Era de verdade


O 'racha' entre PT e PDT pela definição do apoio a Osmar Dias (PDT) tem mostrado ânimos cada vez menos afoitos à propalada coalizão entre os partidos. Pré-candidata ao Senado, a petista Gleisi Hoffmann sustenta que ''desde ano passado'' o nome dela a uma das vagas que serão liberadas pelo senador já era colocado, dessa forma, nas conversas com o pedetista.

- Por que a cobrança incisiva dele agora, portanto? ''Talvez porque não achassem que falávamos a sério, e que isso (vice) pudesse ser negociado mais para frente'', ela aposta.


Sobrou


Na linha de frente da cobrança de Osmar, Gleisi não é, porém, o alvo preferido das queixas do pedetista em relação a petistas do Paraná - não é para menos que ele afirma que vai negociar com Lula. Se o presidente vai bater de frente com o diretório nacional ou cavar o palanque de Dilma com o PDT, no Estado, os próximos dias é que trarão a resposta.


Incomoda ''demais''

O que para Osmar é indefinição petista e, para o PT, posição irrevogável, ontem foi anunciada pelo senador como ''situação incômoda''. Em entrevista à Rede Massa/TV Cidade, soltou o verbo - logo após assistir, com cara de poucos amigos, a declarações de Gleisi à mesma emissora sobre a aliança não nos moldes cobrados por ele. ''Esse assunto para mim está incomodando demais'', disse, ao avisar que espera, até semana que vem, o encontro com Lula.


No boteco


Osmar se mostrou pouco à vontade com os tuiteiros do PT - ele não citou, mas um dos mais assíduos tem sido o secretário de Comunicação dos petistas deputado federal André Vargas. ''Em Twitter fica bom o sujeito que não tem coragem de falar na cara ficar me agredindo. Se for para conversar naquele nível do Twitter de alguns do PT, melhor ir para o boteco discutir'', afirmou, na entrevista.

- À noite, Gleisi minimizou eventual efeito que as críticas entre as partes, ainda que não diretamente a ela, possam trazer nas urnas. ''Os ânimos às vezes se exaltam, as pessoas se sentem no direito de falar. Mas queremos conversar e reconstruir os laços, talvez não nos termos que o senador queira'', ela avisou.


Na conta do londrinense


Por sinal, a visita de Osmar à ExpoLondrina mobilizou a estrutura da Prefeitura de Londrina - em releases de aviso de coletiva e até de matérias sobre a cobrança do pedetista ao PT - desde anteontem a ontem à noite. Osmar, por sua vez, diz que quer a resposta de Lula para pegar a estrada, em campanha. Se a Prefeitura não quer ser tão isenta na questão eleitoral, será que o senador ao menos vai sair à estrada se licenciando do cargo no Senado?

O trecho

  O ex-governador Roberto Requião deixou o Palácio das Araucárias (sede provisória do governo do Estado), mas manteve o hábito de atualizar com frequência sua página no Twitter. Requião avisou ontem que está correndo o trecho. ‘‘Agora em Cerro Azul a caminho de Dr Ulisses. Comício municipal’’, informou. Além de contar como está a rotina de ex-governador, ele também aproveita para inumerar o que considera conquistas de seu governo, e faz campanha para garantir uma vaga no Senado.

Susto

O avião que levava o deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB) para União da Vitória ontem teve um problema no pouso, ficou desgovernado e só parou fora da pista. O freio da aeronave teria apresentado defeito, o que causou o acidente. O parlamentar avisou - via Twitter - que não se feriu, apesar do susto. E ainda aproveitou para mandar -, via iPhone - fotos do avião para a imprensa. Depois do acidente, Rossoni seguiu com a agenda no interior. Sinal de que nem acidente aéreo para político em campanha pela reeleição.


Perguntinha


Manter nos quadros servidor já falecido seria um caso concreto de funcionário ''fantasma''?

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