INFORME FOLHA
O buraco é embaixo
O início das obras de escoamento da água da chuva, ontem, na Câmara de Vereadores de Londrina, deu margem a outra leva de piadas sobre o prédio da ''egrégia casa de leis'' da cidade.
- Em outubro, mês de chuvas intensas, o alvo foram as rachaduras no prédio - as quais demandaram, agora, a intervenção que vai custar R$ 29.500.
Buraco do veneno
Ontem, os buracos abertos para as obras liberaram muito mais do que terra: a imaginação de alguns é que correu solta. De ''rota de fuga'' a ''cova para se enterrar de cabeça para baixo'', não faltaram comparações das mais inusitadas.
Folião fora de época
E também pela Câmara, comentário mais que crescente, ontem, nos bastidores, era o de secretário municipal já em clima de carnaval.
- Em busca de um dos chefes de pasta, a informação que teria sido fornecida ao Legislativo é que ''só depois do dia 18'' (Carnaval é dia 16) a pessoa procurada estaria na cidade.
- Interesse público, alguém lembra o que é?
Tucanos 1
O presidente do PSDB no Paraná, Valdir Rossoni, jura que não houve interferência nacional na decisão de adiar a escolha do nome tucano para a eleição ao governo do Estado. Mas ele também não soube explicar até agora por que o resultado do encontro com Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, foi capaz de adiar o que os tucanos locais chamavam de ''inadiável''.
- Guerra passou por Curitiba na quarta-feira, quando conversou com Rossoni, Beto Richa e Affonso Camargo.
Tucanos 2
Rossoni afirma que Guerra, no encontro, apenas queria ''entender o quadro local''. Mas a participação do presidente nacional no assunto ocorreria a pedido de Alvaro Dias. Na disputa interna com Beto Richa, pela indicação ao governo do Estado, Alvaro perde no ninho local.
- Amanhã, em Brasília, Beto e Alvaro prometem uma reunião final sobre o assunto. Um deles desistirá, mas ninguém admitiu ainda quais as bases da negociação.
Juízo
O presidente do PPS no Paraná, Rubens Bueno, insiste na aliança que une Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT) e, durante entrevista a uma rádio, pediu ''juízo'' aos dois. Ele entende que os tucanos e os pedetistas paranaenses devem participar de uma coligação para defender no Estado a candidatura à presidência da República do governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
- Para ele, os partidos da coligação devem ''deixar os interesses particulares'' para ''priorizar o projeto nacional''.
Contradição política
Ao avaliar a possibilidade de aliança entre Osmar Dias e o PT de Dilma Rousseff, Rubens Bueno afirma que a parceria é uma ''contradição política''. Segundo ele, Osmar pode iniciar a disputa eleitoral em desvantagem porque o perfil dos eleitores dele é diferente.
Nome próprio
Rubens Bueno admite, contudo, que, se a tese da ''ampla aliança'' não vingar, o PPS pode até lançar candidatura própria.
Otimismo 1
Orlando Pessuti, pré-candidato ao governo do Estado pelo PMDB, disse ontem que está otimista com as eleições. Ele acredita que a mudança de postura do governador Requião colaborou: ''O próprio governador não deixava claro. Agora ele tem afirmado que o nosso candidato é o Pessuti''.
Otimismo 2
Nos cálculos do peemedebista, ele conta com o apoio de 250 prefeitos de municípios paranaenses. ''E isso fará diferença'', sustenta ele.
Perguntinha
A união de PT, PSDB e DEM para derrubar a resolução do Tribunal Superior Eleitoral que acaba com as chamadas doações ocultas das empresas nas campanhas eleitorais não é sinal que algo estranho - e fora do alcance do eleitor - ocorre nos bastidores políticos?





