Ses­são ‘­fast ­food’
Ao contrário do que comumente acontece nas sessões ordinárias da Câmara de Londrina, a de ontem foi marcada pela rapidez. Com a ausência de quatro dos 19 parlamentares, a sessão durou menos de duas horas. Como num restaurante ''fast food'', vereadores receberam o relatório final da Comissão Processante que inocentou Rodrigo Gouvêa (sem partido) da denúncia de manter funcionária fantasma, aceleraram a discussão dos projetos, receberam a comitiva da Secretaria Estadual de Segurança Pública e, em seguida, encerraram o expediente.

Cheios de dedos
A agilidade pouco comum pode ter uma explicação: a de que ninguém queria ser encostado contra a parede ou então ser obrigado a deixar escapar algum comentário mais ácido sobre o relatório final da Comissão Processante conhecido ontem. Com um terço da legislatura atual (6 entre os 19 vereadores) tendo que dar explicações à Justiça, o jeito é manter a prudência.

Com quem andas?
Os próximos cinco dias prometem ser de agitação no meio político em Londrina. Com o fim dos trabalhos da Comissão Processante contra Rodrigo Gouvêa e o início da contagem regressiva para a sessão de votação do relatório final, já começaram as especulações sobre qual será o posicionamento de cada um dos 18 vereadores com direito a voto. Quem viver verá...

Sem perguntas
O coronel da reserva e secretário estadual de Segurança Pública, Aramis Linhares Serpa, fez uma visita surpresa ontem à Câmara de Londrina, que esperava há quase um mês uma oportunidade para debater a (in)segurança pública na região. Cercado por um batalhão de assessores, o secretário mandou avisar que não iria responder a nenhuma pergunta. Restou o prêmio de consolação: uma foto com todo mundo junto no plenário do Legislativo londrinense.

De carreira
A posse do novo presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel), o economista Ronald Thadeu Ravedutti, ontem de manhã, contou com a presença de muitos empregados da companhia que fizeram questão de mostrar que ficaram satisfeitos com a escolha de um funcionário de carreira do quadro da empresa. Na hora do discurso, Ravedutti, há 39 anos na Copel, se emocionou.

Atletiba
''Gostei da gravata'', gritou um colega copeliano, no meio do público, referindo-se à gravata verde do novo presidente da Copel. Ravedutti não perdeu a oportunidade e, dirigindo-se ao governador Orlando Pessuti (PMDB), apaixonado confesso pelo Atlético, disse: ''A gravata verde não é nenhuma afronta, viu''.

A guerra dos Roses 1
Pessuti minimizou de novo as reações do ex-governador Roberto Requião (PMDB) às mudanças que ele vem fazendo na equipe de governo. ''Não há nenhum racha, nenhuma divergência. Continuo com o meu ritmo de vida como sempre foi com Requião, e com uma lealdade a ele jamais questionável'', disse.

A guerra dos Roses 2
Questionado, Pessuti disse que não tem medo que a Convenção do PMDB tome uma medida em represália e não defina seu nome como candidato ao Governo do Estado. ''Se eu tivesse medo, não teria disputado pela primeira vez a deputado estadual, quando não tinha nem uma casa para morar e o único veículo era minha Variant Jaqueline. Se tivesse medo, não teria sido vice de Requião em 2002, quando ele só tinha 12% dos votos. O que eu não tenho é sentimento para briga, divergência'', disse.

Sobrou para Osmar
''O Osmar Dias é o cabeça de chapa. Se eu fosse o candidato ao governo do Estado, eu certamente procuraria o PP. O PT até agora não tem um candidato próprio'', justificou ontem o presidente do PT no Paraná, Ênio Verri, em resposta à reclamação de Ricardo Barros (PP), que sustenta que os petistas não o procuraram para conversar oficialmente sobre a possibilidade de uma aliança.

Perguntinha
Será que o corporativismo vai falar mais alto na votação do relatório final da CP contra o vereador Rodrigo Gouvêa?

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