Vão pegar o pão
  Na onda dos alimentos funcionais, depois dos light e diet, surgiram produtos milagrosos. O consumidor desconfiou e a demanda ficou mais calma.

...e o grão
  Agora o Ministério Público (MP) quer saber mais sobre os grãos que vão nos pães integrais.

Suspeita
  No mercado há produtos de muita qualidade e, portanto, confiáveis. Mas há muita enganação.

Na prateleira
  O MP deveria investigar também os produtos das grandes marcas. De repente tudo é light ou diet. Reduziram as ofertas de produtos convencionais. Com as novas opções, acabaram aumentando os preços.

As conversas
  Diálogo entre dois adolescentes, na saída de um colégio classe média da cidade:
‘‘Que tal uma regrinha de três simples para apurar quanto de verdade é falado pelos políticos no horário eleitoral?’’

SOS matemática
Resposta do colega: Isso aí nem Pitágoras, nem Oswaldo Sangiorgi, nem Oswald de Souza, enfim, ninguém saberá responder.
Nem o nosso professor. Que disse que devemos saber o que os políticos pensam. Conversa, meu.

E o Sigmund
  Talvez ele, o Sigmund Freud explique.

Debate livre
  O debate da Rede Massa, sexta-feira à noite, foi quente, conforme previsão de quem aposta nos formatos mais livres (quando o próprio candidato escolhe quem deve responder sua pergunta, por exemplo) e com menos gente (a emissora chamou apenas quatro dos sete postulantes ao Executivo). Outro diferencial de anteontem, na comparação com o debate da TV Bandeirantes, foi o tempo: com quatro blocos, ao invés de cinco, são maiores as chances do eleitor se manter acordado até o final.

Protesto
  O único entre os candidatos que protestou contra a ausência dos demais concorrentes foi o ‘‘nanico’’ Luiz Felipe Bergmann (PSOL), que disse logo no início que achava que Avanilson de Araújo (PSTU) e Amadeu Felipe (PCB) também deveriam ter sido chamados pela Rede Massa. Bergmann só não lembrou de Robinson de Paula (PRTB), cuja candidatura está sendo impugnada pelo próprio PRTB.

Provocação
  E as alfinetadas entre os candidatos não se resumiram aos momentos de pergunta e resposta. Osmar Dias (PDT) tirou do bolso a carteira de trabalho, vista por quem acompanhava o debate de perto, na tentativa de provocar o adversário tucano, Beto Richa. Dias atrás, Osmar já havia questionado a vida profissional do tucano, que, segundo ele, não teria registros de empregos.

Escolinha do PT
  A aliança de Osmar Dias com o PT de Lula também se tornou alvo de Luiz Felipe Bergmann durante o debate. O candidato do PSOL sugeriu que ‘‘Sarney, Collor e Lupion’’ deveriam ser levados à mesma ‘‘escolinha’’ que ensinou Osmar a falar ‘‘companheiro e companheira’’.

Vale-tudo pelo voto
  Está valendo quase tudo pela caça ao voto nestas eleições. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), por exemplo, enviou correspondência aos agricultores de todo o país pedindo uma ‘‘colaboração’’ de R$ 100. Na carta, a senadora, que também preside a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), avisa: ‘‘Estou lançando uma campanha para arrecadar recursos para deputados e senadores identificados e comprometidos com o setor (agropecuário)’’.
n Ainda segundo o comunicado, as doações constarão das prestações de contas dos candidatos e dos partidos beneficiados e os doadores terão seus recibos comprovando a doação.

Vale-tudo II
  Além da carta, os agricultores recebem também um boleto bancário do Banco do Brasil cujo cedente é o Diretório Regional do Democratas. ‘‘Para nosso maior controle, estou usando a conta do meu partido, o Democratas (uma conta exclusiva para a nossa campanha)’’, garante Kátia Abreu.

Perguntinha
  Alguém acreditou que a campanha eleitoral seria em ‘‘alto nível’’, como prometiam os candidatos no início?

Equipe da Folha | [email protected]

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