INFORME FOLHA
Frases por aí
Sobre o apagão: ''A explicação mais clara e a resposta mais convincente sobre o apagão eu fiquei conhecendo hoje (ontem) ao ler, na FOLHA, o engenheiro Mangili. O resto foi conversa fiada, como aquela do ''microincidente''.
- A frase faz parte do comentário de leitor de Apucarana, ontem, sobre a entrevista do professor da UEL, José Fernando Mangili Júnior, ao editor Fernando Rocha Faro. O professor falou estritamente sobre a questão técnica.
- Sobre o mesmo tema, outros leitores se manifestaram. Uma professora de Cambé sugere que asssuntos de segurança nacional fiquem nas mãos de técnicos. É o caso do abastecimento de energia.
Leitores têm razão
O governo poderia acomodar seus aliados nos cargos mais altos, com salários igualmente altos. Como sempre faz. Mas eles não responderiam tecnicamente pelo setor, apenas compareceriam aos banquetes e discursariam.
- Decisões teriam de ser assinadas por eles, os políticos, porém sob orientação de assessores técnicos.
- Os discursos não poderiam conter informações técnicas; apenas elogios ao presidente Lula e à companheira Dilma.
- O ministro Lobão, das Minas e Energia, certamente iria adorar.
Transparência fantasma
O setor de Recursos Humanos da Câmara de Londrina recebeu ofício de um ex-assessor, investigado pelo MP no escândalo que assolou a Casa ano passado, no qual ele solicita ''informações pessoais'' de si. A FOLHA tentou acesso ao conteúdo do pedido - nos bastidores, divulgado como suposto pedido de devolução de salários -, mas o RH não liberou detalhes: disse que o pedido está ''em tramitação nos departamentos competentes'' e que ''a Câmara vai se pronunciar ao final do procedimento''.
Se eu te ouço? Não!
A FOLHA falou com o suposto autor do pedido. Ele atendeu o telefone, mas, informado do assunto, alegou dificuldades para ouvir o telefonema. ''Você me ouve?'', pergunta o reportagem. ''Não!'', respondeu o ex-assessor, que, claro, desligou o telefone.
'Pobrema' deles
Alguns ex-vereadores famosos pelo 'homicídio' da Língua Portuguesa, na Legislatura passada, mostraram que vão-se os anéis... ''mas quem tem que negociar é as (sic) instituição (sic)'', clamou ontem o líder do Executivo, Sebastião Raimundo (PDT), sobre o impasse na Saúde. Para ele, aliás, não é a Câmara quem tinha de opinar sobre o assunto: ''Não é nós (sic) aqui não''. Novo de Casa, Zaqueu Berbel (PRP) já pegou a manha: ''Estamos devagando (sic) no problema''.
CPI do lixo
O deputado estadual Marcelo Rangel (PPS) se irritou ontem com o presidente da Assembleia Legislativa, Nelson Justus (DEM), que se nega a instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar irregularidades em licenciamentos concedidos pelo Instituto Ambiental do Paraná para aterros sanitários. ''Não podemos abrir mão da maior ferramenta do parlamento, que é a CPI'', defendeu. Seu requerimento pedindo a criação da CPI foi aprovado na semana passada com o apoio de 19 parlamentares.
'Cheiro de pizza'
Justus disse que é contra qualquer tipo de CPI. As comissões permanentes da Casa, segundo ele, já teriam todas as condições necessárias para investigar qualquer assunto: ''Nos meus 19 anos de Casa, posso dizer que CPI só cria um tumulto desgraçado, por causa dos holofotes, da imprensa, e termina em nada. Se for para transformar a CPI num circo de horrores não contem comigo''.
- Justus afirmou que, após reunião realizada ontem entre os membros da Mesa Executiva, já decidiu que não haverá instalação de CPI encabeçada por Marcelo Rangel, que pretende cobrar regimentalmente a instalação da CPI do lixo.
Perguntinha
Assessoria de Barbosa Neto disse que o prefeito tem denúncias a fazer contra médicos plantonistas. Por que, então, não as fez antes da eclosão do movimento contra atraso de pagamentos?





