INFORME FOLHA
Após o episódio do vereador Márcio Almeida (PSDB), que reclamou sobre a ocupação dos gabinetes na Câmara Municipal de Londrina e fez um projeto para organizar as trocas, mais vereadores estão propondo mudanças internas no regimento da Casa. O projeto da vez é do vereador Marcelo Belinati (PP), que protocolou um projeto de resolução para que os vereadores que se abstenham de seus votos no plenário tenham o direito de justificar seus atos.
Segundo a redação do projeto, o texto atual do regimento interno não permite a justificativa de voto em casos de abstenção. ''No entanto, - explica o vereador - entendo que a abstenção também é uma forma de manifestar um posicionamento e um pensamento. Tanto é assim, que o próprio Regimento Interno dessa Casa de Leis estabelece os votos favorável, contrário e a abstenção.''
- Segundo o projeto de resolução, o direito ao vereador de justificar seu voto de abstenção a um projeto foi retirado na legislatura passada, e por isso ele quer o retorno desse direito.
- No novo artigo, ficará especificado que ''é facultado ao vereador que se absteve da votação justificar, por uma única vez os motivos que o levaram a posicionar dessa forma''. O projeto deverá passar pelas Comissões Permanentes da Câmara e ir para votação.
O programa Prefeitura nos Bairros será realizado na próxima quarta-feira, dia 27, no Conjunto São Lourenço, com atendimento das 6h às 12h, pelo prefeito Barbosa Neto (PDT) e secretariado municipal. Não será na terça-feira, como é de praxe, em virtude da viagem do prefeito Barbosa Neto a Brasília. O local de atendimento será a Escola Municipal Eugênio Brugin, que fica na rua Jorge Ribeiro, 163. Cada pessoa poderá usar até cinco minutos para falar com o prefeito. A distribuição de senhas é feita por ordem de chegada até as 11h.
- Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, o programa já atendeu quase 4 mil demanadas desde o início.
Na semana pós-Páscoa, o salário mínimo regional vai estar na pauta tanto da Assembleia Legislativa (AL) quanto do Supremo Tribunal Federal (STF). No Legislativo, os deputados estaduais votam já na segunda-feira o projeto de lei do governo do Estado que define um reajuste de 6,9% ao piso estadual, atingindo um valor de até R$ 817,78, dependendo da faixa de ocupação do trabalhador. Já no STF está confirmada para a próxima quarta-feira, às 14 horas, o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que questiona a legalidade da criação de um salário mínimo regional.
A ADI que questiona o salário mínimo regional, criado na gestão Requião (PMDB), foi protocolada no STF pela Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC). O caso está nas mãos do ministro Dias Toffoli. Chamados para opinar sobre o assunto, tanto a Advogacia Geral da União (AGU) quanto a Procuradoria Geral da República (PGR) se manifestaram pelo não conhecimento da ADI e, no mérito, pela improcedência do questionamento.
Um relatório das atividades parlamentares nos meses de fevereiro e março na Assembleia Legislativa (AL) aponta que Projetos de Lei representaram 51% das proposições apresentadas pelos deputados estaduais no primeiro mês de trabalho. O quadro mudou no mês seguinte, quando as 312 Indicações passaram a ser maioria: 62% contra 36% de Projetos de Lei (117).
Do conjunto de proposições apresentadas em fevereiro na AL, a maioria (27) dizia respeito a rodovias, seguido de ''temas diversos'' (21), utilidade pública (15), saúde (14), meio ambiente (14), ensino (11), segurança pública (10) e funcionários (10). Em março o tema dominante foi veículos (60), seguido de ensino (58), rodovias (52), habitação (41), segurança pública (34) e saúde (26).
Não é estranho que os dois temas mais complexos e problemáticos - saúde e segurança - tenham sido os menos trabalhados na Assembleia no mês de março?





