Assinar ou rubricar?
  ‘‘Eu não assinei. Eu rubriquei.’’ Assim a ex-ministra Dilma Rousseff (PT), candidata à Presidência, tentou explicar a polêmica substituição de seu programa de governo na Justiça Eleitoral.
A nova versão seria mais light, pelo que se conclui da leitura dos jornais de ontem.

Esses leitores...
  Leitor de Londrina, atento, não perdoou e fez a seguinte pergunta: ‘‘Quem rubrica não precisa ler, só quem assina?’’.

Nova versão
  Em seguida, o leitor desconfia: ‘‘Acho que trata-se de nova versão de ‘O presidente Lula nada sabia’’’.

O freguês escolhe
  Qual resposta você acha mais chique: ‘‘Sua excelência nada sabia’’ ou ‘‘Sua excelência apenas rubricou...não assinou’’.

Não precisava
  Podia manter a versão anterior. No primeiro programa havia duas propostas polêmicas e, ao mesmo tempo, interessantes: combate ao monopólio da mídia e taxação de grandes fortunas.
Perguntar ofende
  Pedro Stédile, fundador do MST, previu ontem aumento das invasões (‘‘Stédile prevê mais invasões de terra com vitória do PT’’), sem falar onde, mas certamente o Paraná não seria exceção.
Leitor pergunta: ‘‘Osmar Dias, que defendia o agronegócio, tem como apoiadores de sua campanha lideranças de partidos que defendem o MST. Qual seria a posição do candidato ao governo do Paraná pelo PDT, diante da previsão (ou ameaça?) de Stédile?’’.

Difícil escolha
  Detalhe: Stédile previu também que com Serra haverá mais violência no campo. Com Dilma mais invasões; com Serra, mais conflito. Legal, ele, não?

Amigos
  Declaração do goleiro Bruno, em março, defendendo o atacante Adriano: ‘‘Quem nunca saiu na mão com a mulher?’’.

Ironia
  Em 2000, quando tinha apenas 16 anos, Bruno defendeu o time da associação dos funcionários de um presídio em Ribeirão das Neves, cidade onde nasceu.

Frases por aí:
  As mulheres suspiram pelos jogadores Kaká e Cristiano Ronaldo. Dizem que são lindos de morrer. Isso porque ainda não conheciam o goleiro Bruno...

... Ele é de matar.

Não esqueceu origens
  Na decisão do juiz que decretou a prisão do goleiro Bruno, ele analisou a natureza agressiva do jogador. Ao fundamentar a sua sentença, ressaltou um trecho do depoimento de Eliza à Delegacia de Atendimento à Mulher, no qual ela conta que o goleiro teria dito: ‘‘Você não me conhece e não sabe do que eu sou capaz, pois eu venho da favela’’.

Aos mais afoitos
  A presidente do TRE, desembargadora Regina Portes, deu em Londrina um recado não apenas aos fichas-sujas que arriscaram se candidatar – ‘‘haverá impugnação’’ –, como também a todos que farão uso de propaganda em internet: os juízes estão atentos contra abusos.

‘Ficha Limpa’
  ‘‘A propaganda na internet está bem regulamentada na legislação, basta os candidatos consultarem’’, disse. Para a desembargadora, esse é mais um dos pontos a se destacar da minirreforma eleitoral, que, avalia, ‘‘veio resolver um problema muito grande de idoneidade, de lisura, de decência para as eleições’’.

Cadê santinho?
  E por falar em campanha, a de rua praticamente não começou em Londrina. Ontem, o ponto mais tradicional para esse fim, o Calçadão, estava entregue aos pedestres. Barracas, só a de vacinação contra a Gripe A e as de
artesanato.

Perguntinha
  O eleitor lamenta ou agradece pela campanha fria, quase gelada, nas ruas da cidade?

Equipe da Folha | [email protected]

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