Denúncia 'requentada'

O prefeito de Londrina Barbosa Neto (PDT) disse que não teme abertura de Comissão Processante (CP) contra ele conforme indica o relatório da Comissão Especial de Investigação (CEI) da Saúde divulgado terça-feira pela Câmara de Vereadores. A declaração foi feita quinta-feira, durante sua entrevista semanal com a imprensa. Segundo ele, não há fatos novos que justifiquem a abertura da CEI. ''A Câmara está no seu papel, mas quem não deve não teme. Não há denúncias novas. Tudo que está sendo feito é matéria requentada'', argumentou.
- ''A Câmara chegou tarde para fazer esse trabalho. O caso da saúde já foi avaliado em Curitiba e em Brasília e não foi encontrado nada contra o prefeito. Se isso tivesse ocorrido, eu já teria sido afastado do cargo. Tenho certeza que não será encontrado nada que nos desabone'', concluiu.

Crime em Itaipulândia 1

Dois acusados de envolvimento no assassinato do prefeito de Itaipulândia (Oeste), Vendelino Royer, foram condenados na terça-feira última. Maikon Diogo Bem foi condenado a cumprir três anos por vender ao grupo a arma usada no crime. Nelson de Moura - que teria intermediado a contratação do atirador - deverá cumprir nove anos em regime fechado. De acordo com a Vara Criminal do Fórum de São Miguel do Iguaçú (Oeste), o julgamento teve quase sete horas de duração. Este foi o terceiro e último julgamento de acusados de envolvimento no assassinato de Royer. O prefeito Vendelino Royer foi morto com quatro tiros, em julho de 2008, quando saía de uma reunião com líderes políticos na área rural de Itaipulândia. Royer levou três tiros no peito e um na perna, depois de ser abordado por dois homens em uma moto.

Crime em Itaipulândia 2

Um terceiro elemento também foi levado a julgamento. Marcos Soares dos Santos estava indiciado pelo homicídio, mas foi absolvido. Santos teria sido ''contratado'' para matar o prefeito, mas acabou desistindo da ação. O réu aguardava o julgamento em liberdade. Desde o início das investigações, seis pessoas já foram a julgamento e quatro delas foram condenadas. Entre eles o vice-prefeito na época, Laudair Bruch, apontado como o mandante do crime. Brunch foi condenado e deve cumprir 15 anos de prisão. O autor dos disparos, Tiago Pereira Maciel, teve a pena decretada em 28 anos.

CPI em Cambé

O vereador de Cambé Cecílio Araújo (PT), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Legislativo local instaurada para analisar os contratos entre a Prefeitura de Cambé e a Oscip Instituto Atlântico, contestou ontem a liminar que suspendeu os efeitos do relatório final da CPI. O relatório aponta irregularidades nos contratos da Oscip com o município. Os representantes do instituto conseguiram uma liminar alegando que houve cerceamento de defesa e falta de objeto para a instalação da CPI. No começo do mês, a juíza da Vara Cível de Cambé, Patrícia de Melo Bronzeti, determinou a suspensão dos efeitos do relatório. A partir do despacho, a Câmara ficou impedida - até que seja proferida nova decisão - de fazer uso do relatório ou dar encaminhamento às suas sugestões. Araújo rebateu as alegações do instituto e disse que houve sim direito de defesa, tanto à Oscip quanto ao Executivo - que também contesta o relatório.

Sem defesa?

A Prefeitura de Cambé alega que não foi convocada para se defender e que a secretária municipal de Saúde, Alessandra Garcia Gonzales Vaz, nem foi ouvida. Já o vereador afirma que tem como provar que a convocação foi feita e que a secretária não compareceu alegando ''compromissos da Pasta''. ''Por causa do prazo de entrega do relatório ficou inviável uma nova convocação. Mas ela teve essa oportunidade e não compareceu'', afirma Araújo. O prefeito de Cambé, João Pavinato (PSDB), declarou na última semana que também deve ajuizar uma ação para derrubar o relatório que aponta irregularidades. ''Pretendemos provar que não houve desvio de dinheiro e tambem buscar a responsabilidade jurídica de todos os envolvidos na condução dos trabalhos dessa CPI'', afirmou o tucano.

Perguntinha

Considerando o desempenho do Paraná na briga por jogos da Copa do Mundo, os políticos ainda se sentem ''confortáveis'' para justificar o gasto de recursos públicos com o evento?

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