INFORME FOLHA
25o dia na prisão
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou habeas corpus ao ex-procurador jurídico da Prefeitura de Londrina Fidélis Canguçu, que está preso desde 10 de maio, por ordem da juíza da 3 Vara Criminal, Oneide Negrão. O conteúdo da decisão do ministro da 5 turma do STJ, Gilson Dipp, relator do habeas corpus, ainda não foi publicado.
- A prisão foi solicitada pelo Gaeco, que investigou desvios na Saúde através da operação Antissepsia. Canguçu teria recebido mais de R$ 115 mil em propina das Oscips Atlântico e Gálatas.
O fim da CEI da GM
A Comissão Especial de Inquérito (CEI), que apurava irregularidades na criação e no treinamento da Guarda Municipal (GM), chegou ao fim e apresentou algumas particularidades no caminho. Os vereadores que participaram da CEI - Jairo Tamura (PSC), Tito Valle (PMDB) e Lenir de Assis (PT) -, por exemplo, não tiveram o mesmo entendimento sobre o resultado da investigação. Tanto que o relatório de Lenir foi descartado pelos outros dois vereadores e um outro foi protocolado na Mesa Executiva sem a assinatura da petista.
Ponto de vista diferente
A petista Lenir de Assis afirmou ontem que o fato apresentado no relatório oficial apresentado pelos dois colegas e no relatório feito por ela é o mesmo. ''Foram situações graves e irregularidades aconteceram. Agora, no meu entendimento, o prefeito, sendo chefe do Executivo, também era responsável por essas ações. O entendimento deles foi diferente. Meu relatório foi descartado por diferença no ponto de vista'', explicou ela.
- A diferença ''no ponto de vista'' refletiu na diferença de páginas entre o primeiro relatório - apresentado por Lenir - e o segundo. O da petista possui 61 páginas contra 67 do documento dos vereadores.
Samu
Segundo assessoria de comunicação da Prefeitura de Londrina, o Serviço de Atendimento de Urgência Móvel (Samu), feito agora por servidores da Secretaria Municipal de Saúde, transcorreu normalmente no primeiro dia de operação. Da meia-noite às 10 horas, o serviço recebeu 77 chamadas, sendo 44 atendimentos, 23 orientações médicas e 10 trotes. Das 10h às 17h, foram mais 68 chamadas, sendo 42 atendimentos e 26 orientações médicas.
- O número de funcionários e de ambulâncias funcionando, também, continuou o mesmo. Ao todo, 10 ambulâncias, sendo quatro básicas, duas avançadas e mais quatro do Transporte Emergencial Centralizado (TEC) atenderam a população. Por turno, da meia-noite às 10h e das 10h às 17h, trabalharam quatro médicos, dois enfermeiros, quatro auxiliares de enfermeiros e um rádio operador. A previsão é que, nos turnos da noite, se repita o número de profissionais do dia.
Baixa na CMTU
A gestora executiva da coleta seletiva em Londrina, Marilys Garani, pediu na quinta-feira o afastamento do cargo. A decisão teria sido tomada depois de uma divergência entre Marilys e as cooperativas responsáveis pela coleta. Segundo informações, ela declarou que se as cooperativas não realizarem seu serviço a Prefeitura pode tomar outras providências como, por exemplo, tercerizar o serviço. Por esse motivo a presença dela, como assistente social não seria mais necessária. Estava agendada, para ontem, uma reunião envolvendo o diretor de operações da CMTU, Luciano Borrozino, para a indicação de um novo nome para assumir a gestão da coleta seletiva no município.
CPI da Dívida
Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Dívida Pública, instalada pela Câmara de Apucarana para levantar o valor real da dívida do município, vão divulgar hoje, às 9 horas, na sala da presidência, o relatório final da investigação. O presidente da CPI, vereador Sebastião Ferreira Martins Júnior (PDT), o relator Marquinho Martins (PTC) e os membros José Airton Araújo (PR), Luiz Brentan (PSDB) e Valdir Frias (PTB) vão apresentar o montante da dívida, como ela é composta e sugestões para se equacionar o problema.
- A CPI acreditava no início das investigações que o município tinha de dívida mais de R$ 200 milhões, mas o prefeito João Carlos de Oliveira (PMDB) afirma que a dívida não passa dos R$ 70 milhões.
Perguntinha
Estaria a equipe econômica do governo Dilma bolando algum plano à lá Collor para confiscar as contas bancárias o que levou alguns precavidos londrinenses a guardar dinheiro em casa?





