Vielas à venda
Úteis para quem gosta de encurtar o caminho e problemáticas para quem mora ao lado delas, as vielas características de alguns bairros de Londrina estão com os dias contados. A Prefeitura anunciou ontem que os proprietários de terrenos limítrofes às 20 vielas do Jardim Shangri-lá e adjacências poderão se habilitar para a compra dos lotes.
- ''As vielas vêm sendo usadas para assaltos, consumo de drogas e até práticas de atos sexuais'', disse o assessor da Ordem Urbana e Rural do Município, Wanderley Batista, ao justificar o motivo da venda. Os interessados deverão comparecer ao Departamento de Gestão de Patrimônio, no prédio da Prefeitura, com a escritura da residência e documentos pessoais. O município estuda vender vielas de outros bairros, medida que depende de autorização da Câmara.

Depósito em juízo
A Prefeitura de Londrina informou ontem, via assessoria de imprensa, que depositou em juízo os R$ 2.225.000,00 ao Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap), referentes ao repasse de setembro para os Programas Saúde da Família, Endemias, Policlínica e Samu. Segundo o procurador Jurídico do Município, Demétrius Coelho, do valor total, R$ 1.350.000,00 são destinados ao salário dos trabalhadores. De acordo com a Caixa Econômica o dinheiro estaria na conta do Ciap ontem ou mais tardar na quarta-feira, em razão do feriado.

Debate fraco
Quase ninguém deve ter assistido, mas a segunda etapa do debate dos candidatos ao Senado na TV Bandeirantes, quinta-feira à noite, não foi nada animadora. Menos íntimos da telinha em comparação com os candidatos mais conhecidos dos eleitores, os seis nanicos que ainda não tinham participado do debate da emissora se atrapalharam, repetiram temas (MST e educação estavam presentes nos cinco blocos) e pouco convenceram o eleitorado.

Esquerda x direita
Sem levar em conta uma confusão de conceitos que se instalava ali vez ou outra, os seis nanicos se dividiram mais ou menos assim: de um lado, levando a bandeira ''contra a oligarquia rural e a burguesia urbana'', estavam Cláudio Timossi (PSTU), Valmor Venturini (PSOL) e Gilberto de Araújo (PCB); do outro lado, com uma visão pouco mais à direita, os policiais militares Rivaldir Jensen e Ademir Pedroso, ambos do PRTB. Irineu Fritz (PTdoB) ficou meio sem bancada, com um discurso inicial ''contra as oligarquias'' e depois ''radicalmente contra as invasões de terra''.

Propostas radicais
Entre os nanicos radicais, Timossi foi quem propôs, por exemplo, estatizar todas as universidades privadas e até acabar com o Senado. Giberto de Araújo também quer estatizar todo o sistema financeiro brasileiro. Entre um discurso e outro, também sobrou alfinetada para o PT que, segundo Venturini, saiu da linha ao apoiar Osmar Dias (PDT) ao governo do Estado. ''Lamentamos'', disse.

Sargentos
Já o Sargento Jensen não se incomodou em dar sua versão do episódio da repressão a uma manifestação de professores na gestão Alvaro Dias, em 1988: ''Não posso concordar com alguns métodos, mas onde há desordem tem que ser colocada a polícia''. Momentos antes, seu companheiro de legenda, Sargento Pedroso, também já tinha falado sobre um ''assunto delicado'', segundo ele mesmo definiu. Questionado sobre a união gay, o candidato tentou sair da polêmica: ''Sou a favor da família, vamos analisar em conjunto com o Senado''.

União
O que unia os seis candidatos era a bandeira da renovação: os apelos foram para que o eleitor não vote nos candidatos que já estão aí ocupando mandatos. Mais animada, a primeira etapa do debate na TV Bandeirantes, levada ao ar no último dia 26, contou com a participação dos candidatos Roberto Requião (PMDB), Gleisi Hoffmann (PT), Gustavo Fruet (PSDB), Ricardo Barros (PP), Rubens Hering (PV) e Luiz Piva (PSOL).

Perguntinha
Apesar de permitidas, a exagerada exposição de propaganda eleitoral em cavaletes em rotatórias e canteiros das avenidas não ''queima o filme'' dos candidatos?

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