Ooops!

A volta dos trabalhos na Câmara, ontem à tarde, teve momentos pitorescos. Bastante pitorescos. A claque que acompanhava - com faixas todas no mesmo estilo - a discussão sobre abertura de Comissão Processante, por exemplo, não perdeu uma oportunidade de vaiar qualquer deslocamento, por mais curto que fosse, em plenário, do ex-afastado Rodrigo Gouvêa.

- Do lado de baixo das galerias, faltou só a declaração do patrocinador dos manifestantes sobre o quanto fora pago - e não só pelas faixas.


Cadê o Sílvio?



Por outro lado, a mesma claque errou a mão e perdeu o timing, em certo instante: justamente quando a vereadora Sandra Graça (PP) discursava contra parecer da Procuradoria Jurídica que ia contra, justamente, o vaiado Gouvêa. A plateia achou bonito o discurso e aplaudiu. Fora dali, ninguém entendeu nada - e diante do riso geral, as galerias voltaram à função: vaia geral. Já era tarde.


Ma oe!


Não faltaram piadas sobre placas de auditório: ''aplausos'', ''vaias'', ''eeeee'', ''uuuuu'' foram as mais lembradas... Depois, porém, o clima esquentou - a ponto de o presidente da Mesa, José Roque Neto (PTB), ameaçar a retirada dos mais afoitos (agora devidamente ligados de novo à questão) da galeria.


Ungido?



Pitoresca também foi a entrada do prefeito Barbosa Neto (PDT) e sua comitiva de primeiro escalão, na primeira sessão do ano: a chegada ao plenário do grupão aconteceu embalada pela música ''Ave Maria''.

- Em tempo: o tom religioso não era para Barbosa e seus secretários, mas para a fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, morta no terremoto no Haiti, no último dia 12, e homenageada pela Mesa na sessão de abertura.


Veto ao TC



O projeto de lei do Tribunal de Contas (TC) do Estado vetado parcialmente pelo governador Roberto Requião (PMDB) está entre as primeiras polêmicas que entram na pauta do Legislativo. Ontem, na sessão solene de abertura dos trabalhos da Casa, o governador Requião novamente justificou seu veto: ''Não tem cabimento uma pessoa ser promovida sem concurso público, mudar de carreira sem concurso público. Não é por aí. É ilegítimo em qualquer lugar. E se eu aceitasse isso eu deveria aceitar também para os 200 mil funcionários do Estado''.

- Não é a primeira vez que o governador Requião veta tal proposta do TC.


Temer x Requião



O governador Requião (PMDB) disse ontem que ainda acredita no apoio da maioria peemedebista ao projeto da candidatura própria à presidência da República - ao invés da aliança com o PT, capitaneada pelo deputado federal Michel Temer (SP) - e criticou a convenção do próximo dia 6, que definirá o novo comando da legenda e, por consequência, os rumos eleitorais do PMDB. ''Acho irrazoável uma convenção abrupta assim. Aliás, do ponto de vista legal, ela nem é válida. As chapas deveriam ser registradas integralmente oito dias antes da convenção. Seguramente, o Temer não tem sua chapa completa'', disse ele.


Na chapa



O deputado federal pelo Paraná Rodrigo Rocha Loures foi um dos convidados por Michel Temer para fazer parte da chapa Unidade, que quer o comando do Diretório Nacional do PMDB pelos próximos dois anos. Ele aceitou o convite reforçando que a principal tarefa é ''unificar'' o partido. ''O PMDB fraco e fragmentado só interessa aos outros partidos. Mesmo os que se manifestam contrários à antecipação da convenção para fevereiro sabem que o importante no momento é fortalecer o partido'', disse ele.

- Na prática, a recondução de Temer ao comando do PMDB deve representar o avanço do acordo com o PT.


Dilma



A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata a presidente da República pelo PT, estará sábado próximo em Curitiba. Na agenda oficial, a festa de comemoração da fundação do PT no Paraná.


Perguntinha



Quantas ''Ave Maria'' seriam necessárias para trazer mais tranquilidade à Câmara de Londrina?

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