INFORME FOLHA
Observatório estadual
O Paraná pode ser o primeiro Estado a contar com um Observatório Social, órgão que atua como instrumento de busca de transparência na administração de recursos públicos. A ideia foi defendida ontem por presidentes de entidades de representação empresarial, dirigentes acadêmicos e empresários. O Observatório Social do Paraná funcionaria aos moldes do Observatório Social de Maringá, primeira experiência do gênero no Brasil.
Pisando em ovos
O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Paraná Hermas Brandão, poupado pelos últimos escândalos na Casa por conta do posto que hoje ocupa no Tribunal de Contas do Estado, foi questionado ontem pela imprensa sobre a possibilidade de afastamento dos membros da Mesa Diretora da AL, até o final das investigações do Ministério Público do Estado. A resposta foi seca: ''Tem que aguardar. O MP não julga ninguém''.
Ato de improbidade 1
O Ministério Público (MP) do Paraná propôs ontem ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra a prefeita de Santa Terezinha de Itaipu, Ana Maria Carlessi, contra a empresa Pathernon Engenharia, Obras e Serviços Ltda. e contra os sócios, um ex-sócio e uma servidora ligada à empresa. A empresa, segundo o MP, teria sido contratada pelo município sem a prévia e necessária licitação, em janeiro de 2009. O valor do contrato foi de R$ 190 mil.
Ato de improbidade 2
De acordo com as investigações do MP, a empresa contratada logo no início da gestão da prefeita Ana Maria pertencia ao grupo político que apoiou a sua candidatura nas eleições de 2008. Também foi apurado que um dos envolvidos no caso, Fabiano de Souza, havia deixado a sociedade da empresa em dezembro de 2008, para assumir em seguida, em 2 de janeiro de 2009, o cargo de diretor do Departamento de Agricultura e Meio Ambiente.
- Já outro sócio da empresa, Edvaldo Luiz Possamai, que foi quem assinou o contrato com o município, havia sido o representante da coligação que elegeu a prefeita Ana Maria, enquanto sua esposa Ana Cândida Gomes, também ré na ação civil pública, foi nomeada para exercer um cargo em comissão no Executivo local, em 2 de fevereiro de 2009.
Esperança...
O presidente do PDT-PR, deputado Augustinho Zucchi, foi reticente ontem ao comentar a proposta oficial de aliança do PSDB ao partido. Zucchi disse que ''a obrigação (do PDT) é analisar''. ''Não pense que o Osmar está fora do jogo'', afirmou ao comentar a possibilidade do senador desistir da candidatura ao governo do Paraná.
...é a última morrer
Já Osmar Dias (PDT) fez questão de deixar claro, à FOLHA, que ainda negocia apoio para sua candidatura. ''Estou agora mesmo conversando com o Ratinho (Júnior, deputado federal e presidente do PSC-PR)'', destacou. O drama do senador pedetista é ampliar o tempo de tevê que sua candidatura eventualmente terá durante a campanha. O PDT tem direito a apenas 45 segundos de inserção no horário eleitoral gratuito.
Candidato
O ex-prefeito de Londrina Nedson Micheleti (PT) voltou a ser apontado ontem como possível candidato petista ao governo do Estado. Micheleti atualmente é a única opção do PT caso o partido resolva lançar uma candidatura própria. ''Como a Lygia (Pupatto, ex-secretária de Estado de Ciência e Tecnologia) abriu mão da candidatura, o único nome que temos é do do Nedson. Mas o PT ainda não abriu essa discussão'', ressaltou o presidente do partido no Paraná, Ênio Verri.
Namoro
Verri também não descarta uma aliança com o atual governador, Orlando Pessuti (PMDB). ''Acredito que ele deve apresentar um índice de dois dígitos nas próximas pesquisas (de intenção de voto)'', arriscou o deputado. ''À medida que ele se tornou governador e passou a tomar decisão a tendência é que ele aumente ainda mais (nas pesquisas)'', reforçou.
Perguntinha
Ao legalizar o cargo de agente político para trabalhar em suas bases eleitorais e concordar com aumento de 60% em suas gratificações, os deputados estaduais do Paraná não parecem estar se lixando para o eleitor?





