INFORME FOLHA
Nossos leitores!
Leitor é aquele que se incomoda. Que discorda do jornal, que aplaude, desabafa. Mas está sempre solidário. Às vezes descobre coisas que os jornalistas nem percebem.
Exemplos?
Até poucos anos atrás, os políticos envolvidos em escândalos negavam as acusações e, incomodados, se queixavam do ''denuncismo'' na imprensa. Pelo menos temiam a repercussão e, então, negavam.
- Outros diziam que aquilo (o escândalo) não era com eles. E outros nada sabiam. Enfim, havia preocupação com a imagem.
'Sem sentido'
Agora, despreocupados, passam a desdenhar. Dias atrás, o deboche partiu de José Dirceu, homem forte do governo. Dirceu disse que uma denúncia da ''Folha de São Paulo'' contra ele tratava-se de ''matéria sem sentido''.
'Sem base sólida'
Ontem quem zombou foi o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel também petista. Diante de denúncia sobre sua participação no mensalão do PT, Pimentel disse que a reportagem ''não tem base sólida''.
Leitor não perdoa
''Denuncismo'', ''Não tem sentido'', ''Não tem base sólida''. Leitor londrinense viu a notícia em Curitiba, ligou para a FOLHA e brincou: ''Base sólida quem precisa ter são os edifícios, em tempo de tremores...notícia tem que ser verdadeira... e pt saudações...''
O DEM não se assustou
Na verdade, a repercussão junto a opinião pública parece não preocupar alguns políticos. Se não fosse assim, depois do mensalão do PT, jamais aconteceria o mensalão do DEM, em flagrante de arrepiar.
Aqui também
Depois dos escândalos Bonilha e Barros, jamais poderiam ocorrer os episódios Joel Garcia e Gouvêa. Sem falar que os beneficiados pela impunidade, aqueles poupados pela morosidade da Justiça, foram cassados pelo voto do povo: não se reelegeram.
Esbranqueando a chapa
Circula em Ibiporã - ao todo, foram confeccionados 10 mil exemplares - um jornal de ''prestação de contas'', no mínimo, curioso. Com o sugestivo nome de ''Um ano de muito trabalho e conquistas'', o material distribuído e confeccionado pela Prefeitura lista ''43 boas notícias'', ou 43 obras e projetos em fase de licitação e de execução. Do total, por sinal, apenas 16 estão nesta última situação.
Máquina de ilustração
O jornalzinho de 16 páginas, todo colorido, é assinado por funcionários da administração. Autointitulado ''jornal de prestação de contas e divulgação das ações da Prefeitura de Ibiporã'', cita que as ''conquistas só estão sendo possíveis'' graças ao apoio de várias instâncias de governo - na municipal cita ''vereadores parceiros do Município'' - e é um verdadeiro desfile de maquetes ilustradas.
Que fase
Não fossem os selos ''Em fase de Projeto'', ''Em fase de licitação'', ou, mais esparsos, ''Em fase de execução'', seria mesmo de encher os olhos um canteiro de obras tão vistoso ao lado da esburacada Londrina.
- Ainda bem que algumas fotos, no lugar das maquetes, ganharam o crédito que lhes era de direito: ''meramente ilustrativa''. Para as maquetes, vale o crédito: ''perspectiva digital do projeto''.
Londrinenses, uni-vos!
Até ''o tão esperado asfaltamento'', como assinala a publicação, da Estrada dos Pioneiros, entre a Zona Oeste de... Londrina e o Jardim Santa Paula - este sim, em Ibiporã - entrou para o cômputo da prestação de contas. Tudo bem que o projeto, estimado em R$ 15 milhões, recebeu o selo ainda da ''fase de projeto'': mas o londrinense poderá cobrar o prefeito José Maria Ferreira (PMDB) pelo selo - nenhum ainda, no jornalzinho - ''obra entregue''?
Escola
Em Londrina, o histórico de publicações demandadas pelo Executivo para divulgações de atos da administração já rendeu condenações na administração passada - no caso, suposta promoção pessoal do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT) com dinheiro público.
Perguntinha(s)
No Paraná a escolha de Beto já está definida. E para a Presidência da República? O PSDB vai esperar Dilma ultrapassar Serra nas intenções de voto para lançar o seu candidato?





