INFORME FOLHA
Polêmicas fotocópias
Depois das críticas que levou da oposição em relação ao preço das fotocópias, a agência de notícias do governo do Paraná reservou espaço na sexta-feira para divulgar a economia que teria sido feita a partir da licitação para os serviços de reprografia (fotocópias, impressões e digitalizações). Nas cópias em preto e branco, a forma mais utilizada pelo Estado, a redução chega a 68% em relação aos valores obtidos na última concorrência, realizada em 2010. O preço da cópia em preto e branco caiu de R$ 0,1267 para R$ 0,040 na capital, e para R$ 0,042 no interior do Estado. Sete empresas participaram do pregão presencial, no Palácio das Araucárias.
Mudança na licitação
O principal motivo da economia, ainda segundo a agência de notícias, foi a mudança no sistema de contratação. O contrato da gestão passada usava um sistema de franquia, onde o governo do Estado pagava mesmo sem usar o número total de cópias adquiridas. Outro ponto que teria contribuído com a economia teria sido a divisão do serviço em lotes regionalizados. A contratação foi dividida em oito lotes, um para cada região do Estado.
Barrado na porta do banco
Volta e meia aparece um projeto de lei envolvendo agências bancárias. Uma proposta que tramita na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, de autoria da deputada estadual Marla Turek (PSD), tenta ajudar os usuários, ao menos aqueles que com frequência são ''barrados'' nas portas giratórias. O projeto de lei 629/2011 obriga a instalação de armários de ''Guarda-Volumes'' nos estabelecimentos bancários, nas áreas em que antecedem as portas com travamento eletrônico. A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da AL.
Sem celular no banco
Outro projeto de lei também de autoria da parlamentar é o que proíbe em todo o Estado a utilização do telefone celular dentro das agências bancárias. Proposta semelhante já é lei em Curitiba e está sendo discutida em Londrina, mas a ideia da parlamentar é estender a proibição para todo o Estado. Na CCJ, contudo, o projeto de lei recebeu parecer contrário e não deve ter força para chegar ao plenário.
Príncipe de Taubaté 1
O vereador de Taubaté (SP) Rodson Lima (PP), 49, confirmou, em Aracaju, que está na capital sergipana ''tendo uma vida de príncipe''. Ele participou do XVIII Encontro da Associação Brasileira das Escolas do Legislativo de Contas (ABEC), cujo tema é Planejamento Estratégico: gestão eficiente. O evento acontece no Aquarius Hotel, que fica na praia de Atalaia. Lima postou em sua página no Facebook que estava comemorando o fato de estar hospedado em um hotel três estrelas, com tudo pago com dinheiro público. Segundo ele, todos os políticos viajam como dinheiro público.
Príncipe de Taubaté 2
''A presidente Dilma Rousseff estava na África com o dinheiro público. Senadores viajam com qual dinheiro? Com o público. Só que eles não têm coragem de falar isso. Eu quis falar, então pessoas maldosas não entenderam e acabaram distorcendo o que eu disse. Sou eternamente grato, porque é o povo que me proporciona isso'', disse o vereador.
Príncipe de Taubaté 3
Apesar de já está inelegível e respondendo a 14 processos na Justiça Eleitoral, Rodson de Lima afirmou que se o povo de Taubaté desejar, ele será reeleito novamente. Rodson já é vereador há 14 legislaturas. Questionado se era o príncipe personagem de Exupéry (O Pequeno Príncipe) ou de Maquiavel (O Príncipe), Rodson foi taxativo: ''Eu sou o de Exupéry que se tornou um grande príncipe. Ele descobriu que o mundo não é tão pequeno como ele pensava. Que o mundo tem coisas boas, como Aracaju e Sergipe''.
Despachando de cueca 1
O diretório do PSB em Belo Horizonte abriu sindicância que pode resultar na expulsão do vereador Gêra Ornelas do partido. O procedimento foi aberto após a divulgação de vídeo feito pelo próprio parlamentar no qual ele aparece despachando de cuecas em um local que seria seu gabinete na Câmara da capital mineira.
Despachando de cueca 2
De acordo com o primeiro secretário do diretório municipal socialista, Moacir Sidô, o procedimento foi aberto pela comissão de ética do partido, que notificou Ornelas. O vereador tem dez dias para apresentar sua defesa, antes de o caso ser encaminhado para a plenária do PSB municipal. O advogado de Ornelas, Antônio Patente, disse que o parlamentar alegou que as imagens não foram feitas em seu gabinete, mas sim em um escritório de campanha.
Perguntinha
Até quando o eleitor vai sustentar a ''vida de príncipe'' dos políticos?
Equipe da Folha | [email protected]





