INFORME FOLHA
Tintin
Logo após a sessão de depoimentos que culminou na soltura do vereador Joel Garcia (PDT) ontem, no Fórum, o coordenador do Gaeco em Londrina, promotor Cláudio Esteves, mostrou que para algumas questões não tem jeito: é oito ou 80.
Dura lex, sed lex
A posição do promotor foi colocada ao ser indagado se o MP passou a entender de forma diferente o conceito de funcionário ''fantasma'', a partir das alegações recentes das defesas de Joel e do vereador Rodrigo Gouvêa (PRP), que também responde pela mesma acusação. Nesses dois casos, é comum ouvir advogado argumentar que, ainda que em trabalho externo, fora de gabinete, o assessor não pode ser classificado de ''fantasma''.
Atividades ''estranhas''
''De maneira nenhuma passamos a entender isso de outra forma. Não se pode aceitar o trabalho com atividades completamente estranhas ao poder Legislativo, sem frequentar gabinete, como já aconteceu no passado. Agora há legislação que regulamenta razoavelmente o assunto; de qualquer forma, o assessor dito fantasma é diferente: é a pessoa nomeada a um cargo para o qual não trabalha'', disse o promotor.
Desgastando a imagem
Os vereadores que desistiram do autorreajuste salarial, aprovado na semana passada, e que resolveram na sessão de anteontem ''abrir mão'' dos 4,36% para não terem a imagem desgastada, conforme orientação do TC, ainda terão que arcar por mais algum tempo com as consequências da polêmica.
Pela moralidade
Já tem grupo aproveitando para surfar na onda levantada pelo MP. E que anuncia manifestação no Calçadão, no próximo sábado, para coletar assinaturas ''pedindo moralidade na Câmara de Londrina''. Não faltarão cartazes e criaturas do outro mundo querendo se aparecer.
Propaganda antecipada
Se depender da propaganda em outdoors de um deputado federal - numa abusiva campanha eleitoral antecipada -, não faltam mais vagas nas creches de Londrina. Segundo informa o tal anúncio espalhado em pontos estratégicos da cidade, 300 novas vagas teriam sido abertas nas creches. Isso, alardeia o ex-suplente, em dez meses no cargo. Alguém aí viu onde estão as tais vagas?
Condição do PDT
Pedetistas paranaenses pediram ao presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, para cobrar do presidente Lula (PT) um ''palanque único'' no Estado ao senador Osmar Dias (PDT). A base da negociação é a seguinte: Osmar Dias aceita a aliança com o PT, mas cobra que todas as legendas que integram a base aliada do presidente Lula estejam com ele na eleição regional, incluindo o PMDB.
Condição política
A condição foi colocada durante uma reunião das lideranças do PDT paranaense com Carlos Lupi, anteontem. ''Osmar Dias não é candidato para marcar posição. Ele é um candidato pronto. E agora só precisamos dar condições políticas para ele ganhar a eleição'', defendeu o deputado estadual Augustinho Zucchi (PDT).
Base quebrada
Na prática, contudo, ninguém sabe no que vai dar, já que Orlando Pessuti se mantém até agora firme em sua pré-candidatura ao governo do Estado pelo PMDB. Já o PP, de Ricardo Barros, está mais perto dos tucanos de Beto Richa.
Aliados em crise
Para o deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), a tentativa do PDT não deve vingar. ''O Osmar Dias só precisava que o PT chamasse o PMDB e os petistas conseguiram transformar uma crise entre o governador Requião e o Paulo Bernardo numa crise institucional'', provocou ele.
Multado
O Tribunal de Contas da União (TCU) multou em R$ 10 mil o ex-prefeito de Morretes (Litoral do Estado) Hélder Teófilo dos Santos, por irregularidades na realização de uma licitação. Santos teria cometido erros no processo de escolha da empresa que realizou obras de infraestrutura turística na cidade. Entre as irregularidades estaria a cobrança de R$ 500 pelo edital da licitação e a mudança de regras do edital cinco dias antes da abertura do certame. Para o TCU, os problemas comprometeram a competitividade entre as empresas participantes.
Perguntinha
Os costumeiros ataques do presidente Lula aos meios de comunicação não mostram uma clara intenção de restringir a liberdade de imprensa?





