Leitor questiona
Não poderia imaginar que a construção da Hidrelétrica Mauá, no Tibagi, estivessem tão adiantadas. Quando interessa ao governo, as coisas caminham e não há burocracia que atrapalhe. Seria porque a obra ficou sujeita a embargo?

- Aqueles arguntos apresentados pelos ambientalistas foram todos em vão?

Tempo na TV
Dilma terá mais tempo na TV, diz a notícia sobre horário eleitoral obrigatório.

O tempo é determindo pela Justiça levando em consideração a soma do tempo para cada partido coligado. Portanto, está certo.

Precisava?
Mas carrega um certo cinismo essa fórmula, embora tecnicamente correta. Na verdade, Dilma tem todo tempo do mundo. A mídia é governista. Três ou 10 minutos em horário político pouco importa, diante do excesso de exposição para quem vem fazendo campanha há um ano usando a chamada mídia espontânea.

Abafando as críticas
De repente, alguém resolveu apregoar o seguinte: ''Baixaria, não! Os candidatos têm que apresentar propostas concretas.

Vale refletir
Em primeiro lugar as coisas não são excluente. Em segundo, é preciso rever o conceito de baixaria. Pelo jeito, criticar a corrupção (cuja divulgação, na oportunidade, não mostrou a real dimensão do estrago) virou baixaria.

Esse alinhamento total e irrestrito não é saudável à democria.

Agenda da indústria
A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) entregou aos dois principais candidatos ao governo do Estado o documento ''Agenda da Indústria para o Desenvolvimento Inovador e Sustentável do Paraná''. O texto deve pautar o encontro que Osmar Dias (PDT) e Beto Richa (PSDB) terão com uma plateia formada por industriais amanhã, em Curitiba. Os candidatos terão a oportunidade de apresentar separadamente suas propostas durante 45 minutos e terão outros 45 minutos para responder perguntas.


Mais Bolsa Família
Se depender dos beneficiários do Bolsa Família, o governo federal deveria não só ampliar o programa como também aumentar o valor repassado às famílias. É o que revela pesquisa encomendada pela Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) realizada em 2009 e divulgada na última terça-feira. Segundo o MDS, 78% dos entrevistados querem a expansão do número de atendidos pelo programa, enquanto que outros 22% defendem que o governo pague mais aso beneficiários. O programa atende hoje a 12,6 milhões de famílias.

Efeitos do programa
O Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares, responsável pela pesquisa, ouviu famílias beneficiárias e não contempladas pelo programa. O objetivo é medir os efeitos provocados pelo programa nas condições de vida dos beneficiários.

Quantos anos de...
A campanha de rua ontem em Londrina reuniu personagens que volta e meia estão em lados opostos do ringue eleitoral na cidade. Alguns, inclusive, alvos de investigação do Ministério Público e da Justiça - o que rendeu, nas conversas, uma série de trocadilhos sobre, digamos, a experiência acumulada dos postulantes.

Ao seu lado
Se a disputa pela atenção do eleitor foi grande, a poluição visual - e justo agora, que acaba de ser sancionada a lei ''Cidade Limpa'' - também. Cabos eleitorais das duas principais candidaturas ao governo do Estado, por exemplo, seguravam, cada um, e lado a lado nos cruzamentos, duas bandeiras e uma carga razoável de adesivos.

Só faz volume
Ponto curioso nisso tudo é que, mesmo com a internet, as redes sociais e, claro, os eternos discursos de renovação, práticas antigas como o carro de som exageradamente atuantes ainda têm espaço. Pela opinião superficialmete colhida nesses locais, e mesmo pela expressão de quem acabou de passar ao lado de um desses biombos, é difícil imaginar que agregue voto.

Perguntinha
A lei ''Cidade Limpa'' sancionada recentemente em Londrina terá aplicabilidade contra a poluição visual-eleitoral?


Equipe da Folha | [email protected]

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