INFORME FOLHA
Round 2...
Hoje tem novo round entre Prefeitura de Londrina e Câmara de Vereadores sobre o projeto que redefine a planta de valores para composição do IPTU 2010. A contar pelas declarações de ontem, fica uma dúvida no ar: o Executivo precisa de fato do Legislativo para aprovar matérias de interesse da cidade? Na coletiva, por exemplo, o prefeito Barbosa Neto (PDT) afirmou que os vereadores seriam ''irresponsáveis'' se não aceitassem o reajuste, pois prejudicariam a cidade.
... fight!
Mais tarde, em entrevista à FOLHA, o pedetista - que cumpre uma incrível agenda de eventos, nesse conturbado final de ano político - reforçou: ''A cidade toda será penalizada''. E se o Legislativo não acatar o proposto pelo Executivo. ''Não tem rolo compressor, nem 'toma-lá, dá-cá'; todos os projetos foram discutidos. Sei do impacto que a galeria causa, e talvez em vereadores inexperientes isso possa prejudicar muito a cidade - há o clamor e, na primeira pressão, eles simplesmente votam com as galerias, mas contra a cidade'', reclamou o prefeito.
Mágoa
A menção de Barbosa foi indireta ao projeto que tira da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) a taxa de gerenciamento de 6% dos valores arrecadados com a Zona Azul. Ele garantiu que o projeto, votado esta semana pelo Legislativo diante de galerias cheias de agentes da Epesmel, será vetado.
Opa...
O curioso nessa declaração é o requisito da ''experiência no cargo'' para um bom entendimento da matéria. Barbosa, vale lembrar, cumpre o primeiro ano - um primeiro ano de sete meses, é verdade - à frente do Executivo. Seu líder na Câmara, Sebastião Raimundo, também está no primeiro ano como vereador.
Coincidências
E se dias atrás o ex-líder de Barbosa, Joel Garcia, o chamou de ''Requiãozinho'' ao rebater acusação de pedido de favorecimento em licitação, feita contra ele pelo prefeito, ontem a menção a governos pouco democráticos foi feito pelo até então pacífico presidente da Câmara, José Roque Neto (PTB). Ele lembrou que Barbosa não pode ''ditar'' o que quer que seja aprovado porque ''não estamos em uma ditadura, mas em uma democracia''.
Radares de Curitiba 1
A Consilux foi a única empresa classificada após o julgamento das propostas técnicas para a contratação de serviços de fiscalização eletrônica de trânsito em Curitiba. O resultado foi publicado terça-feira. A Consilux concorreu com seis outras empresas. A próxima etapa, que ainda não teve data definida, será a de divulgação dos preços propostos.
Radares de Curitiba 2
Consilux é justamente a empresa que venceu a licitação em 2004, e que, desde então, tinha seu contrato prorrogado com aditivos, até a assinatura de um contrato emergencial em 2009, o que foi contestado pelo Ministério Público do Estado e acatado pelo Judiciário. A Prefeitura de Curitiba foi obrigada a fazer nova licitação. Até lá, os radares permanecem desligados.
Reclamação
''Todo ano, faltando menos de uma semana para o recesso, chega uma pilha de projetos de lei. Ninguém sabe o que está votando. Ninguém tem tempo de ver. Isso precisar mudar.'' O desabafo é do deputado estadual Caíto Quintana (PMDB), durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na terça-feira última. De fato, a Assembleia Legislativa passa quase o ano inteiro votando projetos considerados de baixa relevância. Assuntos que renderiam um debate acima da média chegam no final do ano e são votados, sempre, às pressas.
Conciliação
A Justiça do Trabalho do Paraná divulgou seu balanço sobre a semana nacional da conciliação, que aconteceu de 7 a 11 de dezembro. Foram 2.120 acordos firmados em 4.860 audiências realizadas durante em todo o Estado.
Perguntinha
Terá surtido efeito a pressão via imprensa do prefeito Barbosa Neto sobre os vereadores para a votação e aprovação do projeto que prevê o reajuste do IPTU?





