INFORME FOLHA
Barbosa vai ao MP
O prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), deve prestar depoimento hoje à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. O Ministério Público (MP) investiga o uso irregular de seguranças contratados pela empresa Centronic, para exercer suas funções na Prefeitura, mas que acabaram supostamente trabalhando na Rádio Brasil Sul, de propriedade da família de Barbosa.
Centronic volta ao MP
Representantes da Centronic prestaram depoimento ontem à tarde no Ministério Público. O teor das declarações prestadas em nome da empresa não foi divulgado pelo MP. Os promotores também já ouviram dois funcionários do Recursos Humanos (RH) da Centronic que confirmaram que os vigias trabalhavam na rádio. O advogado da empresa, Elias Mattas Assad, negou suspostas irregularidades nos contratos.
Visual solidário
O prefeito Barbosa Neto (PDT) apareceu com um novo visual na manhã de ontem na Prefeitura. Ele raspou o cabelo e afirmou para a imprensa que fez isso ''para ficar mais perto do filho'', que passa por um tratamento de saúde. ''Esse é um assunto particular. Eu quero ficar o mais próximo do meu filho, e eu disse para ele que iria ficar como ele ficou, e é o que eu estou fazendo. Ele até não acreditava que eu faria, mas eu fiz por ele e acho que isso vai ajudar na sua recuperação, pelo menos psicológica.''
Passe livre
Os três projetos de lei que pretendiam conceder gratuidade no transporte coletivo a classes diferentes da sociedade sairam de pauta da sessão de ontem na Câmara. O primeiro projeto, do vereador Jacks Dias (PT), que pretende dar gratuidade aos estudantes, recebeu um substitutivo e saiu de pauta por uma sessão. O projeto do vereador Rodrigo Gouvêa (PTN), que quer isentar soldados do Tiro de Guerra de Londrina, foi retirado de pauta pelo vereador por receio de falta de quórum. E o terceiro projeto, do vereador Tito Valle (PMDB), que quer dar gratuidade aos guardas municipais, foi retirado pelo vereador porque o Executivo vai avaliar o impacto na planilha de tarifas das empresas de transporte coletivo.
MPF propõe ação civil pública
O Ministério Público Federal (MPF) em Londrina propôs segunda-feira, ação civil pública (ACP) por ato de improbidade administrativa contra uma ex-servidora do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e um advogado por fraude na concessão de benefícios previdenciários. A ação refere-se à fraudes na concessão de três benefícios previdenciários, que causaram um prejuízo de R$ 68.563,41 aos cofres públicos. A ação cita 31 benefícios fraudados, que acumularam um dano ao erário que totaliza R$ 593.566,84.
Tem que devolver
As investigações em relação à ex-servidora do INSS e o advogado foram iniciadas em dezembro de 2005. Na ocasião, a ex-funcionária pública foi surpreendida numa agência do Banco do Brasil, tentando receber o pagamento de quantia indevidamente gerada no sistema de informações da Previdência Social. Na ação, o MPF, entre outros pedidos, requer que a ex-servidora e advogado sejam obrigados a devolver aos cofres públicos, com juros e correção monetária, os valores acrescidos ilicitamente aos seus patrimônios.
CPI em Apucarana
A Câmara de Apucarana aprovou na noite de segunda-feira, dia 18, a instalação de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), desta vez para apurar denúncia de irregularidades na dispensa de licitação para aquisição de pães, pela Prefeitura, através do Instituto de Promoção Humana do Paraná (Iprohpar), entidade fundada e presidida pelo ex-prefeito Valter Pegorer.
- A Câmara investiga, em outra CPI, o real valor da dívida pública do município.
Nomeação de Pessuti
Nos bastidores, é dado como certa a nomeação do ex-governador do Estado Orlando Pessuti (PMDB) para um dos conselhos da Itaipu Binacional, mas, ontem, em visita à Assembleia Legislativa, o peemedebista preferiu não antecipar nada e disse à imprensa que continua a espera de um convite.
Cozinha do Palácio Iguaçu
O deputado estadual Tadeu Veneri (PT) subiu ontem na tribuna da Assembleia Legislativa para chamar atenção para os gastos que o governo do Estado realizará com a reforma da cozinha do Palácio Iguaçu. O processo licitatório, publicado em Diário Oficial, mostra que os gastos somam R$ 485 mil. ''Com certeza a cozinha não é das Casas Bahia ou da Loja do Pedro'', ironizou o petista. Para o líder da bancada aliada, Ademar Traiano (PSDB), ''esta discussão é muito pequena''. Além disso, segundo o tucano, a cozinha do Palácio Iguaçu ''não é uma cozinha comum''.
Perguntinha
Quando é que o setor público será encarado com profissionalismo, extinguindo as acomodações políticas costuradas como moeda de troca durante as campanhas eleitorais?





