INFORME FOLHA
Um teatro só
A campanha de rua ontem no Calçadão de Londrina foi ofuscada por uma apresentação teatral de um grupo ligado à Funcart. Ao contrário dos interessados em desviar de panfletos e carros de som, em sábados anteriores, muita gente parou para ter um pouco de fantasia externa, dessa vez, ao horário eleitoral ''gratuito''.
Cabo-cotação
E entre os cabos eleitorais, a cotação variou de uma esquina a outra: a reportagem da FOLHA perguntou a pessoas que seguravam bandeiras de duas coligações - além das de deputados de fora de Londrina que nunca, ou quase nunca, vêm à cidade - qual a carga horária média e o valor.
Ganho por período
Em uma mesma coligação, por exemplo, houve quem jurasse que os ''R$ 400 por quinzena'' são para meio período com bandeira, meio período com panfleto; houve ainda quem dissesse que são R$ 800 - mas até o fim da campanha, o dia todo.
- Por outra coligação, funcionários garantiram que trabalham em sistema de revezamento dia e tarde: R$ 150 a cada seis dias.
Ação e reação
Líder do PSDB no Senado, o tucano Alvaro Dias esteve em Londrina este final de semana e avaliou - indagado sobre a campanha de José Serra à Presidência - o porquê de ser tão difícil ao tucanato criticar a situação com a popularidade de Lula em alta.
- ''A popularidade do presidente é consequência da ausência de crítica da oposição. Além do mais, o marketing do governo é poderosíssimo e neutralizou a oposição, que ficou sem espaço e sem energia'', admitiu.
Desempenho à mesa
Por outro lado, o líder tucano ressalvou: bom desempenho e bom resultado são conceitos diferentes - os quais, parece, a campanha de Serra não soube atingir para barrar o crescimento de Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas. ''A avaliação que se faz de um governante nem sempre é pelo desempenho, mas pelo resultado - que pode ser positivo, em função de fatores internos e externos, apesar do desempenho, que nem sempre é dos melhores'', disse Alvaro.
Bom para discursos...
A FOLHA quis saber de Alvaro e de seu pupilo ao Senado, o candidato Gustavo Fruet (PSDB): há quórum no Congresso com a campanha a pleno vapor? ''Faremos um esforço concentrado no final deste mês para votar matérias importantes, a fim de compensar esse período de ociosidade e que há um número expressivo de suplentes e de discursos'', reconheceu Alvaro, arrematando que ele, próprio, esta semana, aproveitará para ''fazer um diagnóstico do governo, longamente''.
... péssimo para votações
Fruet é direto: ''Tivemos essa semana duas sessões em que não houve votação. O que tem na Câmara Federal são medidas provisórias do governo, o qual não está conseguindo mobilizar sua base. Tem duas propostas de emenda que geram divergências, como a PEC 300, dos policiais, e a do BNDES, que tinha sete artigos e já está com 35'', comentou o parlamentar. ''Fora a PEC para tornar flexível a contratação de obras para a Copa 2014, o que evidentemente não pode deixar de ter contole do TCU e se submeter à lei de licitações'', citou. ''Salvo alguma mudança, não deverá ter votação até a eleição.''
Caso da Estrada Velha
A Prefeitura de Presidente Castelo Branco (26 km a noroeste de Maringá) entrou com uma medida no Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de suspender decisão do Judiciário do Paraná que determinou a reabertura da estrada LK-002, conhecida como Estrada Velha.
- A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Estado e autorizou o funcionamento da estrada que é a rota de passagem localizada no município de Presidente Castelo Branco para chegar às cidades de Nova Esperança (Capelinha) e Paranavaí (Nova Brasilândia).
Perguntinha
Será que o eleitor está seguindo a sugestão dada pela Justiça Eleitoral de pesquisar os antecedentes de seus candidatos nas eleições de outubro?





