Contra-ataque 1

Um dia depois de receber a notícia de que vai ter que pagar uma nova multa imposta pela Justiça - no valor de R$ 40 mil - por calúnias feitas ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o senador Roberto Requião (PMDB) se defendeu. Pelo seu microblog Twitter, Requião disse que vai recorrer da decisão e provar o que disse. Enquanto era governador do Paraná, Requião acusou Paulo Bernardo de superfaturar uma obra ferroviária prevista para o interior do Estado. ''Contra a lisura de minha vida pública não há nada, me processam os que denunciei por mal feitos ao erário. A justiça a serviço do crime?'', escreveu. Ainda referindo-se à multa, Requião disse: ''É o preço da defesa do povo''.

Contra-ataque 2

O senador também não deixou de responder às reclamações do presidente mundial da Renault, Carlos Ghosn, que na última quarta-feira disse que durante os oito anos do governo de Requião a empresa não foi bem tratada e nunca houve um encontro com o Executivo. ''Presidente da Renault reclama de meu governo, não sou empregado da montadora e sim represento o povo do Paraná. Aproveite o Beto agora'', esbravejou o senador, também pelo Twitter.

Prejuízo de R$ 20 bilhões

O economista Luiz Antonio Fayet disse que a ''má administração'' do Porto de Paranaguá durante os oito anos do governo de Roberto Requião (PMDB) teria causado um prejuízo de mais de R$ 20 bilhões aos produtores paranaenses, sendo o agronegócio o setor mais prejudicado. A declaração foi dada durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Paraná que investiga irregularidades cometidas nos portos do Estado. Fayet, que é membro do Conselho da Autoridade Portuária (CAP) de Paranaguá e consultor em logística da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apontou falhas graves em licitações para a dragagem do porto; diminuição do volume de exportação, falhas em contratos e desrespeito às leis ambientais.

Perseguição

O economista citou ainda um suposto esquema de propina que funcionava em Paranaguá e afirmou que empresas que tentaram denunciar a prática acabaram sendo perseguidas. ''Algumas até deixaram de operar porque as irregularidades não interessam a quem quer trabalhar de forma correta e sem surpresas'', disse Fayet. Ele mencionou ainda o desaparecimento de cerca de 6 mil toneladas de soja que sobram anualmente da chamada ''reserva técnica''.

Família Pessuti 1

O ex-governador Orlando Pessuti (PMDB) e sua mulher, Regina, transferiram ontem o domicílio eleitoral de Ivaiporã para Curitiba. Hoje é o último dia para que os políticos que pensem em disputar as eleições municipais de 2012 possam pedir a transferência do título de eleitor.

Família Pessuti 2

Os filhos de Pessuti, o advogado Moisés e o engenheiro Bruno, saíram ontem do PMDB. Bruno disse que foi deixado de lado no diretório municipal do partido em Curitiba e não foi consultado sobre a nova formação que tomou posse esse ano. Já Moisés afirmou que é natural procurar um lugar com mais espaço político.

Orçamento de Londrina

A Câmara de Londrina aprovou ontem, em primeira discussão, o projeto de lei que trata do orçamento para 2012. Agora, ele foi retirado de pauta, por 10 dias, para que os parlamentares encaminhem as emendas. Depois, a procuradoria jurídica da Casa terá cinco dias para avaliar e adequar as emendas. Só depois é que o projeto de lei segue para as comissões da Casa e, por fim, para a votação no plenário.

Estou aqui!

Situação inusitada ontem durante a sessão ordinária na Câmara de Londrina. O vereador Sebastião da Silva (PDT), conhecido como Sebastião dos Metalúrgicos - que sempre tem a sua presença registrada no plenário, mas pouco se manifesta durante as sessões -, pediu a palavra e disparou: ''Estou falando hoje porque acho que estou muito apagado na imprensa. Ninguém fala nada. Quem sabe eu chamo a atenção''.
- Apesar do gracejo, o vereador fez um comentário grave. Sebastião afirmou que já recebeu proposta de veículos que cobraram para ''dar notícia'' do vereador. O parlamentar não citou nomes e parou por aí.

Bassi no PTB

O vereador de Londrina Ivo de Bassi confirmou ontem que se filiou ao PTB. Bassi afirmou que se ''simpatiza'' com a causa do partido e do seu presidente - o deputado federal Alex Canziani. O vereador garante que não teme perder o mandato por ''infidelidade partidária'', e voltou a dizer que já acionou sua assessoria jurídica caso o PTN - seu antigo partido - exija a vaga na Câmara. ''Existe um argumento, um motivo justo para a minha saída''. Bassi disse que a entrada no PTN dos ''outros dois'' - Joel Garcia e Rodrigo Gouvêa - foi uma decisão unilateral do partido que ameaçou a sua liderança na Casa.

Tranquilo...

O prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), disse que recebeu com ''tranquilidade'' a notícia de arquivamento do pedido de abertura da Comissão Processsante (CP) na Câmara contra ele e o vice, Joaquim Ribeiro (PSC). A votação foi terça-feira. Para abertura da CP, seriam necessários 13 votos, mas apenas nove veradores foram favoráveis e oito contra. ''Foi uma decisão avaliada com muita prudência pela Câmara'', disse o prefeito na entrevista coletiva semanal ontem de manhã.
- A CP iria investigar suposta participação do prefeito em irregularidades no curso de formação da Guarda Municipal.

Cumprindo a lei

Barbosa rebateu ainda as declarações do vereador Rony Alves (PTB), que é professor, de que os funcionários do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) seriam incentivados a aplicar multas no trânsito da cidade. ''O professor deve ensinar a seus alunos que a lei seja cumprida; nós não criamos a indústria da multa, como havia anteriormente'', alfinetou. Barbosa disse que os radares tem o objetivo de combater abusos e que os fiscais cumprem apenas a lei.

Perguntinha

Será que o eleitor vai ''perdoar'' o troca-troca partidário por conta do pleito de 2012?

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