Até que provem o contrário...

O líder do prefeito Barbosa Neto (PDT) na Câmara Municipal, o vereador Roberto Fu (PDT), afirmou que é ''com muita tristeza'' que analisa toda a situação do pedido de afastamento do chefe do Executivo. Ele salientou, porém, que confia na postura do prefeito ''até que provem o contrário''. ''Continuo como líder na Casa porque eu estou no cargo para defender os bons projetos que chegam aqui, e não para defender pessoas. Mas, é muito triste porque eu sempre quis que o PDT assumisse a cidade, para que pudéssemos fazer um trabalho diferenciado, e agora tudo isso acontece. É uma situação muito complicada, mas eu não posso julgar'', finalizou.

'Propina legal'

Com o ajuizamento das ações civil e criminal pelo Ministério Público como resultado da operação Antissepsia, dados curiosos da investigação se tornaram públicos, como a suposta cobrança de propina via judicial. O publicitário Ruy Nogueira cobra na Justiça R$ 300 mil do Instituto Atlântico por supostos serviços prestados e não pagos. No entanto, segundo o inquérito policial, testemunhas ouvidas pelo Gaeco asseguram que tais serviços nunca teriam sido prestados e que, na verdade, a cobrança se refere à intermediação entre o prefeito, a primeira-dama e o presidente do Atlântico, Bruno Valverde, para que a Oscip fosse contratatada pelo município.

Propina em cheque

Outro dado curioso revelado nas investigações é o pagamento em cheque do que seria um ''adiantamento'' pela contratação do Atlântico. Segundo Bruno Valverde, ele teria dado um cheque de R$ 20 mil ao chefe de gabinete Fábio Góes e o destino seria o casal Barbosa.

Luto

O vereador Márcio Almeida (PSDB) usou uma faixa preta amarrada no braço na sessão de ontem da Câmara Municipal para representar seu ''luto'' com o que está acontecendo na cidade na área da saúde e o pedido de afastamento do prefeito Barbosa Neto (PDT), feito pelo Ministério Público. ''Estou de luto com o que está acontecendo. Mas, além de toda essa operação do MP, temos nessa Casa três CEIs correndo simultaneamente. Em nenhuma outra Câmara do Brasil existem três investigações correndo juntas no Legislativo. Espero que nós vereadores tenhamos a clareza de não perder o senso de oportunidade para fazer o determinado julgamento político na hora certa'', salientou.

Audiência pública da LDO

A Comissão de Finanças da Câmara Municipal coordena hoje, a partir das 10 horas, a audiência pública para discutir o projeto de lei 154/2011, de autoria do Executivo, que trata da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2012. A LDO fixa os objetivos e as metas anuais prioritárias da administração pública municipal e orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA).

- A audiência pública será realizada na sala de sessões da Câmara Municipal e é aberta à comunidade. O evento também será transmitido on-line por meio do site da Câmara.

Pedido de CP

O vereador Joel Garcia (PTN) também deve protocolar, até a sessão de amanhã da Câmara, um documento na Mesa Executiva da Câmara Municipal pedindo a abertura de uma Comissão Processante (CP) por conta da ação sofrida pelo prefeito Barbosa Neto (PDT) por improbidade administrativa. Segundo ele, a CP deve ser aprovada mesmo com a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Saúde, que começou os trabalhos na Casa, porque o objetivo delas é diferente. ''A CEI da saúde investiga os contratos dos institutos Gálatas e Atlântico, e a CP tem como objetivo o processo da 4 Vara, ajuizada hoje (ontem) na hora do almoço, que tem fatos de corrupção praticada pelo chefe do poder Executivo'', explicou.

Danos morais 1

O ex-chefe do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) de Cascavel Valter Pagliosa quer ser indenizado pelo governo do Estado. Pagliosa foi exonerado do governo do Estado em abril, depois que se tornou pública a sua participação num filme erótico, cinco anos antes de ser nomeado para o cargo no IAP. Pagliosa pede uma indenização por danos morais de R$ 1 milhão do Estado, alegando que a repercussão nacional do caso teve impactos negativos na sua imagem. Ele afirma que tem dificuldades de conseguir um emprego.

Danos morais 2

Pagliosa também questiona o fato de constar em seu decreto de exoneração que ele teria sido afastado do Estado ''a pedido''. Segundo ele, não houve um pedido de demissão. A decisão de exonerá-lo teria partido do próprio governador do Estado, Beto Richa (PSDB). Procurada, a assessoria de imprensa do Palácio das Araucárias informou que o governo do Estado não vai se manifestar por enquanto sobre o assunto.

Perguntinha

Quantos outros setores da administração pública mereceriam a decretação de calamidade pública?

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