representantes do IAP) querem atrapalhar, fazendo uma questão muito mais política do que técnica. O IAP não precisava se meter.''

Secretária ausente
A secretária municipal de Educação, Karin Sabec, não foi à solenidade de assinatura da ordem de serviço para a reforma da Escola Municipal Noêmia Malanga Alaver, no Jardim Maracanã (Zona Oeste), no valor de R$ 1,9 milhão. Acusada de improbidade administrativa na compra de livros considerados racistas e tendo que responder a um pedido de informações sobre a compra de enciclopédias por R$ 2,4 mil cada coleção com cinco volumes de 238 páginas cada, Karin ausentou-se porque teria outro compromisso, segundo o prefeito.

Investigação na Repar
Representantes do Tribunal de Contas da União (TCU), junto com uma comitiva de deputados federais, visitaram a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), na última quinta-feira. Há suspeitas de que a obra na refinaria tenha sido superfaturada, segundo relatórios do TCU. Por conta disso, o deputado federal Fernando Francischini (PSDB) propôs a retenção de 10% do valor repassado pela Petrobras às empreiteiras responsáveis pela obra da Repar. O dinheiro seria usado para ressarcimento aos cofres públicos caso seja confirmado o superfaturamento calculado em R$ 1,4 bilhão. A Polícia Federal investiga contratos da empresa. Francischini vai apresentar um requerimento na Câmara dos Deputados para que haja acompanhamento no departamento de engenharia da Petrobras no Rio de Janeiro, sede da estatal.

Versão da Petrobras
Por meio de nota oficial, a Petrobras esclareceu que não há superfaturamento, sobrepreço ou qualquer outra irregularidade em suas obras. ''O que se verifica nos casos apontados pelo TCU são formulações e interpretações divergentes daquelas adotadas pela Companhia. Uma refinaria é um empreendimento de grande complexidade e com especificidades próprias. Essas obras apresentam uma série de diferenças práticas, tais como logística, qualificação da mão-de-obra, localização geográfica, garantias contratuais, entre outras'', diz o documento. Ainda de acordo com a Petrobras, em uma estimativa de preços são levados em conta aspectos relativos a itens de segurança, meio ambiente, saúde e responsabilidade social, o que não seria considerado pelo TCU.

Contra aumento de vereadores
Cerca de 20 entidades de Foz do Iguaçu lançaram ontem uma campanha contra a nova tentativa dos vereadores em retomar a discussão sobre o aumento do número de parlamentares. A Câmara de Foz já tinha arquivado a ideia de aumentar de 15 para 21 cadeiras, mas um documento agora assinado por partidos políticos, pedindo uma nova análise do caso, pode voltar à pauta.

Perguntinha
Será que os parlamentares ainda acreditam na estratégia da ''sessão relâmpago'' para aprovar medidas polêmicas com redução de danos?

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