Não convoca
O vereador de Londrina Márcio Almeida (PSDB) explicou ontem que não irá convocar o aposentado Nilton Silva, que se envolveu num acidente de trânsito com o prefeito Barbosa Neto (PDT). O parlamentar disse que apenas entrou em contato com Silva para ''prestar solidariedade'', e que ''em nenhum momento'' propôs o comparecimento dele na Câmara. Na última terça-feira, um dos assessores de gabinete do vereador havia informado à FOLHA que ele teria a intenção de convocar o aposentado para ''dar oportunidade a ele de esclarecer as circunstâncias do acidente'', já que Silva afirma que o prefeito teria ''furado'' o sinal vermelho.
Tombamento do bosque
O vereador Rodrigo Gouvêa (PTC) solicitou ontem a retomada de um projeto de lei, que ele havia apresentado em abril de 2010, e que prevê a declaração de utilidade pública e tombamento do bosque central de Londrina. O parlamentar havia retirado o projeto de pauta por tempo indeterminado após a Comissão de Justiça emitir um parecer contrário alegando vício de iniciativa na proposta. O vereador diz entender ser ''esse o momento pertinente para trazer a discussão de volta''. O parlamentar é presidente da Comissão do Meio Ambiente na Casa.
Mais sessões na AL
As sessões plenárias na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, que ocorrem de segunda-feira a quarta-feira, podem ser realizadas de segunda-feira a sexta-feira a partir do dia 1º, até o fim do ano. A proposição é do líder do governo na Casa, deputado Ademar Traiano (PSDB), para ''zerar'' a pauta até 15 de dezembro. A ideia será discutida em reunião dos líderes, na próxima semana.
Projetos do Executivo
A necessidade de mais sessões na AL, sugerida por Traiano, se deve à quantidade de mensagens governamentais já enviadas ao Legislativo (como a instituição das parcerias público-privadas; empréstimo de US$ 350 milhões do Banco Mundial e a criação da Agência Paraná de Desenvolvimento) e também a projetos que ainda devem chegar na Casa semana que vem (pagamento do IPVA em 2012 e regulação e contratos com organizações sociais).
Os mais ricos
Os dez parlamentares mais ricos do Congresso Nacional concentram quase metade de todo o patrimônio declarado pelos colegas das duas Casas: 667 (incluindo licenciados e suplentes que exercem ou exerceram o mandato na atual legislatura). É o que revela um levantamento feito pelo Congresso em Foco com base nas últimas declarações dos deputados federais e senadores feitas à Justiça Eleitoral.
Campeões
O deputado federal João Lyra (PSD-AL) e o senador Blairo Maggi (PR-MT) são os mais ricos - os únicos com fortuna pessoal superior a R$ 100 milhões. O terceiro mais rico integra a bancada do Paraná na Câmara Federal: é o tucano Alfredo Kaefer, que declarou ter um patrimônio de cerca de R$ 95 milhões.
Riqueza por partido
A concentração de riqueza também alcança os partidos políticos. Embora ocupem um terço das cadeiras do parlamento, PMDB, PSD e PR acumulam mais da metade de todos os bens informados por todos os congressistas.
Nenhum centavo!
Na parte de baixo da ''pirâmide social'' do Congresso Nacional, outros 220 parlamentares informaram possuir bens que não passam dos R$ 500 mil. Há ainda mais 21 que declararam não possuir qualquer bem no próprio nome, nem mesmo um centavo depositado em conta bancária no momento em que registraram suas candidaturas.
Mais de R$ 1 milhão
Depois de Alfredo Kaefer, os paranaenses que possuem mais de R$ 1 milhão aparecem na seguinte ordem: Edmar Arruda é o 24º da lista, com R$ 12,3 milhões; depois estão Nelson Padovani (39º), com R$ 7,9 milhões; Dilceu Sperafico (40º), com R$ 7,6 milhões; Luiz Carlos Setim (52º), com R$ 6 milhões; Abelardo Lupion (55º), com R$ 5,8 milhões; Eduardo Sciarra (113º), com R$ 2,67 milhões; Giacobo (117º), com R$ 2,63 milhões; Leopoldo Meyer (143º), com R$ 2,16 milhões; Osmar Serraglio (148º), com R$ 2,10 milhões; João Arruda (149º), com R$ 2,09 milhões; Cezar Silvestri (154º), com R$ 2,02 milhões; Ratinho Júnior (163º), com R$ 1,93 milhão; Alvaro Dias (165º), com R$ 1,90 milhão; Alex Canziani (189º), com R$ 1,58 milhão; Nelson Meurer (195º), com R$ 1,51 milhão; Moacir Micheletto (222º), com R$ 1,23 milhão; Takayama (230º), com R$ 1,19 milhão; Rubens Bueno (243º), com R$ 1,13 milhão; e Reinhold Stephanes (253º), com R$ 1,08 milhão.
Menos de R$ 1 milhão
Os paranaenses com menos de R$ 1 milhão são: Sérgio Souza (279º), com R$ 936 mil; Roberto Requião (312º), com R$ 797 mil; Luiz Carlos Hauly (320º), com R$ 777 mil; André Zacharow (324º), com R$ 758 mil; Gleisi Hoffmann (359), com R$ 659 mil; Cida Borghetti (379), com R$ 610 mil; Angelo Vanhoni (397º), com R$ 573 mil; André Vargas (399º), com R$ 572 mil; Hermes Parcianello (493º), com R$ 348 mil; Zeca Dirceu (505º), com R$ 325 mil; Sandro Alex (509º), com R$ 318 mil; Dr. Rosinha (536º), com R$ 258 mil; Fernando Francischini (567º), com R$ 207 mil; Assis do Couto (570º), com R$ 202 mil; Rosane Ferreira (618º), com R$ 74 mil; e Luiz Nishimori (660º), que nada declarou.
Contra aumento de vereadores
Cerca de 20 entidades de Foz do Iguaçu vão lançar hoje uma campanha contra a retomada da discussão sobre o aumento do número de vereadores na cidade. Sob pressão, os vereadores já tinham arquivado a ideia de aumentar de 15 para 21 o número de cadeiras na Câmara. Mas, em função de um pedido assinado por partidos políticos, a possibilidade de aumento estaria voltando para a pauta de discussão.
Perguntinha
Será que o diálogo aberto entre governo do Estado e concessionárias de pedágio vai influenciar no tamanho do reajuste da tarifa que será proposto este ano?

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