INFORME FOLHA
CP do 'fantasma'
A Comissão Processante (CP) formada na noite de anteontem, na Câmara de Vereadores de Londrina, para investigar o vereador Rodrigo Gouvêa, faz a primeira reunião na próxima segunda-feira. O grupo tem 90 dias para conclusão dos trabalhos, os quais, segundo o presidente da CP, Amauri Cardoso (PSDB), devem incluir tomadas de depoimento de acusadores e acusado no caso de suposta funcionária ''fantasma''.
Surpresa?
E a ''surpresa'' prometida por Gouvêa em sua página no Twitter, dias atrás, para a primeira sessão do ano, não vingou. Nenhum fato novo - à exceção da defesa aguerrida da vereadora Sandra Graça (PP), em plenário, sobre a legalidade de se votar, nas circunstâncias de então, a admissibilidade da CP.
- Indagado pela FOLHA sobre a ''surpresa'' prometida, Gouvêa, anteontem à noite, ironizou: ''Está aqui: é meu advogado'', respondeu, apontando para o advogado Guilherme Gonçalves.
Comissões na Câmara
No fim das contas - ou melhor, das longas horas de debate sobre a CP -, outro assunto de destaque na pauta da Casa, a composição das 12 comissões permanentes, acabou ficando para a sessão de hoje. Na terça, o prefeito Barbosa Neto (PDT), em visita com um pelotão de choque do primeiro escalão, disse que não interefe nas questões do Legislativo - indagado, por exemplo, sobre a CP. A conferir, na formação dos grupos, hoje.
Muita pompa
Quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) assumiu, por decisão do Tribunal Regional Federal da 4 Região (TRF-4), as BRs do Paraná, em maio de 2009, tratou logo de chamar a imprensa para apresentar as armas.
- Em uma tarde, no posto da BR-369 em Ibiporã, fizeram uma grande fiscalização, com motos, várias viaturas e dezenas de policiais armados com pistolas .40, carabinas CT .40 e fuzis Bushmaster 556.
- Mostraram também computadores portáteis que funcionam com sinal de telefonia celular e 12 etilômetros. Até um helicóptero da PRF veio, para ficar poucos dias, para o Norte do Paraná.
E agora?
Nos primeiros meses, a PRF mostrou serviço, com diversas apreensões e homens fiscalizando a pista quase o tempo todo. Mas, de três meses para cá, parece que os patrulheiros federais sumiram. Nas reportagens que a FOLHA fez nos últimos sessenta dias na BR-369 os policiais praticamente não foram vistos no asfalto. O que houve?
Beira o descaso
Anteontem, as águas do Córrego Paraguai (próximo a Bandeirantes) começaram a subir e chegaram ao acostamento da BR-369 às 16h. Às 20h, a situação era crítica, pois as águas já haviam invadido o asfalto. A reportagem da FOLHA estava por lá e quase foi testemunha de acidentes gravíssimos.
- Uma dupla de policiais rodoviários federais só chegou ao local uma hora depois para decidir sobre a interdição ou não do ponto e orientar motoristas.
Cadê aquilo tudo?
Chega a ser curioso para um órgão que chegou mostrando uma série de aparatos tecnológicos não contar sequer com um número de telefone fixo que possa ser informado aos usuários da rodovia. Os policiais têm que se comunicar entre si por celulares, muitas vezes deles próprios.
Briga
''Temos que mostrar as diferenças entre nós e nossos adversários e não digladiarmos dentro da trincheira.'' Do deputado federal André Vargas (PT/PR) sobre a briga protagonizada entre o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT), e o governador Roberto Requião (PMDB).
Paraná virtual
''O Paraná pintado pelo governador Requião, em seu exacerbado e cansativo pronunciamento, só existe no virtual, porque a realidade está bem diferente.'' Do líder da oposição, deputado estadual Élio Rusch (DEM), sobre o discurso do peemedebista na abertura dos trabalhos do Legislativo, segunda-feira.
Perguntinha
Desde quando os discursos dos governantes são compatíveis com a realidade?





