INFORME FOLHA
Sem segurança e sem celular
Em Curitiba, para melhorar a segurança dos cidadãos que querem usufruir de serviços bancários sem serem assaltados na saída da agência, a proposta dos vereadores da cidade é proibir o uso de celulares dentro dos bancos. Um projeto de lei sobre o assunto já tramita na Câmara Municipal. Para os parlamentares os assaltos a correntistas acontecem porque os criminosos utilizam celulares para se comunicar com os comparsas e planejar o ataque.
- Então, ao invés de pedir mais policiamento e segurança, os vereadores querem impedir o uso do celular por todos, criminosos ou não, dentro dos bancos.
Apoio ao MP
O Partido Verde divulgou ontem nota de apoio a manifestação do promotor de Justiça Fuad Faraj de repúdio ao convite feito pelo presidente da Assembleia Legislativa, Nelson Justus (DEM), para que integrantes do Ministério Público (MP) integrem a investigação interna promovida pelo legislativo. Faraj declarou, em carta aberta destinada ao procurador-geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior, que a instituição não pode ''andar de mãos dadas com um suspeito''.
- O MP abriu na semana passada um inquérito para investigar denúncias de desvio de recursos e contratação de funcionários-fantasma na Assembleia.
Mantido 1
O prefeito de São João do Triunfo (região de Irati), Luiz de Lima (PT), conseguiu reverter no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a decisão de primeira instância que havia cassado seu mandato por abuso de poder econômico. Lima estava no cargo porque o TRE havia concedido efeito suspensivo ao recurso. A acusação contra o prefeito é de que ele, que foi reeleito, teria reduzido o valor da passagem de ônibus do município de R$ 3,50 para R$ 0,50 através da instituição de um sistema público de transporte, com fins eleitoreiros. Lima foi mantido no cargo por quatro a dois.
Mantido 2
Os integrantes do Tribunal entenderam que como o autor da ação e candidato derrotado, Marcelo Distefano, que era vereador à época, votou pela instituição do sistema, ele também se beneficiou da medida e ela não teria influenciado o resultado do pleito. O advogado de Distefano, Guilherme Gonçalves, já avisou que vai entrar com um embargo de declaração no TRE e recorrer da decisão junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Multado
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) manteve ontem a multa de R$ 53 mil contra um blogueiro paranaense por divulgar em seu blog uma pesquisa de intenção de votos não registrada. O texto, publicado em fevereiro como comentário, continha dados de de uma pesquisa feita pelo Instituto Bruno Lopes sobre o governo Roberto Requião e a eleição para governador. O blogueiro já havia sido multado em decisão de primeira instância. Recorreu, mas teve o pedido indeferido por unanimidade.
- Enquanto isso, Lula ironiza a multa e continua fazendo campanha com uso da máquina administrativa.
Infidelidade
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) rejeitou um pedido de perda de mandato impetrado pelo PSDB contra o vice-prefeito de Fazenda Rio Grande (Região Metropolitana de Curitiba), Nassib Kassen Hammad. O partido alegava que Hammad deveria perder o cargo uma vez que deixou o PSDB e ingressou no PTC depois de eleito. Se o vice-prefeito tivesse o mandato cassado, o cargo ficaria vago pelo resto do mandato, uma vez que não há suplente nesses casos. A decisão favorável a Hammad recebeu a maioria dos votos no Pleno do TRE na última quinta-feira. Ele foi eleito na chapa do prefeito Chico Santos (PSDB).
Improbidade
O Ministério Público apresentou à Justiça uma ação civil pública contra o prefeito de Uraí (26 km a oeste de Cornélio Procópio), Susumo Itimura. Os promotores acusam Itimura de manter um esquema de desvio de verbas do município que já teria causado um rombo de R$ 44.880,30 na prefeitura. Segundo a ação, o prefeito usaria notas frias para justificar gastos em serviços que nunca foram prestados.
À flor da pele
O governador Roberto Requião vem demonstrando um nervosismo acima do normal. Dias atrás, agrediu verbalmente um bombeiro que o questionou sobre o reajuste do salário.
Perguntinha
Se Requião fez e aconteceu, como propala, em oito anos de governo, então por que tanto nervosismo ao ser indagado sobre coisas básicas como a inauguração de obra inacabada?





