Vai e volta



A possibilidade de uma reedição em 2010 da aliança que respaldou a candidatura de Osmar Dias (PDT) ao governo do Estado em 2006 parecia ''enterrada'', mas, num momento ou outro, alguém vai lá e retoma o assunto.

- Ontem, uma conversa de caráter informal entre os presidentes estaduais do PSDB (Valdir Rossoni), do PDT (Augustinho Zucchi) e do PPS (Rubens Bueno) indicou que a ''grande aliança'' ainda pode se levantar.

- ''Muita gente pede a reedição da aliança'', indicou Zucchi. Ele só não soube explicar quem dos três pré-candidatos ao governo do Estado em 2010 - os tucanos Beto Richa e Alvaro Dias, além de Osmar Dias - desistiria da cabeça da chapa: ''Não foi falado disso. Não vamos construir um prédio começando pelo teto''.


Apagado


Rossoni nega que as conversas com os aliados da ''grande aliança'' estivesse, até então, ''congelada''. ''Sempre mantivemos a conversa com o PDT'', disfarçou ele. O fato é que a aproximação de Osmar Dias com o PT e as viagens de Beto Richa pelo interior, fortalecendo a tese da candidatura própria do PSDB, já tinham apagado a união do passado. Tanto que, nos últimos dias, filiados do DEM e do PPS saíram do muro e trataram de dizer logo com quem estavam no imbróglio, se era com Beto Richa ou com Osmar Dias.


Críticas do Pessuti


Rossoni nega, ainda, que a reunião de ontem com o PDT e o PPS tivesse qualquer ligação com o episódio de sexta-feira, quando o pré-candidato do PMDB ao governo do Estado em 2010, Orlando Pessuti, resolveu mudar a postura e atacar Beto Richa, ligando o tucano ao grupo que aprovou no passado os contratos do pedágio. ''Nós preferimos ficar com os elogios da ala do PMDB que quer ficar com o Beto Richa'', provocou Rossoni.

- Nos bastidores, comenta-se que a nova postura de Pessuti foi uma reação à declaração pública de Beto Richa sobre suas conversas com os peemedebistas Luiz Cláudio Romanelli e Alexandre Curi.


Só dúvidas


Quem resumiu o cenário político pré-2010 ontem foi o presidente do PP no Paraná, deputado federal Ricardo Barros: ''Eu não tenho como certa nenhuma candidatura do Paraná''. Para o pepista, as decisões nacionais devem respingar nas construções estaduais. ''Tudo indica que Serra e Dilma terão uma disputa acirrada. Todas as candidaturas do Paraná podem ser suprimidas por decisões nacionais, que devem interferir nos diretórios regionais''.

- E quem se beneficia com a confusão no Estado, segundo Barros, é o próprio PP. ''O PP não depende de projetos nacionais. Minha candidatura ao Senado só se favorece com a confusão'', opina ele.


Estratégia Requião


Ao ser questionado sobre o episódio envolvendo Orlando Pessuti e Beto Richa, Ricardo Barros declara que os pré-candidatos têm mesmo que ''marcar território'', mas alfineta: ''O único que dá esperança para todos e por isso vai sobrevivendo sem percalços é o Requião. É uma boa estratégia''.


Arruda e Taniguchi


''O que será que o Cassio Taniguchi (DEM) está achando disso tudo?'', lembrou ontem o deputado estadual Jocelito Canto (PTB), em referência ao recente escândalo envolvendo o governador do Distrito Federal, José Arruda. Ex-prefeito de Curitiba, Taniguchi se licenciou do mandato de deputado federal pelo Paraná para assumir uma secretaria na gestão Arruda.


Vaga aberta


O deputado estadual Reni Pereira (PSB) pediu ontem ao presidente do Legislativo, Nelson Justus (DEM), que o deputado estadual Mário Roque (PMDB) desocupe a cadeira. A Justiça Eleitoral já decidiu que a cadeira do peemedebista pertence ao primeiro suplente do PSB, Wilson Quinteiro. A decisão foi publicada no último dia 24, mas Roque continua participando das sessões normalmente. Justus tem até no máximo sexta-feira para dar posse a Quinteiro. ''Independente da posse, o mandato já deveria estar vago'', argumentou Reni.


Perguntinha


Aos sete meses de governo Barbosa Neto foi anunciada liberação de verbas para a construção de um viaduto. Haverá tempo hábil para a construção dos outros sete prometidos durante a campanha?

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