INFORME FOLHA
'Coletiva'
Trinta minutos de coletiva - 12 deles para o personagem principal; o restante para o advogado. Foi esse, ontem, o saldo da entrevista concedida pelo vereador Rodrigo Gouvêa (PRP) e o advogado Guilherme Gonçalves.
'Doutor...'
Na primeira pergunta feita ao vereador, após a longa - e, em alguns pontos, bastante curiosa - explanação do advogado, ele recorreu ao defensor, sob protestos. A palavra voltou a ele. A pergunta era simples: o vereador acabara de dizer que fora ''triste'' permanecer 23 dias preso sem chance de se defender. ''Mas com tantos advogados aqui e em Curitiba, vereador?''
Trabalheira
Ficou clara a negativa de Gouvêa em polemizar com a Câmara - disse apenas que quem o acusou terá ''muito trabalho'' na defesa, mas evitou comentar o desgaste à imagem gerado pelas suposições de maus-tratos que alguns vereadores garantiram que ele teria sofrido no CDR. O IML provou que não houve agressão alguma.
Luz no fim do túnel?
O direito à indenização cobrado por mais de 60 mil proprietários de linhas telefônicas fixas da Sercomtel, entrou na pauta de discussão da Prefeitura de Londrina. Ontem, em coletiva à imprensa, o prefeito Barbosa Neto (PDT), afirmou que pretende negociar diretamente com o Conselho de Usuários uma forma de indenização após a venda de 45% das ações da telefônica para a Copel, em maio de 1998.
- Atualmente, estes proprietários buscam o direito de serem indenizados na Justiça. O prefeito não estipulou prazo para as negociações com o conselho.
Consciência Negra
A Câmara de Londrina aprovou ontem, em segundo turno, o projeto de lei que institui no município mais um feriado municipal: o Dia da Consciência Negra a ser comemorado no dia 20 de novembro. O projeto recebeu o voto favorável de 14 vereadores e três abstenções. Agora, a matéria segue para sanção do prefeito Barbosa Neto (PDT). Para valer ainda este ano, a lei precisa ser publicada no Diário Oficial do município até o início da próxima semana.
Justiça rápida
Enquanto centenas de pessoas lotam os corredores do Tribunal de Justiça para reclamar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) da demora na tramitação de processos, há casos de agilidade processual. É o caso que envolve o irmão do governador Roberto Requião (PMDB) e sua vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Entre o último dia 4 e ontem, Maurício Requião acompanhou uma sequência de decisões que resultaram na sua manutenção no banco dos reservas.
Rápida mesmo
No último dia 4, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, declarou sem efeito a liminar que impedia a volta de Maurício Requião ao TCE. No dia 9, a decisão do STF foi analisada pelo juiz da 4 Vara de Fazenda Pública, Douglas Marcel Peres, que concluiu que não havia mais impedimento ao retorno de Maurício ao TCE. No dia 10 o presidente do TCE foi notificado. No mesmo dia, Cid Campelo Filho entrou com uma nova reclamação no STF e conseguiu, ainda na noite da terça-feira, uma nova liminar impedindo o retorno de Maurício.
Sem defensoria
O Conselho Nacional de Justiça está no Paraná para analisar os problemas do Tribunal de Justiça, mas deve sair daqui com dados sobre um grave problema do Estado: a falta de Defensoria Pública. É que sem advogados contratados pelo governo do Estado para defender réus pobres muitos processos ficam empacados na Justiça uma vez que uma das partes não tem quem o represente. O Paraná tem uma Defensoria instituída, mas sem advogados disponíveis.
Responsabilidade
A juíza auxiliar da Corregedoria do CNJ, Salise Sanchotene, já adiantou de quem é a responsabilidade de cobrar do Estado que a Defensoria seja de fato implantada. ''O Ministério Público tem a prerrogativa de cobrar o Estado numa situação como essa'', disse em entrevista à imprensa.
Perguntinha
Quem pagará o ônus político da paralisação do atendimento pelo SUS em Londrina?





