INFORME FOLHA
No banco dos réus
De novo: um juiz seguro, fazendo uso de sua autoridade, proíbe o uso da ''pulseirinha do sexo''. Famílias ficam aliviadas. Mas há os paladinos da liberdade. Falam o que acham que rende ibope e os torna simpáticos e moderninhos. Então questionam a proibição.
- Alguns veículos de comunicação ajudam. Querem afamar a pulseinha.
No pódio
Uma mesma emissora de televisão que já foi criticada por estimular a sexualidade em horário precoce, coloca a versão de uma psicóloga que questiona a decisão. Só ela fala.
- De imediato, pergunta ao público a quem caberia a decisão de proibir: aos pais ou ao juiz? A resposta foi óbvia. Mesmo assim a diferença foi pequena: 51% contra e 50% a favor dos pais.
A pergunta é a resposta
O que move o mundo são as perguntas, não as respostas, diz o mote da campanha de uma TV educativa. O conceito, às vezes, vale para a pesquisa de opinião. O que pontua a resposta é a pergunta, não necessariamente o fato, nem o bom senso.
Contradição
Como assim? A resposta (a esta dúvida) está na enquete feita pelo mesmo canal, só que em outro programa, dias antes. Quando a pergunta foi direta: deve-se ou não proibir as pulseirinhas do sexo, 56% se manifestaram a favor e cerca de 44% foram contra a proibição.
- A impressão que fica é que a resposta precisava agradar a garotada. Então, busca-se a resposta. E somos todos modernos de pulseira em punho.
Quase vazio
A rotina da Assembleia Legislativa do Paraná aparentemente mudou depois dos últimos escândalos. Ontem, embora o painel eletrônico registrasse mais de 30 parlamentares no plenário, na prática só cerca de dez acompanharam a sessão até o fim. O presidente da Casa, Nelson Justus (DEM), e o primeiro secretário Alexandre Curi (PMDB) estavam entre os ausentes.
Nelson Garcia
Quem retornou ontem ao Legislativo foi Nelson Garcia (PSDB), que estava licenciado para atuar na Pasta do Trabalho, na gestão Requião (PMDB), e agora volta para tentar a reeleição nas eleições de outubro.
Multa
Logo quando tomou posse, na quinta-feira última, o governador Orlando Pessuti (PMDB) admitiu que uma das suas missões até o final do ano era resolver o imbróglio da multa do Banestado, coisa que seu antecessor não conseguiu fazer. Ontem, Pessuti disse que pediu apoio da bancada de deputados federais do PMDB paranaense e avisou que nos dias 14 e 15 de abril irá a Brasília para tratar da situação com o presidente Lula e os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Guido Mantega (Fazenda).
- Pessuti também informou que já se reuniu com os senadores Alvaro Dias (PSDB) e Osmar Dias (PDT), e também falará com Flávio Arns (PT). Na solenidade de posse de Pessuti, quinta-feira, nenhum dos senadores apareceu por lá.
As diferenças
Já nos primeiros dias o governo Pessuti (PMDB) mostrou uma diferença em relação ao de Roberto Requião: a primeira-dama Regina Pessuti tem aparecido sempre ao lado do marido. Foi ela que comandou a ''posse simbólica'' realizada em Lunardelli (95 km ao sul de Apucarana), no último domingo.
Mais nomes
O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), anunciou ontem o substituto do secretário municipal Antidrogas, Fernando Francischini. Quem irá ocupar a cadeira é Nazir Abdalla Chain, que era superintendente da Pasta. Assim como Francischini, Chain também é da Polícia Federal e estava na Secretaria Antidrogas desde janeiro do ano passado.
Mais do mesmo
O procurador-geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, será reconduzido amanhã ao cargo. Ele foi reeleito pela quarta vez. O novo mandato é de 2010 a 2012. Candidato único, Sotto Maior recebeu 89% dos votos válidos na eleição, que foi realizada em fevereiro.
Perguntinha
Se a três meses do início da campanha eleitoral para as eleições de outubro apenas 30 dos 54 deputados registraram presença no painel da Assembleia Legislativa, o que acontecerá então a partir de julho?





