INFORME FOLHA
Saúde na Câmara
A Câmara de Vereadores de Londrina começa a se preparar para os debates que irão acontecer na próxima semana sobre a crise na saúde local. Ontem, uma reunião com a assessoria técnica, que está auxiliando no processo, definiu a lista de convidados que irão participar das discussões - integrantes dos executivos municipal e estadual, usuários do SUS, prestadores de serviços e as universidades, além do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), que presta consultoria em gestão empresarial à prefeitura.
- Os convites serão formalizados por telefone devido a urgência dos debates, que vão paralisar a votação de projetos por quatro horas nas próximas sessões da Câmara - segunda e terça-feiras.
- As galerias da Casa estarão abertas para que a população possa participar das discussões e buscar propostas para a saúde, que se tornou uma das principais preocupações do londrinense.
Cohapar
A Promotoria de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público de Londrina apresentou ontem, ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra José Fabiano Panichi Hamzé, nomeado para exercer cargo comissionado da Casa Civil do Estado do Paraná, e colocado à disposição da Cohapar junto ao Escritório Regional de Londrina. O Ministério Público sustenta que Hamzé ''não desempenhou qualquer função pública pertinente ao cargo para o qual foi contratado''. Também é requerido na ação Antonio Carlos Panichi, subgerente do Escritório Regional da Cohapar em Londrina e tio de Hamzé, que permitiu a improbidade praticada pelo sobrinho. Os responsáveis pela ação são os promotores de Justiça Renato de Lima Castro e Leila Schimiti Voltarelli.
- Como resume a ação, o subgerente regional da Cohapar, Antônio Panichi, prevalecendo-se de sua função e as prerrogativas inerentes a seus cargos, bem como do grau de parentesco com José Fabiano, permitiu que o sobrinho enriquecesse ilicitamente, em detrimento do erário, no valor de R$ 147.493,04.
- Uma eventual condenação por improbidade pode implicar em sanções como a devolução dos valores supostamente desviados ao erário, perda da função publica, suspensão dos direitos políticos e multa.
Shoppings
O vereador Joel Garcia (PTN) protocolou um projeto na Câmara Municipal com o objetivo de impedir os shoppings e empreendimentos geradores de tráfego de cobrar as três primeiras horas de visita do consumidor. Questionado pela imprensa porque somente agora, quando um dos maiores shoppings da cidade acaba de ser vendido para a rede BR Malls, Garcia desconversou e disse que a inspiração veio de Curitiba, onde projeto semelhante teria sido aprovado.
Garcia também pretende protocolar proposta obrigando esses estabelecimentos a realizar estudos prévios sobre vagas de estacionamento. ''Toda atividade geradora de tráfego terá que fazer uma previsão de vagas. Existe uma tabela de adequação no Denatramn e a partir daí começa-se a formular os metros quadrados para vagas'', declarou.
PT na CPI
O vereador Pedro Paulo foi escolhido pela bancada do PT na Câmara Municipal de Curitiba para integrar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar as denúncias feitas contra o presidente da Casa, João Claudio Derosso. A decisão da bancada foi referendada numa reunião, ontem, pelo partido.
- ''O PT foi um dos partidos que, desde o início, defendeu a investigação rigorosa das denúncias, iniciando, juntamente com o PMDB, a busca pelas assinaturas que possibilitaram a CPI'', diz o líder do PT na Câmara, vereador Jonny Stica.
Semana da Pátria
O prefeito Barbosa Neto e a secretária municipal de Educação, Karin Sabec, anunciaram ontem a realização da Semana da Pátria 2011. Nesta edição, o tema geral do desfile é ''Com determinação e persistência, realizamos nossos sonhos''. As solenidades serão de 1º a 6 de setembro, com o hasteamento da Bandeira, em frente ao prédio da Prefeitura, sempre às 8h. Já no dia 7, às 9h, está marcado o desfile na avenida Arcebispo Dom Geraldo Fernandes (Leste-Oeste), centro da cidade. A responsabilidade da segurança fica a cargo da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Guarda Municipal e Polícia Militar.
Perguntinha
Se não fosse a opinião pública, será que a Câmara tenderia a manter os 19 vereadores ou já teria aprovado o aumento para 25 cadeiras, o limite máximo previsto na Constituição Federal?





