INFORME FOLHA
Denúncias
O líder do Executivo na Câmara, vereador Roberto Fu (PDT), comentou ontem, no Grande Expediente, sobre a operação Antissepsia deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate do Crime Organizado (Gaeco). Ele afirmou que ''se souber de alguma irregularidade - independentemente da área - será o primeiro a denunciar'', enfatizando que não é porque é líder do prefeito Barbosa Neto (PDT) na Casa que vai apoiar esse tipo de situação. ''Se eu souber de alguma coisa vou ser o primeiro a denunciar, e se houver alguém envolvido no caso que o Ministério Público ainda não descobriu já pede para sair. Não estou aqui passando a mão na cabeça de ninguém nem defendendo ninguém'', ressaltou.
Calma e parcimônia
Enquanto Fu discursava, Tito Valle (PMDB) pediu a palavra e afirmou que não pode haver uma ''caça às bruxas'' na cidade. ''Temos que esperar a investigação. Grande parte das pessoas envolvidas estão sendo monitoradas pelo MP há muito tempo, e temos que aguardar. Aqui não se vai dourar a pílula, mas é importante esperar porque já há muita gente com galões de gasolina só esperando o momento certo. É preciso parcimônia e calma. O MP é competente e se eles descobrirem alguma coisa a Câmara não vai se omitir.''
- Ainda bem que Valle é também advogado e sabe a diferença entre os julgamentos na Justiça e o político, que é sim de responsabilidade da Câmara de Vereadores.
Impedimento
Faltando 15 dias para o final dos termos de parceria firmados entre os Institutos Atlântico e Gálatas e a Prefeitura de Londrina, a Justiça ainda não decidiu sobre os pedidos de intervenção nas Oscips ajuizados na semana passada pela Procuradoria Jurídica do Município. Segundo informações da 4 Vara Cível - onde corre o processo - o juiz Jamil Riechi Filho não julgou o pedido alegando foro íntimo, e por isso o processo está nas mãos do juiz substituto, Mário Azzolini.
- Segundo o procurador jurídico do Município, Paulo Tieni, a maior preocupação é com o pagamento dos trabalhadores dos institutos.
Atlântico X Prefeitura
Já na 5 Vara Cível corre um processo, protocolado dia 17 de fevereiro, em que o Instituto Atlântico acusa a Prefeitura e a Secretaria de Gestão Pública de reter, sem justificativa, R$ 23.734,33 da parcela do mês.
LDO aprovado
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2012 foi aprovada em primeira discussão, por unanimidade, na sessão de ontem da Câmara. A projeção orçamentária de receita é de R$ 1.086.042.000, cerca de 6% maior que a do ano passado. Antes de aprovar em segunda discussão, porém, os vereadores devem realizar uma audiência pública para discutir os valores com a sociedade e entidades de classe. A segunda votação do projeto deve acontecer dia 5 de julho.
Mais uma ação
O vereador Joel Garcia (PTN) deve propor - mais - uma ação contra o prefeito Barbosa Neto (PDT), o secretário de Gestão Pública, Marco Cito, a secretária de Saúde, Ana Olympia Dornellas e os donos dos Institutos Gálatas e Atlântico pedindo a devolução de R$ 2,8 milhões aos cofres públicos por conta da contratação dos institutos para prestar os serviços de saúde na cidade. Garcia contesta a contratação das duas oscips. Segundo ele, o valor pedido é a conta do quanto foi gasto a mais para contratar as empresas sendo que existiam outras habilitadas para fazer o serviço cobrando um preço menor.
- ''Vou pedir a devolução do dinheiro, que o juiz impeça que o município repasse mais dinheiro aos Institutos e também que bloqueie os bens de todos os envolvidos, para que no julgamento do mérito isso seja revertido'', afirmou.
Devolvido
O deputado estadual Mauro Moraes (PMDB), que teve seu salário descontado no mês passado por faltas, informou ontem que já foi ressarcido. Lá no seu holerite, consta a devolução de R$ 2.672,00, referente a quatro faltas. O peemedebista provou que não faltou às sessões, e que a ausência do seu registro no momento da ''chamada'' ocorreu porque ele estava atrás do plenário, dando entrevistas à imprensa.
Fogos de artifício
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovou ontem a proposta que revoga uma lei, aprovada no final do ano passado, que restringe a venda de fogos de artifício. A votação na CCJ foi acompanhada pelo presidente da Associação Industrial e Comercial de Fogos do Paraná, Rodolfo Aymoré. Segundo ele, cerca de 350 empresas no Estado podem ser prejudicadas se a lei não for derrubada no plenário. A lei entra em vigor no próximo mês. Mas a proposta de revogação da lei deve ser apreciada nos próximos dias.
Perguntinha
Por que será que a cada declaração, advogados e acusados de envolvimento nas supostas irregularidades na Saúde ameaçam pedir indenização a quem publicar quaisquer denúncias?





