Oficialismo na TV



País da mídia puxa-saco, no Brasil as emissoras de televisão comemoram sem parar a adoção da tecnologia da imagem digital. Aliás, em termos de imagem a televisão está maravilhosa. A concepção digital é um choque de qualidade.

- Mas a televisão brasileira precisa de outros choques. Todas os canais precisam, neste momento, de um choque de qualidade na lida com a notícia.

- Os telejornais, por exemplo, não conseguem romper com o oficial. Transmitem o que interessa aos governos, nas esferas federal, estadual e municipal. Cada agradinho na sua esfera.



Direito de opinar



Um juiz usa sua autoridade, faz prevalecer o bom senso e toma uma decisão que é um alívio para os pais de adolescentes: proíbe o uso das ''pulseirinhas do sexo''. No dia seguinte, ocupando um espaço democrático do jornal, pessoas questionam. Acham que a medida é ''autoritária'' e pedem esclarecimento.

- O que é medida autoritária para essa gente?

- Diariamente, governantes tomam medidas arbitrárias e essas pessoas não se incomodam. No entanto, quando uma medida - ainda que meio dura, porém necessária - é tomada em defesa da família, aí aparecem os paladinos da liberdade para questionar.

- Querem saber qual a justificativa.

- Outro que é contra, mas não sabe distinguir ''pulseiras sexuais'' de inofensivos anéis, brincos e tatuagens.

- Mas todos têm o direito de se manifestar e o jornal estimula o debate, independente da posição e com opiniões divergentes e convergentes.



São ingênuos?



Por ingenuidade ou cinismo, há políticos e analistas políticos que nos seus comentários, afirmam o seguinte: ''Com a desincompatibilização dos governadores, ministros e secretários, está dada a largada da campanha eleitoral 2010...''


Ou cínicos?



Gente, as campanhas, para um monte de candidatos, a começar pela ministra Dilma Rousseff à Presidência da República, começou faz tempo. Tudo com o uso da máquina administrativa. Só não enxerga quem não quer.


Desdém



O presidente Lula chegou a ironizar a multa que lhe fora aplicada pela Justiça Eleitoral.


Não seria em junho?



Há outro detalhe nessa desmoralização toda. A corrida ao Planalto, pela legislação eleitoral - que ninguém dá bola - deveria começar em junho, com a indicação oficial dos candidatos pelos seus partidos.



Homenagem em família



Mudou de nome o Hospital Regional de Guaraqueçaba. O local era cotado para receber o título de Hospital Wallace Thadeu de Mello e Silva, homenagem ao pai do ex-governador Roberto Requião. Mas agora passa a ser denominado Hospital Lucy Requião de Mello e Silva, mãe de Requião. A mudança foi sacramentada na última quinta-feira, data da renúncia do governador, por meio de um decreto.


Legado



Foz do Iguaçu foi três vezes campeã em número de assassinatos de jovens e adolescentes durante o governo Requião. A informação é do deputado federal Eduardo Sciarra (DEM), que credita os números negativos à ''incompetência da política de segurança pública'' do ex-governador. Ele aproveita os dados para estender a crítica ao governo federal, que não teria colocado as Forças Armadas para cuidar das fronteiras do Estado com o Paraguai e a Argentina.


Sigilo



Um projeto que facilita a quebra do sigilo bancário pela Polícia Federal e Receita foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. O texto permite que a PF, a Receita e o Tribunal de Contas da União tenham acesso a dados bancários mediante ordem judicial. Também prevê ao Ministério Público o direito de pedir à Justiça o bloqueio de contas suspeitas.


Perguntinha




Se a sociedade resolvesse malhar todos os corruptos não faltariam Judas neste sábado de Aleluia?

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