Blin­da­gem ao che­fe
A julgar pelas recentes declarações de dois deputados no plenário da Assembleia Legislativa, há uma blindagem em andamento ao deputado Nelson Justus, presidente da Casa. Reportagens mostram que o gabinete de Justus que seus assessores praticam o nepotismo à vontade. Apesar disso, ele se nega a deixar o cargo até que o Ministério Público conclua as investigações na Casa, como sugeriu a seção Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil.

Um por todos...
Na terça-feira, o deputado estadual Luiz Carlos Martins (PDT), em discurso emocionado, conclamou os colegas a saírem em defesa de Justus e da Assembleia. ''Essa não é a Casa de um deputado só. É de 54 deputados'', bradou ele. Estaria ele sugerindo que todos contratam funcionários-fantasmas?

...e todos por um
Ontem, foi a vez do não menos polêmico Jocelito Canto (PTB) admitir que ele e os colegas fazem o condenável ''caixa 2'' nas campanhas eleitorais. E para piorar, o petebista criou polêmica maior ao afirmar que todos os 54 parlamentares são culpados pelas denúncias de irregularidades na Casa e, que Justus for afastado, ele e os demais colegas devem fazer o mesmo. Só para refrescar a memória, Jocelito já foi condenado por improbidade administrativa quando prefeito de Ponta Grossa (1997-2000) por suposta fraude em licitação.

PP e tucanos
O namoro entre pepistas e tucanos para as eleições de outubro teria ganhado força nos últimos dias, na visão do deputado estadual Ney Leprevost (PP). Segundo ele, a costura com o PSDB de Beto Richa ajudaria as duas legendas: ''Ricardo Barros (pré-candidato do PP ao Senado) não tem força na capital, como o Beto Richa. Por outro lado, ele está bem presente em Maringá e região, onde ele poderia ajudar o PSDB''.

E o PDT?
Atualmente integrante da base de apoio do governo federal petista, o PP ainda não bateu o martelo sobre o apoio aos tucanos no Paraná, o que, segundo Leprevost, só acontecerá na convenção, em junho. O PDT de Osmar Dias é quem tenta puxar os pepistas, já que as duas siglas também estão afinadas nacionalmente.

Capital x interior
Segundo Leprevost, o diretório do PP em Curitiba ''sempre foi pró-Beto'', ao contrário das lideranças do PP no interior, onde haveria ''mais resistência'' ao nome do tucano. ''Agora eu sinto que o pessoal do interior aceita melhor. A tese que eu defendia cresceu.''

Histórico
''Os erros vêm se acumulando de décadas. Não começou ontem, nem hoje.'' A frase é do presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Nelson Justus, ao justificar sua permanência no comando da Casa, que enfrenta uma série de denúncias de irregularidades.

Troca de líder
O deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) já até ensaiou o discurso de saída do posto de líder da bancada de apoio ao governo do Estado. Mas a substituição ainda não foi feita. Orlando Pessuti (PMDB) promete resolver o assunto até sexta-feira.

Há esperanças
A bancada paranaense ficou animada. Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA) garantiu que dará parecer favorável ao projeto de resolução do senador Osmar Dias (PDT) que anula a multa que o Paraná paga em razão da dívida do antigo Banestado. ACM Neto, relator da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, deu até a data para apreciar o projeto: 28 de abril. Era só o que faltava para a matéria ser levada à votação no plenário. Os três senadores e o governador Orlando Pessuti (PMDB) participaram do encontro com o parlamentar baiano.

Informatização do Judiciário
Tribunais de Justiça de todo país começam a receber equipamentos de informática doados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O órgão deve investir R$ 30,2 milhões na compra de 15 mil computadores, scanners, impressoras, aceleradores de rede, servidores e outros equipamentos. As doações são para estimular a informatização do Poder Judiciário. Os destinatários das doações foram definidos a partir das respostas dadas pelos próprios tribunais a um questionário aplicado pelo CNJ sobre governança.

Perguntinha
O eleitor paranaense ficaria sensibilizado se todos os deputados estaduais se afastassem do cargo?

mockup