INFORME FOLHA
Violência e equívocos
A violência chegou simultaneamente às cidades pequenas e ao centro das grandes cidades. Não é mais exclusividade dos bairos dominados por traficantes.
- A divulgação dessa realidade não incomoda os governantes em Curitiba ou Brasília. Nem aos deputados da região.
- Foi manchete desta FOLHA a recente opção preferencial pela segurança na Região Metropolitana. Que, aliás, também precisa de cuidados.
- A preocupação de um grupo de comerciantes, dias atrás, na portaria do Edifícil América, no centro de Londrina, era a seguinte: ''Só falta o governo transferir os comandos da Polícia Civil ou da PM. Assim, vai dizer que está fazendo alguma coisa''.
- Mas terá sido uma farsa porque a cidade não reclama da atuação da Polícia atual; muitos até elogiam. ''A Polícia faz milagres com o efeitivo que tem''-dizem. A população reclama é da ausência da polícia em termos de quantidade. Isto não é falha de comando local, isto é falha do governo.
Perguntar ofende
Algum dia você ouviu uma palavra do governador sobre o tráfico?
- Políticos têm medo de traficante? Ou seria apenas respeito?
- E os deputados. Alguém ousou sugerir combate ao tráfico?
Permanência na TV
Aliados da candidata à Presidência da República Dilma Rousseff comemoram a maior disponibilidade de horário político na TV, durante a campanha. A coligação com maior número de partidos e maior número de deputados proporcionam isto.
- Mas não precisa. Dilma tem o horário (não) político nos telejornais à vontade. Esta exposição vem há tempo. Não precisa nem da carona do Presidente Lula, nem das inaugurações.
- As constantes aparições de Dilma não estão ligadas necessariamente a um fato ou evento do dia.
Exmplo? Dilma fazendo caminhada é notícia?
- Pensando bem isto ocorre também com a grande imprensa. Os jornais criticam Dilma e o governo Lula nos editoriais. Mas abrem a imagem da candidata em amplo espaço.
- É democrático.
Prisão 1
O Ministério Público do Paraná (MP) decretou na noite de sexta-feira prisão preventiva para os três ex-diretores da Assembleia Legislativa, Abib Miguel (Diretoria-Geral), José Ary Nassiff (Administrativa) e Cláudio Marques da Silva (Pessoal), e de João Leal de Mattos, funcionário da Casa lotado na Diretoria-Geral. Eles já estavam detidos por prisão temporária, mas seriam soltos amanhã. A decisão é do juiz da vara de inquéritos policiais, Aldear Sternardt.
Prisão 2
O grupo é suspeito de formação de quadrilha para desviar dinheiro público e falsificar documentos. Segundo o MP, eles agora ficam presos até quando for necessário para o andamento das investigações.
Queda de FPM 1
A queda no Fundo de Participação dos Municípios (FPM) volta a ser pauta no próximo dia 11, quando o presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e prefeito de Castro, Moacyr Elias Fadel Junior, se reúne com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. A reunião ocorre às 16 horas, no auditório do Tribunal de Contas (TC) do Paraná, em Curitiba.
- Antes, às 14 horas, no próprio TC, haverá a divulgação da situação financeira dos municípios do Estado, relativa ao exercício 2009.
Queda de FPM 2
Levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e Prefeitura de Castro aponta que as administrações paranaenses perderam 21,08% de recursos do FPM de janeiro a março de 2010, na comparação com igual período de 2008. Os repasses caíram de 846,7 milhões para 790,8 milhões, uma diferença de R$ 17,9 milhões. Se compararmos o mesmo trimestre de 2010 em relação a igual período de 2009, os repasses diminuíram de R$ 808,8 milhões para R$ 790,8 milhões. A diferença é de R$ R$ 55,9 milhões.
Perguntinha
Até quando as prefeituras - principal alvo das demandas da população - terão que implorar mais recursos da União, que só aumenta seus prórpios gastos?





