INFORME FOLHA
Romanelli candidato?
O deputado estadual licenciado e secretário estadual do Trabalho, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), deve transferir seu domicílio eleitoral de Curitiba para Cornélio Procópio. Dizem que o peemedebista, que sempre disputou cadeiras no Legislativo, agora quer ser chefe de Executivo.
Liberou geral
E, ao que tudo indica, Romanelli não deve ter dificuldades para fechar apoios, se confirmada sua tentativa em disputar o pleito do próximo ano. O PMDB nacional já anunciou que não deve vetar partidos no momento de definir aliados. E, mesmo que houvesse algum veto, Romanelli não é exatamente um obediente partidário, considerando a cadeira que ganhou no governo do Estado tucano, logo no início do ano, antes mesmo dos peemedebistas decidirem em que lado estavam no jogo. De qualquer forma, esperar consenso dentro do PMDB paranaense é esperar, e muito.
Aposentadorias no STF
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcanti, falou ontem em Londrina sobre o fato de as ações diretas de inconstitucionalidade que questionam aposentadorias para ex-governadores de Estados, inclusive do Paraná, ainda não terem sido julgadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele afirma que a OAB, autora das ações no início do ano, pediu prioridade. A expectativa do presidente da OAB é que os casos sejam levados à corte entre o final do ano e o início do próximo.
Ressarcimento ao erário
O Ministério Público Federal (MPF) em Londrina propôs ação de ressarcimento ao erário contra a Artis Colegium (associação civil sem fins lucrativos) e sua presidente, Irina Ratcheva, por danos ao erário no valor de quase R$ 65 mil. Irina teria sido omissa ao prestar contas ao Ministério da Cultura, com quem celebrou convênio para a gravação de um CD com o registro das composições do Maestro César Guerra Peixe pela orquestra da Câmara de Solistas de Londrina. O MPF se sustenta em dados do Tribunal de Contas da União (TCU), que verificou irregularidades na prestação de contas. A reportagem ligou para Irina Ratcheva, mas não conseguiu contato.
Reclamação
O prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), voltou a reclamar do governo do Estado na entrevista coletiva que concedeu ontem de manhã na escola municipal do patrimônio de Guairacá, a 50 quilômetros do centro de Londrina. Segundo ele, o Estado estaria dificultando a liberação de recursos junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o asfaltamento de um trecho de 7,5 quilômetros entre Rio Taquara e a sede do patrimônio de Guairacá. ''Londrina não é uma ilha'', disse.
Justificando
Barbosa Neto já havia reclamado da falta de atenção do governo do Estado na liberação de recursos para a saúde em Londrina durante a entrevista coletiva que concedeu no início do mês. Nas duas ocasiões, ele reforçou que não tem nada contra o governo do Estado e que a pouca atenção teria ligação com o período curto de Beto Richa (PSDB) à frente do Executivo.
''Imexível''
Na entrevista, o pedetista também foi questionado sobre a acusação de que o secretário do Meio Ambiente, José Novaes Faraco, seria o responsável por um incêndio que destruiu 15 mil árvores no Parque Municipal João Milanez, dia 5 deste mês. Ele saiu em defesa de Faraco e elogiou a conduta do secretário.
Sem resposta
O prefeito de Londrina procura interagir com as crianças sempre que a entrevista coletiva acontece em uma escola. E ontem não foi diferente. Ele tentou contar com a participação dos estudantes em seu discurso quando dizia que ''Londrina faz parte do Estado que é o Estado do...(silêncio)?''. ''Qual é o Estado que nós estamos?''. Silêncio novamente.
Morre Bento Chimelli
Bento Ilceu Benelli Chimelli, o polêmico ex-prefeito de Rio Branco do Sul, cidade da Região Metropolitana de Curitiba, faleceu na tarde de ontem, no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Ele tinha 78 anos. Chimelli foi eleito por duas vezes, mas não terminou o segundo mandato. Em 2003, ele foi cassado. Passou mais de um ano foragido da Justiça. A lista de processos e acusações contra ele era vasta: posse de armas de uso restrito; desvio de verbas públicas; sequestro e assassinato duplamente qualificado. Também chegou a se candidatar a prefeito de Curitiba. Ele foi dono da rádio Cultura e possuía empresas de calcário importantes na região. Seu estilo pessoal também chamava a atenção. Além de andar armado e cercado de seguranças, Chimelli tinha uma preferência pelo uso de roupas de cor vermelha, que acabou virando uma de suas marcas pessoais.
Perguntinha
Liberação de alianças pode garantir vitória nas urnas. Mas, e depois que o mandato inicia, a ''colcha de retalhos'' se sustenta?





