Postos de combustível 1
A Câmara de Londrina aprovou ontem, em primeira discussão, o projeto de lei - de autoria do Executivo - que licita áreas de postos de combustíveis. A medida solicita autorização legislativa para licitar três áreas que pertencem ao Executivo, mas que estão cedidas à Petrobras, que mantém postos de combustíveis no local. O projeto de lei estabelece que os permissionários deverão explorar nos locais, única e exclusivamente, a distribuição de produtos derivados de petróleo e atividades correlatas. O convênio com a Petrobras foi feito há 20 anos.
Postos de combustível 2
O Conselho Municipal da Cidade (CMC) se manifestou sobre a matéria e sugeriu que o Ippul seja consultado antes do início do processo de licitação. O CMC sugeriu ainda que a licitação estabeleça prazo máximo de ocupação dos imóveis pelo período de cinco anos, renovável por igual período, e que constem cláusulas de retomada dos imóveis quando for identificada a necessidade de realização de projetos de interesse público.
- As discussões devem se estender até que a proposta volte ao plenário para ser aprovada em segunda discussão, o que ainda não tem data.
União contra Barbosa
Na coletiva semanal do prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), o secretário de Governo em Londrina, Marcos Cito, disse que hoje a cidade vive uma situação ''atípica em termos políticos'' porque antigos adversários, como Antonio Belinati e Luiz Carlos Hauly, estariam ''de mãos dadas'' para derrubar o prefeito pedetista. ''Nós temos hoje uma metamorfose que não é nem mula sem cabeça, é a mula com a cabeça do dragão'', afirmou. Barbosa disse, em seguida, que ''não é um tapetão ou uma armação política que tira o prefeito de seu cargo''.
Livros racistas
Também na entrevista, Barbosa Neto comentou a ação de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público contra a secretária da Educação, Karin Sabec, por conta da compra dos ''livros racistas''. ''Nós já determinamos uma sindância para apurar eventuais desvios e estamos muito focados em corrigir tudo isso'', resumiu.
- Em entrevista à FOLHA, Karin Sabec declarou que considera injusto o fato de ter sido colocada sozinha na ação de improbidade administrativa. ''Houve uma falha, um erro na compra dos livros, mas não fui a única que assinei. Muitos funcionários trabalharam nisso. O secretário de Gestão Pública (que era Marco Cito) assinou, o prefeito assinou'', declarou Karin, conforme publicado ontem na FOLHA.
Cadastro Pró-Ética 1
Para participar da próxima rodada de avaliação do Cadastro Empresa Pró-Ética, as empresas devem submeter o questionário até a próxima terça-feira. O pedido de adesão é voluntário, e as empresas interessadas em participar devem, primeiramente, preencher o formulário para solicitação de adesão disponível na internet, no site da Controladoria-Geral da União (CGU), que é o www.cgu.gov.br/empresaproetica. Após a aprovação das informações apresentadas no formulário, o representante da empresa receberá login e senha para acesso à área restrita da página em que ele poderá responder ao questionário e submetê-lo. A instituição deve responder a 65 perguntas sobre a implementação de medidas de integridade e anticorrupção.
Cadastro Pró-Ética 2
Entre as perguntas do questionário está, por exemplo, uma relacionada à transparência das doações a campanhas políticas efetuadas pela empresa a partidos e candidatos. Para cada item do questionário, a empresa terá de encaminhar informações e documentação que atestem os dados prestados. Para ser aprovada no Cadastro Empresa Pró-Ética, a organização precisa atender a 100% dos 29 itens obrigatórios e, pelo menos, 50% dos itens desejáveis (18 dos 36 que integram a lista).

- O Cadastro Pró-Ética é uma iniciativa da CGU e do Instituto Ethos.
Perguntinha
Será que algum político se habilita a aceitar doações eleitorais somente das empresas inscritas do Cadatro Pró-Ética?

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