INFORME FOLHA
Tendência
Alexandre Curi - um dos deputados estaduais do PMDB que foram até Brasília conversar com a direção nacional do partido e com o senador Roberto Requião para explicar a aproximação da bancada com o governo de Beto Richa (PSDB) - disse que a tendência do PMDB é liberar as alianças, dependendo da realidadade local, em todos os Estados. Sobre as recentes e fortes críticas de Requião aos deputados, Curi simplesmente respondeu: Quando ele era governador, a maioria dos deputados do PSDB votava com ele. Agora é a mesma coisa''.
Porto na mira
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Paraná que investiga desvios de cargas e de recursos do Porto de Paranaguá começa hoje as oitivas consideradas necessárias para a investigação. O primeiro a ser ouvido é o engenheiro Leopoldo Campos, que foi diretor-técnico do porto durante a gestão de Roberto Requião (PMDB). Supostamente, ele teria sido demitido depois de entregar ao então governador um relatório apontando uma lista de irregularidades cometidas no porto. Para o andamento dos trabalhos, a ideia do presidente da CPI, deputado Douglas Fabrício (PPS), é que uma pessoa seja ouvida por semana.
Agora é oficial
A Assembleia Legislativa editou ontem um ato da presidência que determina a instalação de uma comisão para verificar as aposentadorias concedidas pela Casa e que, em julho, foram consideradas irregulares após uma auditoria realizada por uma empresa terceirizada. A comissão será composta por três servidores e terá 30 dias para verificar a regularidade do processo, a legalidade dos benefícios concedidos e a adequação dos valores. Caso seja constatado que algum valor está sendo pago sem a autorização prévia concedida por um ato administrativo interno, designando o valor, a Diretoria de Pessoal da Assembleia está autorizada a suspender imediatamente o pagamento da referida verba ou vantagem, conforme orientação do Tribunal de Contas do Estado.
Nova denúncia
O deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB) recebeu denúncia sobre lotes de soro e de vacinas com data de validade vencida que estariam disponíveis na rede pública de saúde de Londrina. Seriam pelo menos 16 mil frascos de soro fisiológico já vencidos que, além de riscos à saúde, teriam causado prejuízo financeiro de R$ 64 mil. A denúncia foi apresentada pelo deputado ao Ministério Público do Paraná para apuração dos fatos. Até o fechamento desta edição, a prefeitura de Londrina não havia se posicionado sobre o assunto.
Investigação
Ontem foi instalada a Comissão Especial de Investigação (CEI) da Assembleia Legislativa do Paraná, proposta pelo deputado Cheida, para averiguar a situação da saúde pública de Londrina. A ideia de Cheida, presidente da CEI, é visitar as instalações de saúde na cidade para verificar de perto as principais deficiências, que foram foco de diversas denúncias desde o início do ano. A comissão, que terá 100 dias para desenvolver seus trabalhos, terá como titulares os deputados Teruo Kato (PMDB), Evandro Junior (PSDB), Pedro Lupion (DEM), Tadeu Veneri (PT), Gilson de Souza (PSC) e Nelson Luersen (PDT). São suplentes os deputados Waldir Pugliesi (PMDB), Jonas Guimarães (PMDB), Bernardo Ribas Carli (PSDB), Elio Ruch (DEM), Professor Lemos (PT), Leonaldo Paranhos (PSC) e André Bueno (PDT).
Perdão
Entre as 52 pessoas que obtiveram restituição de multas aplicadas pela CMTU em 2010, uma é o advogado Luiz Fernando de Camargo Hasegawa, irmão da diretora administrativo-financeira da companhia, Cristiane Hasegawa, que também é companheira de André Nadai, o presidente da CMTU.
- Recursos contra multas de trânsito são analisados pela Junta Administrativa de Recurso de Infração (JARI).
Concussão
O vereador Joel Garcia (PTN) de Londrina foi interrogado ontem pelo juiz da 4 Vara Criminal no processo em que é acusado de concussão: ele teria exigido a contratação de estagiária no Procon para emitir parecer favorável, como presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a projeto que tramitava na Câmara prevendo alterações no órgãos.
- Segundo o promotor Cláudio Esteves, Garcia disse que somente mencionou o assunto com o coordenador do Procon, mas negou ter exigido a contratação ou condicionado tal auxílio ao parecer.
- O presidente da Câmara, Gerson Araújo, e o vereador Roberto Fortini, que faziam parte da CCJ, foram arrolados como testemunhas para defender Garcia. ''Não soube de nenhuma irregularidade na tramitação do projeto'', disse Fortini. ''Limitei-me a dizer como foi o trâmite e não soube de nada irregular'', comentou Araújo.
- No âmbito cível, Joel Garcia já foi condenado por improbidade administrativa por este fato.
Perguntinha
Considerando o entusiasmo dos partidos em relação às alianças, alguém ainda lembra da discussão sobre fidelidade partidária?





