Rosa x vermelho

As mulheres do movimento Outubro Rosa ficaram irritadas com a passeata pró Dilma Rousseff (PT). Isso porquê, no meio da disputa por espaço no Calçadão de Londrina, exatamente no momento em que Célia Hauly, esposa do deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB), foi anunciada para falar, um líder do partido iniciou seu discurso encobrindo a voz da militante. Como as vaias não deram conta de parar o falatório, participantes foram cobrar do deputado federal André Vargas (PT). ''Respeito, pelo menos. Estamos falando de saúde'', esbravejou uma mulher.


Mais um que sai

Em meio ao apoio à candidata do PT, o prefeito Barbosa Neto falou rapidamente sobre a mais recente mudança no secretariado de sua gestão. Desta vez, sai o secretário de governo Jair Gravena. Barbosa Neto disse que o pedido de afastamento foi feito no final da tarde de sexta-feira, pelo próprio Gravena, que alegou motivos pessoais. Quem fica no lugar é Telma Terra, que há dez dias já ocupava o cargo em função da licença do agora ex-secretário.


Me dê motivos!

Depois de o senador Osmar Dias (PDT) tentar buscar uma resposta para a sua derrota eleitoral em Londrina para o governador eleito Beto Richa (PSDB), agora quem procura uma explicação para a baixa votação da presidenciável Dilma Rousseff na cidade é a senadora eleita Gleisi Hoffmann (PT).

- Na última quarta-feira, Gleisi disse à imprensa londrinense que ''Londrina é refratária ao PT'', isto apesar de a cidade ter sido governada nas duas últimas gestões pelo partido do presidente Lula. E mais, no plano estadual estava Roberto Requião, aliado de Lula no Estado.

- Sem contar que a cidade hoje está representada no governo federal por dois ministros - Paulo Bernardo (Planejamento) e Márcia Lopes (Combate à Fome e Desenvolvimento Social) -, além do chefe da Casa Civil, Gilberto Carvalho, que acompanha Lula desde o primeiro mandato.


O que pesou?

E, na hora do voto, o eleitor pesou o que toda essa representação política significou em termos práticos para Londrina. Além de sofrer durante anos com ruas esburacadas, hospitais sem estrutura, violência crescente e periferia abandonada, a cidade não recebeu grandes obras de infraestrutura que dependem de verbas federais ou estaduais. É o caso da PR-445, que corta Londrina e Cambé, e aguarda anos por sua duplicação como solução para os inúmeros acidentes de trânsito com vítimas fatais. Ou mesmo a BR-369 que sofre com a falta de viadutos que poderiam descongestionar a rodovia e evitar acidentes.


Eleitor no divã?

Em termos estaduais ainda causou estranheza ao eleitor não só a demora de Osmar Dias em sair candidato, como a repentina ''união'' com Roberto Requião, contra o qual disputou o governo do Estado em 2006 num clima nada amistoso. E a própria Gleisi Hoffmann subir no mesmo palanque de Requião depois de o ex-governador acusar o marido dela, Paulo Bernardo, de ter superfaturado a obra de um ramal ferroviário no Paraná - acusação que rendeu até processo na justiça. Pelo jeito, não é o eleitor de Londrina quem precisa de divã.


Debate na internet

Uma prática costumeira no período eleitoral é a troca de acusações entre os candidatos. Para eleitores, entretanto, uma postura mais ofensiva pode gerar efeito contrário, prejudicando a imagem do próprio agressor. Participantes do debate desta semana organizado pela Rede de Participação Política - iniciativa apartidária da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) em parceria com a Federação das Associações Comerciais e Empresariais (Faciap) - indicaram que são contra a forma como as eleições estão sendo levadas pelos dois presidenciáveis, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). O tema continua em discussão até amanhã no www.participacaopolitica.org.br.



Regras sobre diárias

A concessão de diárias a vereadores e servidores das Câmaras dos municípios deve estar regulamentada em norma conjunta dos poderes municipais ou por ato normativo do presidente do Legislativo. O entendimento foi emitido durante sessão plenária do Tribunal de Contas (TC) do Estado do Paraná, no último dia 14, e responde a uma consulta encaminhada pela Câmara de Abatiá.

- Para o TC, o benefício deve obedecer a duas modalidades concretas previstas pela legislação federal, a que permite a concessão de valores fixos em diária (quando não é necessária a prestação de contas pelo servidor) ou na forma de ressarcimento de despesas (quando o servidor ou agente político deve apresentar as respectivas notas fiscais para ser ressarcido dos gastos).


Perguntinha

Depois de rolo de fita crepe e bexigas com água, o que esperar da reta final da campanha eleitoral?

Equipe da Folha | [email protected]

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