Sessão relâmpago
A sessão de hoje na Câmara de Vereadores de Londrina correu em ritmo acelerado. Às 15h20, quando geralmente os vereadores ainda estão debatendo suas ideias e discursando no grande expediente, as 10 matérias que estavam em discussão já haviam sido aprovadas e duas tinham sido retiradas de pauta por uma sessão.
- Segundo o vereador Gerson Araújo (PSDB), a sessão foi rápida porque a maior parte dos projetos já tinha passado por discussões anteriormente.

Restaurante popular 1
Um dos projetos de lei, de autoria do Executivo, aprovados hoje na Casa em segunda discussão diz respeito ao Restaurante Popular. Os vereadores aprovaram a retomada, por parte da Prefeitura, de uma área de 2.588,42 metros quadrados, que fica ao lado do Terminal Urbano Central, que estava sendo usada desde 1991 pela Associação dos Corretores de Automóveis de Londrina (Pedra).

Restaurante popular 2
Segundo o presidente da Pedra, o acordo para a retomada da área foi amigável. ''Estamos naquela rua faz 20 anos e, por isso, vamos continuar usando um espaço bem menor do terreno para a associação. Mas como era uma área cedida e o Executivo quis retomar para fazer uma ação social importante, ficou difícil questionar'', afirma.
- A Prefeitura prometeu realizar a obra social e vender refeições a R$ 1,50 para a população.

Assembleia sem quórum
A sessão de ontem da Assembleia Legislativa foi suspensa por falta de quórum. Cerca de 17 parlamentares estavam no plenário por volta das 10 horas, horário do início da sessão, número inferior ao quórum mínimo, que é de 28 deputados.

Revolta e punição
Diante da ausência dos colegas, o deputado estadual Tadeu Veneri (PT) cobrou a adoção de medidas mais drásticas contra os faltantes. ''Tem que se fazer cumprir o regimento. O deputado que perdeu 30% das sessões tem que responder a processo administrativo'', defendeu.

'Desocupa o lugar'
Já o deputado Jocelito Canto (PTB) foi ainda mais longe. ''Quem não quer trabalhar que saia e deixe espaço para quem quer'', disse ao defender a cassação dos faltantes. ''Se o trabalhador falta no trabalho, é descontado. Aqui não. O deputado falta e não acontece nada'', reclamou.

'Dia atípico'
Cobrado sobre o assunto o deputado Alexandre Curi (PMDB), primeiro-secretário da Assembleia, disse que o dia de ontem foi ''atípico''. ''Estamos numa semana de feriado. É atípico. Mas eu defendo a volta da realização das sessões às quintas-feiras'', disse.

Aos sábados
Foi aprovado ontem em segunda discussão o projeto de lei que proíbe a realização de vestibulares e concursos aos sábados. A iniciativa é do deputado estadual Artagão Júnior (PMDB), que defende que a medida irá garantir o respeito à liberdade religiosa. O texto precisa ser votado uma terceira vez no plenário antes de seguir para sanção do governador.

Mudanças no MP
O Ministério Público encaminhou à Assembleia três projetos de lei que alteram a lei orgânica do órgão. Um dos textos prevê a mudança da data da eleição da lista tríplice de candidatos ao cargo de procurador-geral de Justiça do 15º. dia úil de fevereiro para o 10º dia útil de março.
- Outro projeto estipula que o vencimento dos promotores de Justiça de entrância final será de 95% do salário do procurador de Justiça. A mudança já está prevista no orçamento de 2010 e aumentará a despesa em 5,3% por mês.
- Por fim, o terceiro projeto autoriza procuradores e promotores a serem designados a exercer funções de assessoria no gabinete do procurador-geral.

Perguntinha
Se a eleição já acabou, por que vereadores, deputados estaduais e federais, além de senadores, deixam de votar projetos ou ''enforcam'' as sessões legislativas?

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