Rural e o PMDB



A propósito de notas divulgadas ontem nesta coluna sobre evento do PMDB na Sociedade Rural do Paraná: leitores ligados ao agronegócio entraram em contato com o jornal estranhando a informação e, ao mesmo tempo, discordando do que chamaram de ''alinhamento'' da entidade a uma determinada candidatura.


Duplo sentido



O jornal não veiculou nem uma coisa, nem outra. A FOLHA usou o título ''Entre amigos'' porque este é o nome que o partido deu ao evento. Na verdade: ''Encontro do PMDB e Amigos'' - para uma análise da situação política no Estado.


Sem alinhamento 1



A FOLHA também não disse que está havendo ''alinhamento'', tampouco sugeriu, ou deixou entrever, que a entidade apoia o candidato do PMDB. Às pessoas que ligaram, a FOLHA agradece e sugere que o protesto seja levado à diretoria da entidade.


Sem alinhamento 2



Recebemos ligações também de um diretor da Rural (que não gostou da repercussão) ressalvando que o fato de o evento do PMDB ser no Parque Ney Braga não significa que a entidade tenha qualquer participação. Nem indica apoio ao candidato do partido.



O calvário e o advogado



O advogado do vereador Joel Garcia (PDT), Maurício Carneiro, disse ontem que aguarda para a próxima quinta-feira o julgamento do mérito do pedido de habeas corpus do vereador, no Tribunal de Justiça (TJ-PR). Liminarmente, a concessão já foi negada tanto no TJ-PR quanto no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. Para o advogado, as negativas são ''um desprezo para com a liberdade do Joel, uma violação aos direitos dele''.

- Acusado de supostamente interferir indevidamente na coleta de provas da investigação sobre contratação de assessora ''fantasma'', Joel completa hoje 36 dias de prisão preventiva.


Já viu esse filme?



Sobre a investigação que a Câmara fará sobre a suposta ''fantasma'', o advogado do vereador deu a dica do que vem por aí: ''Não tenho essa preocupação, pois existem filmagens do circuito interno da Câmara provando que a ex-assessora de fato trabalhou no período em que esteve nomeada'', disse Carneiro.


Ops!



As declarações do prefeito Barbosa Neto (PDT) publicadas ontem na FOLHA sobre a visita de véspera na Câmara de Vereadores, sobre uma possível mudança no discurso com a Sanepar, não foram bem recebidas pela alta cúpula do governo.


Tempo de 'tuitar'



Após entrevista por telefone ontem com o presidente da Sanepar, Stênio Jacob, por exemplo, a reportagem recebe a ligação de Curitiba. Jacob na linha: segundo ele, o governador Requião acabara de lhe dizer que, por telefone, Barbosa dissera que não teria admitido - conforme o jornal publicou - romper com a estatal. ''O governador inclusive já pôs isso no Twitter'', comentou Jacob.


Aqui, Pref!



De fato, na página pessoal na internet o governador diz que o prefeito lhe informara que o publicado teria sido uma mentira, mas, segundo Requião, ''sobre a privatização da Sanepar. Pref. (prefeito?) desminta publicamente.'', diz.

- A FOLHA tentou várias vezes ontem contato com a assessoria do prefeito, mas ninguém atendeu.


Não colou


Se de fato Barbosa falou a Requião sobre ''privatização da Sanepar'' - a menos que o governador tenha se confundido, ante a profusão de ''tuitadas'' dos últimos dias -, não foi a FOLHA que mentiu, uma vez que a coletiva de quinta não tratou de tal possibilidade; e, mesmo que o prefeito quisesse, não poderia. Mas se o pedetista não encontrou respaldo no aviso subliminar que enviou ao governo, por meio da imprensa - pois disse que o ''atual contrato precário'', pouco vantajoso, teria rendido já perdas de R$ 30 milhões ao Município e admitira, sim, a possibilidade de outras empresas serem consultadas -, o problema não é da FOLHA.

- Informado sobre o fato de a coletiva ter sido gravada, e reafirmada a posição explicitada por Barbosa, a Sanepar evitou polemizar.



Perguntinha

E precisa o presidente Lula pedir licença do cargo para fazer campanha para a ministra Dilma Rousseff?

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