Está chegando a hora
Encerra hoje a fase de instrução processual na ação por improbidade administrativa que corre na 4 Vara Cível de Londrina que tem como réus os ex-vereadores Henrique Barros, Orlando Bonilha, Renato Araújo, Flávio Vedoato e Oswaldo Bergamim. Na sequência, começa a correr o prazo para as alegações finais do Ministério Público e da defesa dos acusados.

O dia 'D'
A ação é resultado daquela fatídica tarde de 10 de janeiro de 2008, quando o então vereador Henrique Barros foi preso pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC), atual Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), acusado de concussão (extorsão praticada por agente público).
- A investigação vinha correndo antes da prisão, desde que os promotores receberam a denúncia de que o então vereador estaria usando do prestígio do cargo para extorquir empresários da cidade. Ao darem o ''bote'', os policiais apreenderam um envelope com R$ 9,9 mil no carro usado por Barros. Após a prisão, outros quatro vereadores foram envolvidos no escândalo, tido como um dos piores do Legislativo londrinense.

Retirada dos quiosques
Uma das medidas polêmicas de revitalização do Calçadão de Londrina prevê a retirada de todos os quiosques da região central. Dos 38 quiosques, dois já foram desmontados. Os comerciantes já foram notificados e, se não entrarem com pedido de prorrogação, têm até o dia 20 de maio para cumprir a determinação.

Proteste já!
Inconformados com o curto prazo e com a determinação, proprietários colocaram faixas como forma de manifestação: ''Aqui, o prefeito está enterrando uma família'', referência ao desemprego que estaria causando, já que muitos deles estão no local há décadas.

Clima esquentou
Na tarde de ontem, porém, o clima esquentou. Isso porque, segundo os comerciantes, agentes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) passaram em cada quiosque ordenando que as faixas fossem retiradas imediatamente.

Ordens do chefe!
As ordens, conforme os agentes, seriam do próprio prefeito Barbosa Neto (PDT), ''e lá de baixo''. Os mesmos teriam dito ainda que se a ordem não fosse cumprida em 30 minutos - quando retornariam ao local-, os proprietários seriam notificados ou até mesmo autuados.
- Apesar da ''ameaça'', eles não teriam dito qual seria a infração dos comerciantes, já que as faixas estariam colocadas no estabelecimento e não em local público.

Local é público
À FOLHA, o presidente da CMTU, André Nadai, disse que a fiscalização faz parte de uma atividade rotineira e não partiu de nenhuma ordem. Para justificar a postura dos agentes, Nadai disse ainda que os quiosques estão em locais públicos, aos quais foram dadas concessões de uso.

Termo de permissão
Por este motivo, no entendimento de Nadai, qualquer faixa a ser colocada deve ter a autorização prévia do órgão. Esta autorização deve, no entanto, estar contida nos termos de permissão. Caso contrário, ''não pode'', como aquele bordão da personagem do programa humorístico. Mas cartaz com venda de chip de telefone ''pode''.

Briga por espaço
As alfinetadas entre os deputados estaduais Jocelito Canto (PTB) e Marcelo Rangel (PPS), que disputam a mesma base eleitoral, Ponta Grossa, não devem esgotar tão cedo. O petebista divulgou um ofício assinado por Rangel, e destinado à direção da Assembleia Legislativa, no qual são solicitadas passagens aéreas e diárias para que ele pudesse ''representar'' a Casa na solenidade de posse do presidente estadunidense Barack Obama, em janeiro do ano passado. Negadas pela direção da AL, as diárias e as passagens acabaram saindo do bolso do próprio Rangel. ''Ele queria fazer turismo com dinheiro público'', atacou Canto.

Perguntinha
Impedir o protesto silencioso dos donos de quiosques do Centro de Londrina, que estão sendo despejados, não é desrespeitar o direito à livre manifestação expresso na Constituição Federal de 1988?

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