Recado pela imprensa

O prefeito Barbosa Neto (PDT) criticou ontem, em entrevista a TV Tarobá, a ajuda de R$ 500 mil oferecida pelo governador do Estado, Beto Richa (PSDB), no mês passado, para amenizar a crise da saúde em Londrina. Ele afirmou que o dinheiro não dava nem para pagar um mês dos gastos com a área na cidade, e que estava trabalhando para resolver a crise na saúde. ''Cavalo dado não se olha os dentes, você pode dizer, mas R$ 500 mil para uma cidade do tamanho de Londrina é pouco'', ressaltou.

- O prefeito ainda afirmou: ''Quem deveria nos apoiar, ser nosso parceiro, está nos criticando'', sem citar nomes.

Inteligência da GM

A Prefeitura divulgou por nota que devido ''a toda polêmica que se criou acerca do Serviço de Inteligência na Guarda Municipal (GM)'' - que virou objeto de discussão na Câmara Municipal - algumas informações equivocadas deveriam ser esclarecidas. Primeiro, informa a assessoria, ''o Serviço de Inteligência está previsto na lei de criação da GM, mas sequer foi implementado''. A nota informa que esse serviço seria usado somente para orientar as ações da GM nas ações da corporação.

Espiões da GM

Sobre a acusação do vereador Joel Garcia (PTN) de que alguns guardas estariam atuando como espiões dentro de secretarias, a nota informa que ''a ação de três ocupantes da Guarda Municipal, que iniciaram um serviço desta natureza na Prefeitura Municipal, na gestão do secretário anterior (Benjamin Zanlorenci), foi barrada, assim que chegou ao conhecimento do Prefeito Barbosa Neto (PDT), por não ser função da guarda investigar situações desta natureza. Tudo está sendo apurado em Procedimento Administrativo conforme determinado pelo prefeito''.

Caso Joel Garcia

Como a FOLHA já havia adiantado no sábado, foi encaminhado hoje ao Ministério Público o inquérito que indiciou o vereador Joel Garcia (PTN), e seu então advogado Alexandre de Aquino Bastos, pelo crime de extorsão. Segundo o delegado, responsável pelas investigações, Allan Henrique Flore, durante o inquérito foram tomandas algumas providências, na investigação, que foram requeridas pela justiça, e que em breve devem ser divulgadas. ''Foram medidas investigatórias, deferidas pela justiça, mas que, por enquanto, estão em sigilo'', afirmou.

Lei cumprida

A Corregedoria-Geral do Município de Londrina esclarece - em resposta a informação veiculada dia 12/3, na coluna de Luiz Geraldo Mazza - por meio de nota, que a Prefeitura cumpre desde abril de 2010, a Lei da Transparência, disponibilizando pela internet, em tempo real, dados sobre receitas e despesas.

- O serviço pode ser consultado na página da prefeitura de Londrina (www.londrina.pr.gov.br), clicando em ''Transparência Londrina'' e, em seguida, no link ''Dados da Prefeitura do Município de Londrina''.

Contra reajuste

Está nas mãos do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que questiona o reajuste de quase 15% concedido aos servidores da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná no final do ano passado. A ADI foi protocolada pelo novo comando da AL, que tomou posse no mês passado. Na ADI, há um pedido de liminar para suspender imediatamente o reajuste.

Vício de iniciativa

A atual direção da AL argumenta que o benefício aos seus servidores foi inserido via emenda dentro de um projeto de lei de autoria do Tribunal de Contas (TC), o que configuraria vício de origem. O TC encaminhou à AL o projeto de lei 499/2010, que tratava exclusivamente do reajuste salarial dos servidores do próprio TC. Mas o projeto de lei acabou recebendo dois parágrafos a mais, estendendo o reajuste também para os servidores da AL.

Novos quadros

Na ADI destinada ao STF, a nova direção da AL também avisa que, no ano anterior, a Casa foi alvo de ''uma série de graves denúncias'' contra seus servidores, e explica que a ideia agora é tentar reestruturar os quadros ''para resgatar-lhe a credibilidade e conferir-lhe o devido respeito da sociedade paranaense''.

Perguntinha

Em momento de crise na sa© úde - agravada pela epidemia de dengue - não é hora de somar esforços ao invés de fazer críticas pela imprensa?

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